Mais um evangelista foi agredido enquanto pregava em um local público nos Estados Unidos, recentemente. Shaunte estava anunciando o Evangelho com outros cristãos no Pike Place Market, um mercado público na cidade de Seattle, quando de repente um homem se aproximou e deu um tapa em seu rosto. “Fala outra coisa! Cai fora daqui, p****! Cai fora daqui” Cai fora daqui! Vai para outra esquina, mano”, gritou o agressor furioso, enquanto ameaçava lutar com o evangelista. O outro cristão que estava junto com Shaunte pediu que alguém pedisse ajuda a policiais. “Então ninguém quer nos ajudar, ninguém vai chamar a polícia pra gente?”, exclamou. Shaunte lidou com a situação com tranquilidade e tentou acalmar o agressor. “Somos cristãos, eu não tenho medo de você. Em nome de Jesus, não vamos sair daqui. Estamos aqui em nome de Jesus”, disse. E o homem continuou ameaçando os evangelistas: “Eu vou bater em vocês dois, seus m*****, agora mesmo. Se eu ouvir aquele papo de ‘gay’ mais uma vez, vou sair e te dar um tapa de novo”. Continuando onde estava com sua caixa de som, Shaunte declarou: “Ei, cara, por que temos que falar assim? Paz, em nome de Jesus. Quero que você seja feliz. É algo que traz paz falar para as pessoas sobre o Céu. Eu quero paz. Eu te amo, irmão. Não vou a lugar nenhum. Fale com a polícia”. Pregando a visão bíblica sobre sexualidade Em seguida, o agressor tenta levar a caixa de som e a câmara que estava gravando a pregação. Após o ataque, o evangelista compartilhou o vídeo do momento no Instagram e explicou que o homem o atacou porque estava pregando a visão bíblica sobre a sexualidade. “Não vejam este vídeo com raiva do homem que me atacou por pregar sobre LGBT. Em vez disso, ore por ele. Ore para que Deus abra os seus olhos, lhe conceda arrependimento e o salve pela graça de Jesus Cristo. O mesmo Senhor que me salvou pode salvá-lo”, afirmou. Resgatado da homossexualidade Shaunte, que era gay, foi transformado por Jesus ao conhecer o Evangelho. Ele deixou a homossexualidade e foi liberto do vício em drogas. Hoje, ele é casado com uma mulher e evangeliza nas ruas dos EUA através de seu ministério “Prideless Ministries”. “Fui salvo por Deus da homossexualidade. Prego arrependimento. Compartilho meu testemunho com coragem porque o Apocalipse diz que vencemos pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do nosso testemunho. Tenho um coração para os perdidos e acredito no avivamento da comunidade LGBT”, afirmou ele, na descrição de seu canal no YouTube. Shaunte também pediu oração para todos os pregadores que enfrentam perigos por pregar a verdade bíblica. “Há um custo para ganhar almas. Orem por ousadia, sabedoria e proteção para todos os cristãos que escolhem defender a verdade numa cultura que a rejeita. Ore para que respondamos com amor, falemos com graça e nunca comprometamos a verdade. Embora esta seja uma batalha espiritual, há perigo físico”, ressaltou. Recentemente, um pastor e um grupo de evangelistas foram agredidos enquanto evangelizavam nas ruas de Chicago, nos EUA. No dia 6 de junho, Jeremy Chong, pastor da Reformation Chicago Presbyterian Church, e sua equipe realizaram uma ação social com moradores de rua e anunciaram Jesus com uma caixa de som. Até que um homem se aproximou e empurrou um dos evangelistas que pregava no microfone. O agressor passou a xingar os cristãos com palavrões.
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil aprova incluir LGBTs como membros e pastores
A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) aprovou a inclusão de pessoas LGBT como membros e pastores de suas congregações. A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral da denominação, realizada entre os dias 17 a 19 de julho, em Salvador, na Bahia. A medida não alterou a doutrina da igreja nem impôs uma regra às suas sete congregações (presbitérios), mas estabeleceu a possibilidade de incluir homossexuais tanto na membresia quanto na liderança pastoral. Além disso, a Assembleia estabeleceu uma série de princípios que deverão ser seguidos pelas congregações, como a proibição de discursos de ódio e discriminação, qualquer forma de violência simbólica, espiritual ou psicológica contra pessoas homoafetivas e a proibição de práticas chamadas de “cura gay”. A decisão acontece após a IPU ter criado uma Comissão Especial para Assuntos de Gênero em 2023, onde passou a discutir o tema. A comissão reuniu integrantes da comunidade LGBT, representantes de congregações e pastores que já celebravam casamentos de pessoas homoafetivas. Conforme a comissão, as discussões feitas durante três anos mostraram que há diferentes posições sobre a inclusão de homossexuais na igreja, algumas mais conservadoras e outras progressistas. Com a nova medida, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil se alinha à teologia progressista adotada pela Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), que aceitou a homossexualidade e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A IPU também se junta à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como denominações históricas inclusivas no país. História da IPU Igreja Presbiteriana Unida do Brasil se distancia da teologia conservadora seguida por outras denominações presbiterianas, como a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI) e a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (IPRB). A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi criada em 10 de setembro de 1978, com o nome de Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas, por pastores e líderes que foram afastados da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) por defenderam uma visão ecumênica e a defesa do ministério feminino. Em seu site, a IPU se descreve como “uma igreja reformada ecumênica e enfatiza o diálogo interreligioso como imperativo para a busca da paz e da harmonia para a humanidade”.
Pastor libertado da prisão na China relata pressão para confessar crime que não cometeu
O pastor Ezra Jin, líder e fundador da Igreja Zion, concedeu sua primeira entrevista desde que deixou a prisão na China, em um relato emocionante sobre perseguição religiosa, resistência na fé e esperança para a Igreja chinesa. A conversa foi exibida pela Sky News em uma reportagem especial da correspondente para a Ásia, Helen-Ann Smith, que acompanhou durante meses a repressão contra cristãos no país e percorreu os locais onde Ezra foi preso, viveu e permaneceu detido. “É extremamente raro que a China liberte um chamado ‘prisioneiro de consciência’. Mais raro ainda é que essas pessoas se sintam à vontade para falar sobre o que viveram”, afirmou a jornalista. “Somos os primeiros jornalistas a nos sentarmos pessoalmente com ele. Esta é a primeira vez que ele conta sua história diante de uma câmera.” Segundo Smith, a história do pastor está inserida em um contexto mais amplo de endurecimento da repressão contra igrejas domésticas na China. “Em toda a China, operações policiais e detenções têm como alvo igrejas clandestinas. Esses grupos se recusam a se submeter ao rígido controle imposto pelo Estado e, por isso, são oficialmente proibidos”, explicou. Prisão e pressão para confessar Ezra Jin foi preso em outubro de 2025 e acusado de “operações comerciais ilegais”, uma acusação frequentemente usada pelas autoridades chinesas contra líderes religiosos independentes. Na entrevista, ele descreveu as condições dentro da prisão. “Foi uma experiência que eu nunca havia vivido. Foi extremamente difícil. Três ou quatro pessoas dividiam a mesma plataforma para dormir. Toda a rotina era rigidamente controlada. Até para caminhar era preciso levantar a mão e pedir autorização. Se alguém andasse sem fazer isso, era punido”, contou. O pastor revelou que sofreu intensa pressão psicológica para admitir crimes que afirma não ter cometido. “Eles diziam: ‘Você precisa pensar nos seus colegas. Entre as pessoas presas há inocentes. Se você continuar se recusando a confessar, acabará envolvendo todos eles’.” O pastor Ezra Jin relembra emocionado os meses de prisão e fala pela primeira vez após ser libertado da China. (Captura de tela/YouTube/Sky News) Segundo Ezra, o período mais difícil foi quando permaneceu quase um mês sem conseguir encontrar seu advogado. “Então escrevi imediatamente uma carta para minha família. Nela deixei duas coisas muito claras: primeiro, eu não confessarei um crime que não cometi. Segundo, eu não vou me suicidar.” A Sky News informou que apresentou essas alegações às autoridades chinesas, mas não recebeu resposta. Libertação inesperada O pastor também descreveu como foi surpreendido pela própria libertação. Ele contou que um agente penitenciário simplesmente ordenou que saísse da cela e recolhesse seus pertences. Inicialmente, pensou que seria levado para mais um interrogatório. Quando a viatura passou por seu bairro sem parar, percebeu que não voltaria para casa. Em seguida, foi levado até uma estação de trem de alta velocidade. “No vagão havia apenas policiais à paisana. Um deles perguntou: ‘Pastor Jin, você sabe para onde está indo?’. Respondi: ‘Não sei’. Então ele disse: ‘Pense pelo lado positivo’. E eu respondi: ‘Eu não ouso criar expectativas’.” Na realidade, Ezra estava sendo levado ao aeroporto. As autoridades informaram que, embora considerassem os supostos crimes comprovados, ele não seria processado. Pouco depois, embarcou para os Estados Unidos. O reencontro com a família Durante os meses em que Ezra esteve preso, sua filha, Grace Jin, viveu a gravidez sem a presença do pai. Em entrevista à Sky News, ela relembrou a dor daquele período. “Conseguimos contar a ele sobre o bebê pouco antes da prisão. Durante sete ou oito meses da minha gravidez, enquanto o bebê crescia dentro de mim, meu pai continuava na prisão.” Emocionada, Grace Jin, filha do pastor Ezra Jin, relembra o período em que o pai esteve preso na China. (Captura de tela/YouTube/Sky News) Grace afirmou que o pai sempre foi um exemplo de fé para a família. “Ele se importa profundamente com a sua fé. Também ama profundamente a China e as pessoas ao seu redor.” O marido dela, Bill Drexel, revelou que a família só acreditou na libertação quando o avião pousou em solo americano. “Disseram para nós que era uma operação extremamente delicada. Nada podia ser considerado certo até que o avião realmente decolasse. Quando soubemos que era um avião chinês, pensamos que só acreditaríamos quando as rodas tocassem o chão nos Estados Unidos.” No reencontro, Grace mal reconheceu o pai. “Ele estava muito mais magro. Quase não reconheci seus olhos. Levei alguns instantes para perceber: ‘É o meu pai’. Mas aquilo foi um verdadeiro milagre.” Ezra também se emocionou ao falar do neto, que recebeu seu nome. “Todos os dias, quando o vejo e o seguro nos braços, sinto uma emoção muito profunda. Hoje posso dizer que, se eu morresse agora, não teria arrependimentos. Estou profundamente feliz.” Mais de 100 pastores presos Apesar da própria libertação, Ezra Jin fez questão de direcionar a atenção para os cristãos que permanecem presos. “Minha estimativa é que ainda existam mais de uma centena de pastores presos. Além deles, há muitos outros grupos religiosos e diversos prisioneiros de consciência.” Alguns dos líderes da Igreja Zion presos na China durante a repressão às igrejas domésticas. (Captura de tela/YouTube/Sky News) Ele alertou que ninguém deve considerar seu caso como o fim da perseguição. “Ninguém deve pensar que, porque eu fui libertado, esta história teve um final feliz.” Segundo o pastor, a perseguição continua se intensificando. “Os casos de perseguição contra igrejas continuam acontecendo com muita frequência. Muitos cristãos vivem assustados. Em algumas operações, autoridades chegam a dizer: ‘Hoje vamos ver quem é mais poderoso: o Partido Comunista ou o Deus de vocês’.” A reportagem da Sky News terminou mostrando que diversos membros da Igreja Zion continuam presos, entre eles a pastora Wang Kong, presa diante da filha de três anos; o pastor Wang Lin, cuja esposa deu à luz o terceiro filho enquanto ele permanecia encarcerado; e o pastor Yang Huaibin, preso juntamente com sua esposa, posteriormente libertada sob fiança. Assista à entrevista completa, em inglês:
Evangelista de rua continua pregando mesmo sendo assediado nos EUA: Se arrependam
Um evangelista de rua foi hostilizado por um grupo de jovens enquanto pregava Jesus em um local público nos Estados Unidos. O episódio aconteceu em julho do ano passado, mas voltou a viralizar nas redes sociais após o pregador Leuole Yared relembrar o caso. Leuole estava compartilhando as Boas Novas de Cristo com uma caixa de som em uma área de bares e restaurantes durante a noite, quando um grupo de jovens se aproximou e começou a hostilizar o evangelista. Um homem tentou impedir Leuole de falar, enquanto algumas jovens gritavam, batiam palmas e riam do cristão. Porém, o pregador não se intimidou e continuou anunciando a Salvação com ousadia: “Para quem tem ouvidos para ouvir e quem tem olhos para ver: Jesus Cristo veio para que vocês tenham vida. Jesus ama você e Ele morreu na cruz por você e por mim”. O grupo continuou vaiando Leuole. Uma mulher com roupa curta começou a fazer posições sexuais na frente dele e gravou a cena, como forma de provocação. A dança sensual da jovem se tornou importunação sexual quando ela encostou seu corpo no evangelista sem seu consentimento. Leuole pegou sua caixa de som, se afastou da mulher e continuou pregando. “Isso é fruto de Satanás, pessoal. É hora de se voltar ao arrependimento e encontrar vida em Jesus Cristo”, declarou. Nesse momento, dois jovens se beijam em frente ao cristão, tentando lhe provocar. Mas, Leuole respondeu: “Isso aqui é o próprio diabo. Isso não me deixa com raiva, não faz nada comigo. Está prejudicando a alma deles, porque, no fim das contas, todos nós vamos ficar diante de Deus. Todo joelho se dobrará, toda língua confessará que Jesus é o Senhor!”. “A Bíblia diz em João 3:16: ‘Porque Deus amou o mundo tanto que deu seu único filho para todo aquele que crê Nele, não pereça, mas tenha a vida eterna’. Então se volte para Jesus Cristo”, pregou. Leuole Yared ressaltou que a luta do cristão não é contra pessoas, mas contra as forças espirituais do mal nos reinos celestiais. “Faz hoje um ano que isto aconteceu! Os frutos das trevas se manifestaram enquanto a Palavra estava sendo pregada. Profecia sendo cumprida em tempo real”, comentou ele. “O temor a Deus se perdeu nessa geração. É hora de voltar para Deus antes que seja tarde”, declarou. O evangelista já enfrentou hostilidade outras vezes por pregar o Evangelho nas ruas. Em 2025, ele foi agredido verbalmente por um homem, enquanto pregava na cidade de Alexandria.
Pastores contestam lei que proíbe símbolos religiosos no Parlamento da Suíça
Três líderes evangélicos abriram uma ação judicial para contestar uma emenda constitucional recém‑aprovada na Suíça que impede parlamentares do Cantão de Genebra de exibirem símbolos religiosos visíveis durante as sessões parlamentares, informou a Aliança Evangélica Suíça na segunda‑feira (20). O Grande Conselho, o parlamento cantonal de Genebra, aprovou a emenda constitucional por uma margem estreita em 21 de novembro. Depois disso, a população confirmou a proibição de símbolos religiosos em um referendo realizado em 14 de junho, no qual 51,4% dos eleitores votaram a favor da medida. A nova regra vale tanto para os integrantes do Grande Conselho, o parlamento cantonal de Genebra, quanto para os membros dos conselhos municipais. Liberdade religiosa Michael Mutzner, diretor da Associação Cristã de Assuntos Públicos e presidente de uma igreja local, apresentou a ação ao lado de Markus Hofer e Joseph Kabongo. Hofer atua como representante credenciado da Aliança Evangélica Mundial na ONU, enquanto Kabongo é teólogo e pastor aposentado ligado ao Partido Evangélico. Mutzner defendeu que os cristãos têm a responsabilidade de proteger a liberdade religiosa de todas as comunidades de fé, não apenas a sua. “A liberdade religiosa é para todos ou, no fim das contas, para ninguém”, afirmou. “Quando os direitos de uma comunidade são limitados, as liberdades de todas se tornam mais frágeis. É uma ladeira escorregadia. Para os cristãos, isso envolve amar o próximo e desejar aos outros a mesma liberdade que desejamos para nós.” Ele acrescentou que esses direitos também dizem respeito diretamente aos cristãos. “A história mostra que, quando as liberdades fundamentais de um grupo começam a ser enfraquecidas, isso raramente fica limitado a ele”, disse. “Proteger os direitos dos outros hoje é uma forma de resguardar as liberdades de todos amanhã.” Proibição de batismos em lago Mutzner destacou que medidas adotadas em Genebra para restringir orações muçulmanas em vias públicas já vêm atingindo também igrejas cristãs. Segundo ele, algumas comunidades evangélicas deixaram de realizar batismos no Lago de Genebra porque as autoridades passaram a conceder as autorizações necessárias apenas às religiões oficialmente reconhecidas pelo Estado. Mutzner lembrou a passagem de 1 Timóteo 2, que orienta os cristãos a orarem pelas autoridades para que todos possam viver em paz. Ele também incentivou os evangélicos a intercederem pelos governantes, pela sabedoria dos tribunais e por uma sociedade que valorize a liberdade, a justiça e o respeito mútuo. Consciência individual Mutzner ainda pediu que os cristãos se manifestem de forma pacífica sempre que as liberdades fundamentais de qualquer pessoa estiverem em risco, independentemente da religião afetada. Por fim, conclamou os fiéis a viverem o Evangelho com humildade e amor, ressaltando que a defesa da liberdade religiosa protege a consciência individual – e não representa privilégios especiais para os cristãos. A Aliança Evangélica Suíça manifestou oposição à medida, afirmando que a proibição fere direitos fundamentais. A entidade ressaltou que, embora apoie um Estado laico que promova neutralidade e paz religiosa, o laicismo não deve ser usado para silenciar expressões de fé em espaços democráticos. A Aliança destacou que, diferentemente dos funcionários públicos – que representam diretamente o Estado – os parlamentares expressam a diversidade de seus eleitores. Por isso, obrigá‑los a esconder suas convicções religiosas constitui uma limitação grave à liberdade de crença e levanta dúvidas importantes sobre a compatibilidade da medida com a Constituição Federal Suíça. Direito de escolher convicções religiosas A Aliança Evangélica ressaltou que a liberdade religiosa é uma garantia que protege tanto quem crê quanto quem não crê. Em uma democracia pluralista, afirmam, os cidadãos devem preservar o direito de escolher representantes que expressem abertamente suas convicções religiosas, filosóficas ou políticas. A Aliança Evangélica já havia enfrentado uma restrição semelhante na Lei de Secularismo de Genebra, em 2019, e conseguiu derrubá‑la após recorrer à Justiça. Agora, considera igualmente inaceitáveis as limitações impostas aos batismos no Lago de Genebra. Segundo o grupo, as regras obrigam algumas comunidades cristãs a deslocar seus cultos para o cantão vizinho de Vaud ou até para a França, já que não recebem as autorizações necessárias para realizar cerimônias no local. A Aliança afirmou que a liberdade religiosa deve valer também nos espaços públicos, desde que a ordem pública seja respeitada e que os direitos de terceiros não sejam violados. A Aliança Evangélica Suíça informou que acompanhará de perto o processo na Câmara Constitucional do Tribunal de Genebra. O grupo alerta que a decisão final no cantão tende a servir de referência para iniciativas políticas semelhantes em outras regiões da Suíça, podendo influenciar futuros debates sobre liberdade religiosa no país.
Bebê dado como morto por 2 horas volta à vida e mãe testemunha: Nosso milagre
A mãe do bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês, afirmou estar vivendo um verdadeiro milagre após o filho voltar a apresentar sinais vitais cerca de duas horas depois de ter sido declarado morto na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. Em meio à repercussão do caso, Letícia Cristina da Cruz Santos usou as redes sociais para testemunhar sua fé em Deus e declarar que continua confiando na recuperação completa do filho. “Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo […] milagre não se explica, se vive”, afirmou a mãe. Noah nasceu prematuro e com fenda palatina, uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca. Desde o nascimento, em 15 de junho, permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal enquanto aguardava transferência para um hospital especializado, onde passaria por cirurgia. ‘Só consegui dizer: Glória a Deus’ Segundo a mãe, ela e o marido acompanharam toda a tentativa de reanimação realizada pela equipe médica após uma parada cardiorrespiratória sofrida pelo bebê. Após cerca de 45 minutos de manobras, o óbito foi constatado. O pequeno Noah e seus pais, ao retornarem à Santa Casa de Rio Claro após bebê apresentar sinais vitais. (Foto: Arquivo Pessoal) O casal permaneceu ao lado do filho por aproximadamente uma hora e, já em casa, recebeu uma ligação do hospital pedindo que retornasse imediatamente, sem explicar o motivo. “Meu esposo falou umas três vezes: ‘Moça, já estamos sabendo do acontecido, já fizemos todos os procedimentos’, mas ela insistiu para irmos, isso às 21h40”, relatou Letícia. Ao chegar novamente à unidade, os pais receberam a notícia de que Noah havia voltado a apresentar sinais vitais. “Chegando lá, entramos novamente na UTI e elas nos contaram sobre o nosso milagre. Só consegui dizer ‘Glória a Deus’ e chorar”, relembrou Letícia. Ela contou ainda que o episódio aconteceu justamente na data em que o filho deveria nascer, caso a gestação tivesse chegado ao fim normalmente, já que Noah veio ao mundo de forma prematura. “Uma coisa bem marcante é que foi no dia 15 [de julho], que era para ele nascer se não tivesse nascido prematuro e estava completando um mês que nasceu”, disse a mãe da criança. ‘A gente fica maravilhado’ Em um vídeo publicado nas redes sociais, Letícia descreveu o momento como algo difícil de compreender. “Às vezes eu acho que a gente está sonhando. Eu estava conversando com meu esposo, olhando para ele se mexendo, batendo as perninhas, de olhos abertos. A gente fica maravilhado”, disse. Apesar da repercussão do caso, a mãe fez questão de defender a atuação da equipe médica da Santa Casa de Rio Claro, afirmando que presenciou o esforço dos profissionais para salvar a vida do bebê. “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”, declarou. Em entrevista, a agente funerária Regina Célia Paschoal, com 17 anos de experiência, contou que nunca havia vivido algo parecido. Antes de abrir o saco funerário, ela disse que fez uma oração: “Falei: ‘Deus, o que eu faço?’ Mas, por minha conta e responsabilidade, eu vou abrir aqui. Abri e ele começou a mexer mais ainda, fazendo um barulho, como se estivesse querendo respirar. … Foi um susto, foi uma emoção grande.” A missionária Elizayka Hellen também fez um apelo por intercessão: “Nós estamos muito felizes, estamos orando e peço a todos que continuem em oração pela vida dele.” Caso é considerado “extraordinário” De acordo com a Santa Casa de Rio Claro, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória em 15 de julho. Após todas as tentativas de reanimação, o hospital declarou o óbito seguindo os protocolos previstos pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Cerca de duas horas depois, uma funcionária da funerária, que havia ido buscar o corpo, percebeu que o bebê apresentava sinais vitais e acionou imediatamente a equipe médica. Notificação de óbito. (Captura de tela/EPTV) Noah foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos antes de ser transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, em Bauru. Em nota, a Santa Casa informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e afirmou não ter identificado falhas assistenciais. Ainda assim, reconheceu que o episódio foi “um dos mais inexplicáveis” de sua história” A instituição acrescentou que, para muitos familiares e profissionais envolvidos, o ocorrido é compreendido como “um verdadeiro milagre”, ao mesmo tempo em que reafirmou seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência. “Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento.”
Rádio Novo Tempo amplia presença no Brasil e leva mensagem de esperança à capital federal
A Rede Novo Tempo de Comunicação amplia sua presença no Brasil com a aquisição de mais uma emissora de rádio. A partir do dia 24 de julho de 2026, às 18h, a Rádio Novo Tempo Brasília entra no ar na frequência 92,9 FM, levando informação, música e conteúdo cristão aos ouvintes da capital federal. Considerada a primeira rádio evangélica do Brasil, a Rádio Novo Tempo apresenta uma programação que une assuntos do cotidiano a reflexões sobre fé, qualidade de vida e esperança. Com uma proposta leve e, ao mesmo tempo, profunda, a emissora busca informar, alegrar e contribuir para o bem-estar de seus ouvintes. A conquista representa um passo estratégico na expansão da rede. Localizada no centro das decisões políticas e administrativas do país, a capital federal passa a integrar o grupo de cidades atendidas diretamente pela programação da Rádio Novo Tempo. “A chegada da Rádio Novo Tempo a Brasília representa muito mais do que a inauguração de uma nova frequência. É a ampliação de uma missão. Estar na capital do país significa levar uma mensagem de esperança a milhões de pessoas, por meio de uma programação que acolhe e aponta para Cristo”, diz o Pastor Rafael Rossi, Presidente da Rede Novo Tempo de Comunicação. Ele completa sua fala dizendo: “Nosso compromisso é utilizar cada oportunidade que Deus nos concede para comunicar esperança e aproximar pessoas de Jesus. Não inauguramos apenas uma emissora. Abrimos mais uma porta para que a esperança entre na vida das pessoas”. Com a nova emissora, a Rádio Novo Tempo passa a contar com 19 estações próprias, distribuídas por dez estados brasileiros, além de 13 retransmissoras, alcançando mais de 48 milhões de ouvintes só no Brasil. A rede também está presente em diferentes países da América do Sul, reunindo ao todo 239 estações e possui potencial para chegar a mais de 100 milhões de pessoas. Sendo assim, integra uma das maiores estruturas de rádio cristã do continente e a expansão para Brasília reforça o compromisso de tornar a mensagem de esperança acessível a um público cada vez maior. O Pastor Jorge Rampogna, Diretor de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) para toda a América do Sul comenta o crescimento exponencial da rede adventista de rádio por aqui, com o exemplo da aquisição da Rádio de Santiago, no Chile; de Lima, no Peru; no Rio de Janeiro, no Brasil e fala que estava em oração para a aquisição da rádio de Brasília fazia tempo. “Agora o sonho está se tornando realidade. Brasília era uma das capitais que ainda não tinha Rádio Novo Tempo e é a capital do Brasil. Agora muitas pessoas que moram em Brasília e cidades ao entorno vão conseguir ouvir a mensagem de Cristo através das ondas da Rádio Novo Tempo, que vai alcançar muitas pessoas, em nome de Jesus”. Rampogna finaliza dizendo que a IASD segue desafiada a usar todos os meios de comunicação possíveis para abreviar a Volta de Jesus. No dia 24 de julho, a partir das 18h, a Rádio Novo Tempo dá início à transmissão do sinal em Brasília, com uma programação especial de 2 horas em rede, com a presença de autoridades da Novo Tempo e locutores de todo o Brasil, para dar as boas-vindas aos ouvintes da capital federal. A Rede Novo Tempo de Comunicação é uma instituição sem fins lucrativos que reúne os principais veículos de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Por meio da televisão, do rádio e da internet, a instituição trabalha para promover qualidade de vida e compartilhar o amor de Cristo com o maior número de pessoas possível.
Prefeitura de Nova York decide demolir igreja de quase 200 anos atingida por incêndio
A demolição da histórica South Bushwick Reformed Church, no bairro de Bushwick, no Brooklyn, gerou forte indignação entre moradores e antigos membros da congregação. O templo de 173 anos, considerado um marco da comunidade, havia sido destruído por um incêndio ocorrido em 19 de junho, agora tratado pelas autoridades como criminoso. Inicialmente, a Prefeitura de Nova York determinou a demolição da estrutura por questões de segurança. A decisão gerou críticas de preservacionistas e da igreja, que pediam mais tempo para recuperar artefatos históricos e estudar alternativas para preservar parte do edifício. Segundo o jornal The Desert Review, críticos atribuem a decisão à administração do prefeito Zohran Mamdani, argumentando que a demolição foi acelerada mesmo diante dos pedidos da comunidade para salvar o templo e seu patrimônio histórico. Um youtuber acusa o prefeito de diretamente mandar demolir o templo: “Mamdani mandou demolir uma igreja do Brooklyn com 174 anos, danificada por um incêndio suspeito de ter sido criminoso! Isso aconteceu apesar de a congregação ter pedido o adiamento da medida, depois que um engenheiro independente constatou que a estrutura restante poderia ser recuperada. Então, deixo uma pergunta no ar: se fosse uma mesquita, será que Mamdani teria ordenado a demolição mesmo assim?” A CBS News destaca que investigadores passaram a tratar oficialmente o incêndio como suspeita de ação criminosa. Críticas ao prefeito Uma reportagem da Newsmax ouviu moradores de Bushwick, que lamentaram a perda da igreja e criticaram a condução do caso pela prefeitura. “É muito triste perder uma parte do nosso bairro. Isso faz parte da história do Brooklyn”, afirmou um morador. Outro destacou que a igreja representava muito mais do que um prédio. “É muito triste ver uma igreja desaparecer no Brooklyn, porque as igrejas fazem parte da identidade deste bairro.” Uma mulher relembrou a ligação afetiva de sua família com o templo: “O velório da minha mãe foi nessa igreja. Tenho muitas lembranças dali. Achei que ela seria reconstruída, mas parece que isso não vai acontecer.” ‘População não foi ouvida’ Os entrevistados também defenderam que a população deveria ter sido ouvida antes da demolição. “Os moradores daqui têm voz e deveriam ter direito de opinar. Queremos essa igreja de volta. Ela era um pilar da nossa comunidade. Agora estão apagando essa história”, declarou um morador. Outro questionou o destino do terreno: “Não sei o que vão construir no lugar, mas provavelmente serão apartamentos ou algo assim.” As críticas também foram direcionadas diretamente ao prefeito. “Prefeito, você trabalha para nós. Você trabalha para o povo de Bushwick. É isso que queremos. Se não fizer a vontade da população, vamos nos mobilizar para que você não continue no cargo”, afirmou um morador. Outro declarou: “Ele prometeu muitas coisas e até agora nenhuma aconteceu. Comunistas não têm Deus; têm o governo.” Apesar da perda da estrutura principal, a congregação ainda tenta preservar o salão paroquial, considerado estruturalmente seguro pelos engenheiros da igreja. Após pressão da comunidade, o Departamento de Edificações de Nova York suspendeu temporariamente a demolição completa para avaliar a preservação dessa parte do complexo. O pastor James Steward afirmou que a missão da igreja continuará e que a congregação pretende reconstruir um local de culto no futuro, embora reconheça que substituir um patrimônio histórico será um enorme desafio.
Pastor e evangelistas são agredidos durante evangelismo nos EUA
Um pastor e um grupo de evangelistas foram agredidos enquanto evangelizavam nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos. No dia 6 de junho, Jeremy Chong, pastor da Reformation Chicago Presbyterian Church, e sua equipe realizaram uma ação social com moradores de rua e anunciaram Jesus com uma caixa de som. Até que um homem se aproximou e empurrou um dos evangelistas que pregava no microfone. O agressor passou a xingar os cristãos com palavrões. “Estávamos alimentando moradores de rua, distribuindo Bíblias, pregando o Evangelho e tendo boas conversas de forma pacífica quando fomos atacados”, contou Jeremy, em vídeo no Instagram. O pastor Jeremy tentou acalmá-lo, mas o homem o agrediu e o provocou. “Nós te amamos. Queremos que seus pecados sejam perdoados, cara. Não estamos tentando ser agressivos. Não há necessidade de violência. Não queremos brigar com você. Nós nos importamos com você. Queremos que você esteja no céu conosco”, disse. O homem continuou tentando agredir o pastor e sua equipe. Jeremy chamou a polícia no microfone, mas não foi atendido. “Um cristão com a camisa preta ‘Full Armor of God’ estava apenas passando quando tudo isso aconteceu, e ele ficou entre mim e o agressor, levando golpe após golpe sem retaliação para nos dar mais tempo para pregar o Evangelho”, afirmou Jeremy. Em seguida, um segundo homem chega, também hostiliza os cristãos e tenta levar a caixa de som da equipe. “Por que você está sendo violento?”, questionou o pastor. Logo depois, o primeiro homem chutou a caixa de som e gritou: “F*****, pregador!”. E Jeremy respondeu: “Jesus disse ofereça a outra face. Não estamos aqui para brigar com você. Se você quer ser violento, pode ser, mas eu não vou revidar”. “Então, eu vou simplesmente te espancar até a morte”, ameaçou o agressor. Defendidos por motorista Na sequência, um motorista parou o carro no local e começou a lutar contra o agressor para defender os cristãos. “Deixem eles em paz, eles estão falando de Deus”, falou o motorista. Ele derrubou o agressor no chão e o homem parou de atacar os cristãos. “Na providência de Deus, o homem furioso humilhou nosso perseguidor. Embora eu tenha tentado impedir, vejo a mão justa de Deus nisso”, comentou Jeremy. “Ore para que o Senhor levante mais homens de Deus para se juntarem a nós lá fora. Quando nos tornamos um exército de Deus, as pessoas têm muito menos probabilidade de tentar algo. E o pastor pediu: “Ore para que o agressor nasça de novo. Orem para que o Senhor levante mais homens de Deus para se juntarem a nós lá fora. Quando nos apresentamos como um exército de Deus, é muito menos provável que as pessoas tentem alguma coisa”. Jeremy anunciou que liberou perdão aos homens que lhe agrediram. “Só quero dizer publicamente que perdoo esses caras”, declarou ele.
Após anos de repressão à Igreja, Daniel Ortega declara fim das eleições na Nicarágua
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou que o país deixará de realizar eleições, consolidando o regime autoritário que, nos últimos anos, também se tornou conhecido pela intensa perseguição a igrejas e líderes cristãos. A declaração foi feita durante as comemorações dos 47 anos da Revolução Sandinista, quando afirmou que a oposição não voltará mais ao poder por meio do voto. “Não haverá mais eleições”, disse Ortega em um discurso sobre seu adversário de longa data, os EUA. “Partidos colocados em prática pelos ianques, colocados em prática pelo regime de Somoza, voltando ao poder – essa história acabou”, declarou Ortega diante de apoiadores em Manágua. “Nunca, nunca, nunca”, disse sobre nenhuma eleição futura. A fala representa mais um passo na concentração de poder do governo Ortega-Murillo. Desde que retornou à Presidência, em 2007, Ortega promoveu mudanças constitucionais que ampliaram seus poderes e fortaleceram a participação de sua esposa, Rosario Murillo, hoje copresidente da Nicarágua. As reformas também estenderam o mandato presidencial e reduziram ainda mais os mecanismos de fiscalização democrática. Repressão atingiu igrejas O endurecimento político ocorreu paralelamente ao aumento da repressão contra comunidades religiosas, especialmente igrejas cristãs que passaram a denunciar abusos do regime ou oferecer apoio às vítimas da perseguição política. Em 2025, a repressão contra cristãos na Nicarágua se intensificou. Segundo um relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização que atua na defesa da liberdade religiosa, 55 líderes cristãos foram presos ao longo do ano. O documento também registrou 309 violações à liberdade de religião ou crença, incluindo ameaças, vigilância constante por parte das autoridades e proibição de cultos e outras reuniões religiosas. Nos últimos anos, a Nicarágua fechou centenas de organizações religiosas e ministérios cristãos, confiscou propriedades de igrejas, proibiu procissões e manifestações públicas de fé, além de expulsar sacerdotes, freiras e missionários estrangeiros. Pastores evangélicos também foram presos, interrogados ou impedidos de exercer livremente suas atividades ministeriais. Diversas congregações religiosas tiveram sua personalidade jurídica cancelada, enquanto universidades cristãs e organizações beneficentes ligadas à Igreja também foram fechadas pelo governo. A perseguição atingiu tanto a Igreja Católica quanto igrejas evangélicas, que passaram a enfrentar vigilância, cancelamento de eventos, restrições administrativas e detenções de líderes religiosos. Organizações internacionais de direitos humanos e entidades de liberdade religiosa denunciam que o governo utiliza o aparato estatal para silenciar qualquer instituição considerada crítica ao regime. Ditadura consolidada Analistas avaliam que o anúncio do fim das eleições apenas oficializa um processo iniciado há anos. “Ortega e Murillo estão evidentemente com medo da ideia de que a menor abertura política possa criar as condições para que a dissidência se manifeste e ameace seu controle sobre o poder”, disse Tiziano Breda, analista sênior da América Latina do monitor independente de conflitos ACLED. “Em vez de realizar uma eleição fraudulenta, eles optaram por eliminar completamente a competição eleitoral”, acrescentou. Nas eleições de 2021, praticamente todos os principais candidatos da oposição foram presos, impedidos de disputar o pleito ou obrigados ao exílio, enquanto partidos políticos e veículos de comunicação independentes foram fechados. Repressão e violência Desde os protestos de 2018, reprimidos com violência, organismos internacionais acusam o governo nicaraguense de promover graves violações de direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias, retirada de cidadania de opositores, censura e perseguição sistemática à sociedade civil. Segundo o Mecanismo de Reconhecimento de Presos Políticos, organização que monitora casos de perseguição política no país, ao menos 46 pessoas permanecem presas por motivos políticos na Nicarágua. O regime de Ortega, por sua vez, nega a existência de presos políticos e afirma que os detidos responderam por crimes comuns ou contra a segurança do Estado. Para observadores internacionais, a declaração de Ortega confirma a consolidação de uma ditadura sem perspectiva de alternância de poder, ao mesmo tempo em que aumenta a preocupação quanto ao futuro da liberdade religiosa no país. Ao extinguir as eleições e manter a pressão sobre igrejas e líderes cristãos, o regime amplia o cenário de restrições às liberdades civis e de culto que já vinha sendo denunciado por organizações internacionais.