Um levantamento da Sociedade Bíblica Americana (ABS, sigla em inglês) apontou que a leitura da Bíblia promove resultados superiores de autocuidado quando comparada a práticas como exercícios físicos, meditação ou até mesmo momentos de convivência com amigos. O relatório “Estado da Bíblia” analisou como diferentes práticas de autocuidado – como exercícios físicos, voluntariado, meditação e oração – influenciam níveis de estresse, ansiedade, solidão e esperança. Depois, comparou esses efeitos com o impacto da leitura das Escrituras sobre esses mesmos sentimentos. E embora as pessoas que liam a Bíblia tendessem a participar igualmente da maioria das atividades de autocuidado, com exceção do exercício físico, em comparação com aquelas que não liam, os pesquisadores descobriram que a leitura da Palavra de Deus tinha um impacto positivo no estresse, na ansiedade, na solidão e na esperança. “Nossa pesquisa confirma que todas as coisas que as pessoas fazem para melhorar seu bem-estar geral – exercícios, encontrar amigos e assim por diante – estão estatisticamente associadas a vidas mais plenas. O mesmo acontece com a leitura da Bíblia”, disse John Plake, diretor de inovação da ABS e editor-chefe da série Estado da Bíblia. E continuou: “Na verdade, a ligação da Bíblia com a redução do estresse, da ansiedade e da solidão é mais forte do que a da meditação, de passar tempo com um amigo ou mesmo de se exercitar.” Leitura da Bíblia Os resultados do estudo foram calculados a partir de uma escala que media o estresse de 0 a 40, a ansiedade de 0 a 20 e a solidão de 5 a 20 – sempre com pontuações mais baixas indicando melhor desempenho. Já na escala de esperança, que variava de 3 a 24, valores mais altos representavam níveis mais positivos. Pessoas que liam a Bíblia semanalmente – ou com ainda mais frequência – registraram níveis de estresse em torno de 8, enquanto aqueles que não tinham o hábito de ler as Escrituras apresentaram média de 9,6. Entre aqueles que leem a Bíblia ao menos uma vez por semana, a ansiedade ficou em 4,3 – ligeiramente abaixo dos 4,8 registrados entre os que não têm o hábito de ler as Escrituras. A média de solidão entre os leitores da Bíblia ficou em 11,1, abaixo dos 11,8 registrados entre aqueles que não têm o hábito de ler as Escrituras. Na escala de esperança, os leitores alcançaram 18,6 pontos, superando os 16,8 observados entre os não leitores. “Aqueles que continuam voltando às Escrituras encontram segurança em momentos de estresse, esperança para o futuro”, disse Plake, “e um relacionamento crescente com o Deus que os conhece intimamente e os ama profundamente.” Influência no bem-estar Desde 2020, a ABS vem investigando de forma sistemática como a Palavra de Deus influencia o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ao longo desses anos, os pesquisadores têm observado de maneira consistente que a leitura da Bíblia “produz uma diferença significativa no bem-estar”, conforme indica o Índice de Florescimento Humano. O estudo “Estado da Bíblia” definiu “florescimento” como “um estado de prosperidade e bem-estar em que todos os aspectos da vida de uma pessoa se encontram em condições positivas”. Em média, os americanos atribuíram a si mesmos uma pontuação de 7,1 em 10, enquanto aqueles engajados com as Escrituras alcançaram uma média ligeiramente superior, de 8,1. “Até mesmo o florescimento não é um fim em si mesmo”, diz um comunicado da Sociedade Bíblica Americana. “É uma bênção que Deus nos concede quando confiamos nele e caminhamos com ele. As Escrituras frequentemente nos lembram que nossa conexão com Deus traz vida abundante, grande alegria, paz que excede todo o entendimento, ricas bênçãos e até mesmo florescimento. Universidade de Chicago Os pesquisadores da ABS conduziram uma pesquisa de representatividade nacional por meio da NORC da Universidade de Chicago, utilizando o painel AmeriSpeak. O levantamento reuniu 2.656 respostas de adultos americanos em todos os 50 estados e no Distrito de Columbia, em 2025. De modo geral, os pesquisadores destacam a leitura da Bíblia como uma prática de autocuidado comprovadamente benéfica. “Como elemento fundamental do cuidado da alma, a Bíblia nos abre para uma interação transformadora – um relacionamento com Deus”, escreveram os pesquisadores.
Boate LGBT instalada em antiga igreja cancela eventos após protestos de cristãos
Uma casa noturna LGBT instalada em uma antiga igreja em Sydney, na Austrália, cancelou sua programação após protestos de grupos cristãos, que acusaram o espaço de utilizar símbolos e referências cristãs de forma ofensiva. A boate, chamada Divine Playhouse (“Teatro Divino”, em tradução livre), funciona em um templo histórico de aproximadamente 150 anos, localizado na região central da cidade. O prédio havia sido desconsagrado na década de 1930 e, desde então, vinha sendo utilizado para atividades culturais e teatrais. A controvérsia começou após a inauguração do espaço, que inicialmente seria chamado de “Unholy Playhouse” (“Teatro Profano”, em tradução livre). Após críticas de líderes cristãos, os organizadores mudaram o nome para Divine Playhouse, mas a reação negativa continuou devido ao conteúdo de algumas apresentações e materiais promocionais. Entre as atrações criticadas estavam performances com drag queens vestidas como freiras, paródias de exorcismos e o uso de símbolos cristãos em contextos considerados ofensivos pelos manifestantes. “Ridicularizando nossa fé” Além dos protestos, uma petição com mais de 3.700 assinaturas pediu que o governo de Nova Gales do Sul se desculpe publicamente com a comunidade cristã e retire o apoio estatal ao projeto. O organizador da petição, Chris Nave, afirmou que o atual inquilino do local está “ridicularizando nossa fé”. “Isto não é simplesmente uma discoteca. A sua marca utiliza deliberadamente símbolos, linguagem e temas cristãos de uma forma que muitos cristãos consideram, com razão, como uma zombaria de Jesus Cristo, da Cruz e da nossa fé”, escreveu ele na plataforma Change.org. “O que é sagrado para bilhões de pessoas em todo o mundo foi transformado em entretenimento e marketing comercial”, acrescentou. Nave também criticou o envolvimento do governo estadual com o projeto. “Seja por meio de financiamento, patrocínio, parceria ou outra forma de apoio governamental, acredito que essa associação seja completamente inadequada. O Governo de Nova Gales do Sul não deve ter qualquer ligação com um local que muitos cristãos consideram uma forma de ridicularizar sua fé”, afirmou. Vigília de oração Grupos cristãos afirmaram que as apresentações ultrapassavam os limites da liberdade artística e configuravam um desrespeito deliberado aos símbolos da fé cristã. Na noite de abertura, cerca de 70 cristãos participaram de uma vigília de oração em frente ao local, cantando hinos e orando. Os protestos foram organizados por movimentos como Fit for the Kingdom e The Prodigal Sons, que anunciaram a intenção de continuar as manifestações caso os eventos prosseguissem. Poucos dias depois, segundo a imprensa australiana, o proprietário do imóvel notificou os responsáveis pelo empreendimento, alegando possível violação contratual por “atividade ofensiva” e exigindo a interrupção das atividades consideradas incompatíveis com o contrato de locação. Após a notificação, os organizadores anunciaram o cancelamento dos eventos e removeram conteúdos das redes sociais relacionados à programação do espaço. O caso ganhou ainda mais repercussão após vir à tona que o projeto havia recebido cerca de 100 mil dólares australianos em recursos da agência estadual de artes Create NSW, o que ampliou as críticas de grupos cristãos e parlamentares ao apoio público concedido ao empreendimento.
Na Copa, técnico da Espanha fala sobre relacionamento com Deus: Oro todos os dias
O técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, falou sobre sua rotina de oração e explicou que não pede a Deus resultados favoráveis dentro de campo. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva no Estádio de Dallas, em Arlington, no Texas, antes da semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a França, disputada na terça-feira (14). Questionado sobre o que havia pedido a Deus antes da partida decisiva, De la Fuente afirmou que a oração faz parte de sua vida diária e não está condicionada à participação no torneio ou à busca por uma vitória. “Eu oro todos os dias, não porque estou em uma Copa do Mundo, nem para tentar conseguir um resultado”, respondeu o treinador. Segundo De la Fuente, suas orações são marcadas principalmente pela gratidão a Deus pelas coisas simples da vida. “Eu agradeço a Deus todos os dias. Toda vez que acordo, agradeço por estar bem. Eu me olho e digo: ‘Mais um dia em que posso desfrutar da vida’. Eu agradeço por esses detalhes”, declarou. O treinador contou que também pede saúde para continuar enfrentando os desafios pessoais e profissionais. “Peço outras coisas: saúde, principalmente, e o restante, que me deem opções para continuar lutando. É isso que eu quero. Com saúde, não tenho problema nenhum em lutar. Sou um guerreiro e luto contra tudo, mas com saúde. Se eu não tivesse saúde, aí sim haveria um problema”, disse. Para De la Fuente, seria inadequado pedir que Deus favorecesse a seleção espanhola em detrimento de seus adversários. “Pedir para que Ele me ajude mais? Não. Eu nem acho que seria justo pedir que Deus ajudasse a mim e não ajudasse o rival”, afirmou. O treinador também já contou que cresceu em um ambiente familiar marcado pela educação religiosa, mas decidiu abraçar a fé de maneira livre e consciente na vida adulta. Desde então, a conexão com Deus passou a fazer parte de sua rotina e de sua forma de encarar a vida. Espanha na final Após a entrevista, a Espanha venceu a França por 2 a 0 na semifinal realizada no Estádio de Dallas e garantiu vaga na decisão da Copa do Mundo de 2026. No gramado, De la Fuente demonstrou orgulho ao comentar o desempenho de seus jogadores diante da equipe francesa. “Hoje enfrentamos uma das melhores seleções do mundo, mas do outro lado estava a melhor equipe do mundo. É algo especial, um diferencial, e esses jogadores merecem tudo isso. Eles demonstram seu talento dia após dia. É uma alegria vê-los jogar”, declarou. A seleção espanhola enfrentará na final o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina. A decisão está marcada para domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford.
Câmara de BH aprova em 1º turno projeto de combate à cristofobia
A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, nesta segunda-feira (13), o Projeto de Lei 633/2025, que cria o Programa de Combate à Cristofobia na capital mineira. De autoria do vereador Irlan Melo (PL), a proposta recebeu 31 votos favoráveis, quatro contrários e quatro abstenções. A proposta proíbe ataques, “de forma direta ou indireta, implícita ou explícita, verbal, escrita ou física”, aos símbolos religiosos cristãos. Segundo o autor, “a cristofobia, entendida como o preconceito, discriminação ou atos de violência direcionados a pessoas, grupos ou instituições em razão de sua fé cristã, representa ameaça à liberdade religiosa e aos direitos humanos fundamentais”. Conforme o texto apresentado, a Prefeitura de Belo Horizonte poderá instituir um banco de dados destinado ao registro e ao monitoramento de casos de cristofobia, promover estudos e pesquisas sobre a incidência desses episódios e implementar ações voltadas à valorização do respeito e da proteção aos cristãos, com atenção especial aos evangélicos e a outras comunidades religiosas consideradas vulneráveis. Políticas públicas O projeto busca estabelecer políticas públicas municipais voltadas à promoção da liberdade religiosa, ao enfrentamento da discriminação contra cristãos e ao incentivo da convivência pacífica entre pessoas de diferentes crenças. Entre as medidas previstas estão campanhas educativas, ações de conscientização e mecanismos para recebimento de denúncias e acolhimento às vítimas. O programa também poderá incentivar iniciativas de diálogo inter-religioso e valorização da diversidade de crenças presentes na cidade. Sanções administrativas O texto também prevê multas para pessoas físicas e jurídicas que pratiquem atos enquadrados pelo projeto como cristofobia. As penalidades poderão ser aplicadas a indivíduos, empresas, organizadores de eventos, camarotes e blocos carnavalescos que promovam ações consideradas discriminatórias ou ofensivas à fé cristã. A multa inicial prevista é de R$ 4,5 mil, podendo ser ampliada em casos de reincidência. Embora utilize o termo “cristofobia”, o projeto não cria um novo crime no Código Penal brasileiro. A proposta trata exclusivamente de sanções administrativas e políticas públicas dentro da esfera municipal. Crimes relacionados à intolerância religiosa continuam sendo julgados com base na legislação federal, especialmente na Lei nº 7.716/1989, que pune a discriminação por motivo de religião, raça, cor, etnia ou procedência nacional. A proposta gerou debates entre parlamentares favoráveis e contrários. Defensores afirmam que o projeto representa um instrumento de proteção à liberdade religiosa e responde ao aumento de episódios de hostilidade contra cristãos em ambientes públicos e culturais. Já críticos argumentam que a legislação brasileira já prevê punições para intolerância religiosa e questionam a necessidade de uma norma específica voltada a um único grupo religioso. Caso seja aprovado também em segundo turno, o PL seguirá para análise do Executivo municipal, que poderá sancionar integralmente a proposta ou vetá-la, total ou parcialmente.
Neurocirurgião diz que oração remodela o cérebro: A Bíblia chama isso de renovar a mente
O neurocirurgião e escritor cristão Lee Warren afirmou que a oração e as práticas espirituais podem promover mudanças reais no cérebro humano, fortalecendo a resiliência emocional e a capacidade de enfrentar o sofrimento. Durante entrevista ao também neurocirurgião Ben Carson, Warren explicou que a neurociência moderna tem se aproximado cada vez mais de princípios ensinados pela Bíblia há milhares de anos, especialmente no que diz respeito à renovação da mente. “Estamos aprendendo aquilo que as Escrituras sempre disseram: você realmente pode mudar ativamente a estrutura do seu cérebro, e o que impulsiona essa mudança são as coisas em que você pensa”, afirmou. Segundo ele, a antiga ideia de que o cérebro adulto seria praticamente imutável foi superada pelas descobertas da neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões e reorganizar seus circuitos ao longo da vida. Para Warren, textos bíblicos como “levando cativo todo pensamento” (2 Coríntios 10:5) e “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:2) descrevem um processo que hoje também encontra respaldo na ciência. “A Bíblia chama isso de renovar a mente. A ideia é que, se você mudar aquilo em que pensa, seu cérebro literalmente se tornará diferente”, declarou. Impacto da oração no cérebro Ao longo da conversa, Warren citou pesquisas conduzidas pelo neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, que estudou os efeitos da oração e da meditação por meio de exames de neuroimagem funcional. Segundo o médico, os estudos acompanharam pessoas que praticavam oração e meditação por cerca de dez minutos diários durante seis semanas, comparando imagens cerebrais obtidas antes e depois do período. De acordo com Warren, os resultados indicaram mudanças em regiões relacionadas à regulação emocional, à sensação de paz e à capacidade de enfrentar adversidades. “O hipocampo, responsável pela regulação emocional e pela resiliência, tornou-se maior após semanas de oração e meditação”, afirmou. Para ele, isso sugere que a espiritualidade não apenas oferece conforto subjetivo, mas pode contribuir para tornar o cérebro mais preparado para lidar com estresse e dificuldades. “Quando você ora e se relaciona com Deus, seu cérebro se torna mais capaz de enfrentar o sofrimento”, declarou. Fé não elimina o sofrimento Warren ressaltou, porém, que a fé não impede que pessoas enfrentem tragédias ou momentos difíceis. “Pessoas com práticas espirituais não têm menos problemas, mas costumam lidar melhor com eles”, observou. Segundo Warren, que enfrentou a tragédia da morte de um filho, o cérebro humano foi projetado para responder positivamente à esperança, à gratidão e às práticas que fortalecem a vida espiritual. Ele argumenta que a neurociência está gradualmente confirmando princípios presentes na Palavra de Deus há séculos. “O que tenho visto é que a ciência está se curvando em direção à verdade ao longo do tempo, enquanto as Escrituras sempre apontaram diretamente para ela”, afirmou. ‘Você pode criar um novo cérebro’ Para Warren, uma das descobertas mais encorajadoras da neurociência contemporânea é a possibilidade de mudança, independentemente da história pessoal ou das experiências vividas. “Recebemos da cultura a mensagem de que, se você teve os pais errados, os genes errados ou passou pelas experiências erradas, seu cérebro está quebrado para sempre”, disse. “Mas a neurociência do século XXI está contando uma história diferente.” Segundo ele, ao mudar padrões de pensamento e desenvolver hábitos saudáveis, as pessoas podem modificar o ambiente neuroquímico do cérebro e construir novas respostas emocionais. “Quando você decide levar Deus a sério, levar seus pensamentos cativos e mudar aquilo em que pensa, você cria um novo cérebro”, concluiu.
Gari acha Bíblia no lixo e se indigna: Um dia procurarão a Palavra e não encontrarão
Um vídeo gravado em Salvador (BA) chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar a reação de um gari após encontrar uma Bíblia descartada no lixo durante a rotina de trabalho. O trabalhador, identificado como Alessandro Alves da Silva, conhecido nas redes sociais como “O Gari da Gravata”, demonstrou indignação ao ver o exemplar das Escrituras entre os resíduos e aproveitou para deixar uma reflexão sobre o valor da Palavra de Deus. O episódio aconteceu no bairro de Cajazeiras, enquanto a equipe realizava a coleta de lixo da região. Ao abrir uma das caixas destinadas ao recolhimento, o gari encontrou uma Bíblia em bom estado de conservação, aparentemente nova, e decidiu registrar o momento em vídeo. ‘Não têm amor à Palavra’ Mostrando o exemplar para a câmera, Alessandro chamou a atenção das pessoas e lamentou o descarte do livro sagrado: “A Palavra do Senhor não pode ser jogada aqui dentro. Como é que você pega a Palavra do Senhor e joga aqui dentro do lixo? É porque vocês não têm amor à Palavra”. Visivelmente impactado, ele afirmou que a Bíblia não é um objeto comum, por isso deve ser guardada e respeitada. Para o gari, o acesso às Escrituras é um privilégio que muitas vezes é negligenciado por aqueles que convivem diariamente com a liberdade de ler e possuir uma Bíblia. A declaração que mais repercutiu nas redes sociais foi seu alerta sobre o futuro: “A Palavra do Senhor tem que ser guardada, porque naquele grande dia, você vai procurar uma só palavra dessa aqui, você não vai achar”. Muitos associaram a fala ao texto de Amós 8:11-12, quando o profeta anuncia dias em que haveria “fome de ouvir as palavras do Senhor”. ‘A Palavra de Deus continuará preservada’ Durante o vídeo, Alessandro também afirmou acreditar que a descoberta não aconteceu por acaso, mas fazia parte de um propósito divino. “Eu creio que Deus tem um propósito nessa manhã. Não foi em vão que a gente parou aqui para fazer essa caixa, mas Deus chegou primeiro. Creia no que eu estou te falando”, declarou. Ao final da gravação, ele reforçou sua convicção de que a Palavra de Deus continuará sendo preservada, independentemente das tentativas de descartá-la: “Se jogar fora, a gente vai achar a Palavra do Senhor”.
Lei que permite uso da Bíblia em escolas de Porto Velho é sancionada
Uma lei que permite o uso da Bíblia como material de apoio em escolas de Porto Velho, em Rondônia, entrou em vigor. A Lei nº 3.460 foi sancionada pelo prefeito da capital, Léo Moraes (Podemos) e publicada no Diário Oficial. De acordo com a nova norma, a Bíblia poderá ser utilizada em escolas públicas e particulares apenas para fins culturais, históricos, geográficos, literários e arqueológicos. O texto esclarece que a participação dos alunos nas atividades com o uso das Escrituras não será obrigatório para garantir o direito à liberdade religiosa previsto na Constituição Federal. Além disso, a lei proíbe o uso da Bíblia para objetivos religiosos, como pregação e evangelismo. A adoção das Escrituras como recurso paradidático acontecerá de acordo com o planejamento pedagógico de cada escola. Segundo a lei sancionada, as atividades com a Bíblia não farão parte do currículo obrigatório, não poderão ser usadas para avaliar os alunos e nem substituir os conteúdos previstos pelas diretrizes educacionais. Leis aprovadas Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil. Em março deste ano, a Câmara Municipal de Linhares, no Espírito Santo, aprovou o uso da Bíblia como material de apoio em escolas da cidade. Em dezembro de 2025, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite bibliotecas de escolas e faculdades públicas terem um exemplar da Bíblia. Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto terá que ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. No mesmo mês, a Câmara Municipal de Pouso Alegre se tornou a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia em escolas. A Câmara Municipal de Divinópolis e a Câmara Municipal de Belo Horizonte também aprovaram o uso da Bíblia como material paradidático em escolas, em 2025. Lei suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais Entretanto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a lei de Belo Horizonte, afirmando que o PL era inconstitucional, porque as decisões sobre a educação são responsabilidade da União. Em novembro do ano passado, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o PL que prevê o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas da capital de Santa Catarina. Em setembro, a Câmara de Salvador aprovou um projeto de lei para o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas da capital baiana. Em Conquista da Vitória (BA), uma lei que autoriza o uso da Bíblia como material complementar em escolas municipais foi promulgada em agosto de 2025. No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado. No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade. Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas. Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado em 2024, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas. Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.
Arqueologia: Cidade bizantina revela presença cristã no deserto do Egito há 1.600 anos
Arqueólogos identificaram uma cidade bizantina surpreendentemente bem preservada no deserto ocidental do Egito, trazendo novas evidências sobre a expansão do cristianismo nos primeiros séculos da Igreja. As escavações foram realizadas em Ain Al-Sabil, no oásis de Dakhla, no oeste do país, onde pesquisadores localizaram bairros datados do século IV d.C., além de construções residenciais, estruturas defensivas e uma igreja em estilo basílica. A descoberta sugere que comunidades cristãs floresciam em regiões remotas do Egito há mais de 1.600 anos, com elevado grau de organização social e prosperidade econômica. No centro da antiga cidade, os arqueólogos identificaram uma basílica construída em meados do século IV, que provavelmente servia como principal núcleo espiritual e social da comunidade cristã local. Entre as descobertas também está a residência de Tisous, um diácono da comunidade, datada da segunda metade do século IV. Segundo os pesquisadores, a construção pode ter funcionado inicialmente como uma igreja doméstica, antes da edificação da basílica. Vida comunitária Além dos edifícios religiosos, as escavações revelaram ruas planejadas, praças, áreas residenciais, torres de vigia e estruturas fortificadas, indicando que os moradores se preocupavam tanto com a vida comunitária quanto com a segurança da população. Os arqueólogos encontraram ainda fornos de pão, cozinhas, mós de moinho, ferramentas, fragmentos de cerâmica e moedas da era bizantina, algumas delas decoradas com símbolos cristãos e inscrições em latim. Também foram descobertas moedas de ouro do período do imperador Constâncio II, que governou entre 337 e 361 d.C. Uma das descobertas consideradas mais importantes pelos pesquisadores foi a identificação de aproximadamente 200 óstracos – fragmentos de cerâmica utilizados como suporte para escrita na Antiguidade. Os textos, registrados em copta e grego, incluem correspondências, registros comerciais e anotações do cotidiano, oferecendo um retrato detalhado da vida da comunidade cristã da época. Império Bizantino Segundo Diaa Zahran, chefe do departamento de antiguidades islâmicas, coptas e judaicas, esse conjunto documental representa uma fonte excepcional para compreender as relações sociais, a organização e as atividades econômicas dos habitantes da cidade. Em comunicado, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito afirmou que a descoberta contribui para ampliar o conhecimento sobre a vida das populações que habitavam o país durante o período em que o Egito integrava o Império Bizantino. Separadamente, arqueólogos também anunciaram a descoberta de antigos túmulos em Marina el-Alamein, próximo a Alexandria. O sítio arqueológico revelou sepulturas escavadas na rocha e em blocos de calcário, além de vasos, ânforas, lâmpadas e um sarcófago de granito contendo restos ósseos ainda em análise. Entre os achados mais curiosos estão pequenas peças de ouro colocadas na boca de alguns dos falecidos, prática funerária conhecida como “língua dourada”, associada às crenças religiosas da Antiguidade.
Cristãos denunciam intolerância religiosa após policiais armados interromperem culto no RS
Policiais armados com fuzis interromperam um culto em uma igreja evangélica em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. A abordagem que ocorreu no último domingo (5) repercutiu nas redes sociais e gerou indignação entre cristãos, que criticaram a atuação da Brigada Militar na igreja. A ocorrência aconteceu na Igreja Ministério Fonte de Água Viva, no bairro Carlos Santos. Segundo o portal SB News, a Brigada Militar foi acionada após uma denúncia de perturbação do sossego feita por uma vizinha. “O pastor tem 70 anos e o pessoal quer parar o culto, mas não vai parar porque o sangue de Jesus tem poder. Isso também é um crime. Isso é crime de difamação”, disse uma cristã chamada Vanessa que gravou o ocorrido. No vídeo, é possível ver a mulher que fez a denúncia receber os militares na porta da igreja. Enquanto isso, o pastor está dentro do templo adorando a Deus com outros fiéis. “Tem gente que fica batucando até 2 e 3 horas da madrugada e ninguém faz nada. O pastor tem 70 anos e tem que sair do altar para atender uma ocorrência que está dentro da lei”, afirmou a cristã. Em seguida, mesmo sem utilizar o microfone, o pastor teve a pregação interrompida quando um dos policiais pediu que ele o acompanhasse até o lado de fora da igreja. “O senhor não podia entrar aqui. O senhor tem mandado para me pegar aqui dentro?”, perguntou o pastor. Perseguição religiosa Durante a abordagem, o pastor informou que aquela já seria a quarta denúncia feita contra a igreja por causa dos cultos. A Lei do Silêncio estabelece limites para a emissão de ruídos, especialmente em áreas residenciais, mas as regras variam conforme a legislação de cada município. Em geral, a fiscalização considera fatores como o nível do som, o horário, a localização e o possível prejuízo ao sossego dos moradores. A realização de cultos religiosos é permitida, desde que siga as normas estabelecidas pelas autoridades locais. Segundo um cristão, a congregação estava seguindo os horários permitidos pela legislação: “Pessoal, nós estamos dentro da lei. Nós temos até às 22 horas da noite, por lei, para cultuar o nosso Deus. Há muitos lugares aqui que ficam até às 3 horas da manhã, outras religiões, e ninguém fala nada. Mas a igreja é perseguida”, declarou. Em outro momento do vídeo, ao mostrar um circo que funcionava próximo à região, Vanessa questionou a diferença de tratamento entre as atividades. “O circo está funcionando lá fora. Ninguém quer parar o circo”, afirmou ela. Por fim, o pastor precisou assinar um documento conforme os procedimentos adotados pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre a aplicação de sanções ou outras medidas administrativas. “Pastor o senhor não está sozinho, tem uma igreja inteira e Deus do seu lado. Ele vai ser fiel na sua vida”, concluiu Vanessa; Com a repercussão do vídeo, muitos internautas classificaram a ação militar como um caso de perseguição religiosa e manifestaram apoio à igreja. “Inadmissível. Precisamos nos posicionar para que a perseguição não alcance o nosso país”, compartilhou o Apóstolo Estevam Hernandes, no Instagram.
Especialistas criticam promotora que repreendeu fala sobre Deus em evento: Abuso de poder
Uma promotora de justiça repreendeu uma associação de conselheiros tutelares após uma fala sobre Deus durante a abertura de um evento, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (3). A atitude da representante do Ministério Público (MP) aconteceu em um fórum promovido pela Associação dos Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj). Durante a apresentação de um grupo de crianças, seu instrutor recitou um poema a respeito do “abraço de Deus”, enquanto o grupo trocava o figurino. “O abraço de Deus não prende, acolhe. Não condena, transforma. É um abraço que cura feridas invisíveis, renova a fé e nos lembra que nunca estamos sozinhos. Quando nos permitimos descansar em Sua presença, descobrimos que o maior refúgio é o Seu amor, um amor que permanece fiel em todos os tempos”, declarou o homem. “Que hoje você sinta esse abraço divino envolvendo sua vida e renovando sua esperança para seguir em frente”. Logo depois, sentada na mesa principal do evento, a promotora de justiça criticou no microfone a Acterj pelo poema falando sobre Deus. O momento foi gravado em vídeo e repercutiu nas redes sociais. “Eu vim preparada para falar muito sobre o Conselho Tutelar, dizer da importância do atendimento, da garantia dos direitos da criança e do adolescente, e da importância que o Conselho Tutelar representa”, iniciou ela. “Mas, ao início do evento, eu fui assolapada por uma oração evangélica. E, eu como promotora de justiça não posso me furtar ao dever de garantir a cada um o direito à liberdade religiosa. Eu preciso esclarecer à organização do evento e à associação que a fé é um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público”, alegou ela, enquanto alguns dos presentes batiam palmas. A representante do MP ainda afirmou que não é evangélica e que se sentiu ofendida com a declaração do poema. A presidente da Acterj, que também estava sentada na mesa principal, aparece no vídeo questionando a promotora sobre a suposta oração realizada. Não é possível ouvir a pergunta, mas a promotora responde que “Não teve uma oração, mas teve uma chamada a Deus, ao sentimento de Deus. Eu, como promotora de justiça, tenho que esclarecer que isto é inconstitucional”. Ela ainda relatou que chegou a enviar uma mensagem à organização do evento dizendo que, se o homem “puxasse uma oração, o Ministério Público iria se retirar”. Se dirigindo à presidente da associação, que tentava dialogar de forma inaudível com a plateia, a promotora afirmou: “Se a senhora começar a interferir na minha fala, na fala do Ministério Público, eu me retiro. Aqui represento o Ministério Público e tenho garantia constitucional para estar nesse local e ocupar esse espaço. Esse deboche ofende o Ministério Público e a Constituição”. Liberdade de expressão Em nota enviada ao jornal Gazeta do Povo na quarta-feira (8), a Acterj afirmou que o episódio ocorrido no fórum foi “desagradável” e espera que as falas feitas publicamente pela representante do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sejam reconsideradas. A associação explicou que os conselheiros tutelares são autônomos para organizarem seus fóruns e para escolher as atividades culturais, educativas e artísticas. Segundo a nota, a coreografia infantil “O abraço de Deus” apresentada está de acordo com o Decreto 12.795/25, assinado pelo Governo Federal, que trata a cultura gospel como manifestação cultural nacional. “A liberdade de crença, de expressão e o respeito à diversidade são garantias fundamentais da Constituição Federal. O STF já pacificou o entendimento de que manifestações religiosas em eventos institucionais não configuram violação à laicidade ou favorecimento indevido, quando não houver proselitismo ou imposição a terceiros”, argumentou a Acterj. Direito de expressar a fé em público Especialistas em liberdade de expressão e liberdade religiosa condenaram a atitude da promotora no evento. De acordo com o advogado constitucionalista André Marsiglia, a promotora tem direito de dizer sua opinião, mas suas afirmações estão erradas e acabou fazendo “uma ameaça ou coação ao exercício constitucional da fé em público”. Marsiglia classificou a ação da promotora como “abuso de poder” ao impedir a manifestação da fé. “Isso, sim, é inconstitucional”, avaliou o especialista. Ele observou que a promotora demonstra confusão ao falar sobre laicidade e que a lei garante o direito das pessoas expressarem sua fé em público. “Da mesma forma que os evangélicos não podem impor a essa promotora a obrigação de rezar junto com eles, ela não pode impor aos evangélicos o impedimento de rezar”, explicou. “Se a fé só se exercesse em privado, não existiriam cortejos de católicos nas ruas durante a quaresma e nem a Marcha para Jesus”. Já o presidente do IBDR (Instituto Brasileiro de Direito Religioso), Thiago Rafael Vieira, ressaltou que “uma oração feita por uma pessoa, em ambiente público, sem coerção, sem obrigatoriedade de participação e sem exclusão de quem pensa diferente não viola a laicidade estatal”. “Dizer que uma oração pública é, por si só, ‘inconstitucional’ inverte o sentido da Carta Magna. A liberdade religiosa protegida pela Constituição e pelos tratados internacionais de direitos humanos compreende o direito de professar, divulgar e manifestar a fé, individual ou coletivamente, em público ou em privado”, declarou. O doutor em Direito finalizou: “Estado laico é aquele que não tem religião oficial, mas protege a liberdade de todos, inclusive daqueles que desejam expressar publicamente sua fé”.