Um pastor de 41 anos morreu após ser atingido pela queda de uma grande placa durante o Big Church Festival, considerado o maior festival cristão do Reino Unido. O acidente ocorreu na sexta-feira (28), em Wiston Park, perto de Steyning, no condado de West Sussex, na Inglaterra. A vítima foi identificada como Robert Guanco, pastor da Jesus Living Water Church (Igreja Jesus Água Viva), em Eastbourne. Além dele, outras seis pessoas ficaram feridas no acidente, sendo que quatro precisaram ser levadas ao hospital. Segundo testemunhas, uma forte rajada de vento derrubou uma grande estrutura suspensa que continha a frase “Everything’s Unmissable” (“Tudo é imperdível”, em tradução livre). Participantes correram para o local e dezenas de pessoas ajudaram a levantar a estrutura para retirar as vítimas. Guanco não resistiu aos ferimentos e morreu no local. ‘Fiel servo de Deus’ Após a tragédia, a igreja onde Robert servia prestou uma homenagem ao pastor e destacou sua dedicação à família, à fé cristã e ao ministério. “Pastor Robert era um fiel servo de Deus, um marido amoroso para Isay, um pai dedicado e cuidadoso para Ellie e uma bênção para tantas pessoas cujas vidas ele tocou”, declarou a igreja. E acrescentou: “Sua vida, sua fé, seu amor e seu serviço a Deus jamais serão esquecidos”. O pastor Norman Ponce, da Jesus the Living Water Worldwide Church, também lembrou Robert como amigo e mentor, afirmando que sua vida refletia “humildade, fé, amor, compaixão e serviço”. “Por meio de seu ministério, bondade, orações e encorajamento, ele tocou muitas vidas”, afirmou. O pastor Robert Guanco com sua esposa Isaeli e sua filha Ellie. (Foto: GoFundMe) Uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar a esposa, a filha e os familiares do pastor após a perda. A igreja também declarou encontrar consolo na fé de que Robert está agora “com o Senhor, livre do sofrimento e descansando na glória eterna”. Festival foi cancelado O Big Church Festival reúne milhares de cristãos para momentos de adoração, música e comunhão. Criado em 2009, o evento se apresenta como o maior festival cristão do Reino Unido. A programação havia começado na sexta-feira e seguiria até domingo, mas os organizadores decidiram cancelar o restante do festival após o acidente. “Estamos devastados pelo grave incidente ocorrido no Big Church Festival 2026, no qual o pastor Robert Guanco tragicamente perdeu a vida e outras pessoas ficaram feridas”, declararam os organizadores. Eles disseram estar com as famílias, amigos e todas as pessoas que testemunharam a tragédia, especialmente os familiares e a igreja de Robert. “Em primeiro lugar, nossos pensamentos estão com todos os afetados, suas famílias e amigos, e com todos que testemunharam o ocorrido. Em especial, com a família, os amigos e a igreja do Pastor Guanco, neste momento de imensa dor pela sua perda.” Os organizadores informaram ainda que estão cooperando com a polícia, autoridades locais e o Health and Safety Executive, órgão britânico responsável pela fiscalização da segurança no trabalho e em eventos, para esclarecer as circunstâncias do acidente. A polícia de Sussex também pediu que participantes que tenham informações ou gravações do momento da queda procurem as autoridades.
Justiça ordena presidente da Colômbia a se desculpar por ato religioso em posse
A Justiça ordenou que o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, se desculpe por suposta violação ao Estado laico após fazer ato religioso durante sua cerimônia de posse. O presidente, que é católico e conservador, tomou posse em 7 de agosto em uma cerimônia na cidade de Cali. O evento contou com orações, louvores e discursos de três líderes religiosos: um pastor, um rabino e um padre. O rabino David Michaan citou versículos do Antigo Testamento e falou sobre Israel. Em seguida, o pastor Eduardo Cañas Estrada e o monsenhor Francisco Múnera discursaram, pedindo o fim dos ataques terroristas, mais segurança e a união no país. Com a presença de membros do Congresso, autoridades nacionais e representantes internacionais, a cerimônia também contou com uma imagem da Virgem Maria. O Quinto Tribunal do Trabalho do Circuito de Bogotá determinou que o presidente se desculpasse com o povo colombiano por ter incluído elementos religiosos em sua posse. Na sentença, que ainda pode ser contestada, o juiz ordenou que Abelardo se retrate “em um pronunciamento em rádio e televisão a ser transmitido na terça-feira, 30 de setembro de 2026 por ter violado a neutralidade religiosa do Estado”. A ação também estabeleceu que o presidente colombiano não deve “se envolver em condutas que revelem sua filiação à Igreja Católica ou a qualquer outra fé específica”. Além disso, o juiz decretou que Abelardo de la Espriella emita uma diretriz presidencial “ordenando aos servidores públicos que respeitem e garantam o respeito à neutralidade religiosa do Estado em todas as ações que realizarem no exercício de suas funções”. A sentença determina também que o presidente do Congresso, senador Honorio Henríquez, se desculpe com a Colômbia “por ter violado a neutralidade religiosa do Estado durante a posse presidencial oficial”, já que a posse presidencial ocorreu durante uma sessão do Poder Legislativo. De la Espriella costuma falar sobre sua fé em Deus publicamente. Nas redes sociais, o presidente já compartilhou sua participação em um retiro e vídeos que mostram ele orando.
Congresso com arqueólogos que fazem escavações em Jerusalém reúne centenas em São Paulo
O 9° Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica iniciou na quinta-feira (27), em uma cerimônia de abertura na Igreja Kyrios, na cidade de São Paulo. Mais de 500 pessoas estão participando do evento para fazer um mergulho no mundo bíblico com arqueólogos, biblistas e historiadores que escavaram Jerusalém e os sítios mais importantes da Terra Santa. O congresso continua nesta sexta-feira (28) e vai até sábado (29). Com o tema “Jerusalém, Atenas e Roma: Arqueologia e fé”, as palestras com especialistas de Israel, Grécia e Brasil ajudam os participantes a compreender o mundo em que a Bíblia foi escrita. Luiz Sayão. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa). “Temos que conhecer o contexto da Bíblia, temos que entender a época, a geografia. Se não sabemos isso, perdemos informações ricas para entender melhor o texto bíblico”, afirmou o historiador Ariel Horovitz, idealizador do congresso, na primeira palestra. Horovitz ressaltou a importância da história, da geografia e da arqueologia no estudo das Escrituras, e explicou conceitos básicos para os participantes acompanharem o restante das planárias. “Por exemplo, quando Herodes reinou? Quantos Herodes temos na Bíblia? Ou: José e Maria voltaram do Egito nos tempos de Arquelau. Quem é esse Arquelau? A família de Jesus saiu do Egito e foi para a Galileia, onde fica tudo isso?”, observou. Além da palestra de Ariel, a programação de quinta-feira (27) contou com os painéis “Monte do Templo: como arqueólogos reconstroem um passado que não pode ser escavado”, com o arqueólogo Zachi Dvira, e “Cristianismo Primitivo: Uma religião urbana?” com o hebraísta Luiz Sayão. Zachi Dvira. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa). No congresso, os participantes ainda vão aprender com o Dr. Yehiel Zelinger, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel; Me. Zachi Dvira, diretor do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo; e Me. Rivka Devira, linguista da Academia da Língua Hebraica. Todas as palestras contam com tradução para o português ao vivo.
Berço da Reforma, Alemanha tem 1ª cidade a incluir oração islâmica em placas públicas
Berço da Reforma Protestante, a Alemanha viu nascer, há mais de cinco séculos, um movimento que transformou profundamente a história do cristianismo. Agora, uma decisão inédita envolvendo a presença do islamismo no espaço público tem provocado debate no país. Penzberg, cidade localizada no sul da Alemanha, tornou-se o primeiro município alemão a incluir oficialmente os horários de oração de uma mesquita nas placas instaladas nas entradas da cidade para informar sobre atividades religiosas. Até então, a sinalização apresentava os horários dos cultos das igrejas Católica e Protestante Luterana. Com a mudança, a oração muçulmana de sexta-feira passou a aparecer ao lado das duas tradições cristãs. A decisão estabelece um precedente que poderá ser seguido por outros municípios alemães. Maioria rejeita medida Embora os líderes religiosos locais tenham concordado com a inclusão, a iniciativa não encontrou o mesmo apoio entre a população alemã. Uma pesquisa encomendada pela agência cristã Idea, com 2 mil pessoas, mostrou que 58% dos entrevistados são contrários à inclusão dos horários de oração das mesquitas nas placas oficiais. Apenas 22% apoiam a medida. Entre os protestantes, a rejeição chega a 65%. Entre os católicos, 55% são contrários. Já entre evangélicos de igrejas independentes, 41% rejeitam a iniciativa. A sinalização religiosa existe na Alemanha desde 1960, quando o Ministério do Interior autorizou municípios a informar os horários das atividades das igrejas protestantes e católicas. Em 2008, o governo abriu a possibilidade para que outras religiões também fossem contempladas. Penzberg, porém, tornou-se a primeira cidade alemã a colocar uma mesquita no mesmo espaço destinado historicamente às duas principais tradições cristãs. País marcado pela Reforma A decisão ganha uma dimensão simbólica por ocorrer no país onde a Reforma Protestante teve início. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero tornou públicas suas 95 Teses em Wittenberg, questionando especialmente os abusos relacionados à venda de indulgências. O episódio é considerado o marco inicial da Reforma, movimento que se espalhou pela Europa e deixou profundas marcas no cristianismo mundial. Mais de 500 anos depois, a presença de outra religião na sinalização pública alemã evidencia também as transformações religiosas e culturais vividas pelo país. Em Penzberg, há ainda pelo menos duas igrejas evangélicas independentes cujos horários de culto não foram incluídos nas placas municipais.
Ore pelo Nepal: Cristãos se mobilizam após enchentes deixarem centenas de mortos
Cristãos estão sendo convocados a orar pelo Nepal após as enchentes repentinas que devastaram comunidades na região do Himalaia, deixando centenas de mortos e mais de mil desaparecidos no Nepal e no Tibete. Nesta quinta-feira (27), equipes de resgate continuavam procurando sobreviventes depois que o colapso de uma geleira provocou uma enorme corrente de água, lama, gelo e rochas, que atingiu comunidades na região da fronteira entre Nepal e Tibete. Segundo a AP, pelo menos 273 pessoas morreram e mais de 1.300 estavam desaparecidas nos dois lados da fronteira. Somente no Nepal, mais de 800 pessoas permaneciam desaparecidas. Entre elas estão centenas de estrangeiros. De acordo com o Conselho de Turismo do Nepal, 517 estrangeiros estavam entre os desaparecidos no país, incluindo cidadãos da Índia, EUA e de cerca de 30 outros países. Muitos estavam na região em peregrinação ao Monte Kailash, no Tibete. ‘Ore pelos desaparecidos’ Diante da dimensão da tragédia, o pastor Jentezen Franklin, líder da Free Chapel, pediu que cristãos intercedam pelo país e especialmente pelas famílias que ainda procuram seus parentes. “O Nepal está enfrentando enchentes devastadoras neste momento, com tantas vidas perdidas e famílias procurando por seus entes queridos desaparecidos”, afirmou Franklin. “Reserve um momento para orar por aqueles que ainda estão desaparecidos e por força para os dias que virão”, acrescentou. O evangelista Franklin Graham também se manifestou sobre a tragédia e convocou os cristãos a interceder pelas vítimas e seus familiares. Ao destacar a gravidade da situação, ele afirmou: “Moradores que ficaram ilhados estavam sendo resgatados de telhados por helicópteros. Reserve um momento para parar e orar pelas pessoas desta região e pelas famílias que aguardam, ansiosas, notícias de seus entes queridos”. The media is calling the scenes of catastrophic flash flooding on the Nepal-Tibet border “apocalyptic.” The numbers are not yet fully known, but more than 150 people are already confirmed dead, with many missing, including hundreds of tourists and at least 47 Americans. Stranded… pic.twitter.com/OkzsWCI5Fs — Franklin Graham (@Franklin_Graham) August 26, 2026 O apelo se soma a outras mobilizações cristãs internacionais em favor do país. A Christ for All Nations (CfaN Global) também convocou cristãos a interceder pela região: “Neste momento de crise, vamos colocar o Nepal diante do Senhor. Lembramos de nossos irmãos e irmãs, dos muitos missionários que estão no Tibete e das centenas de famílias que estão de luto e enfrentando incertezas”. Em seu apelo, a missão acrescentou: “Que as igrejas se levantem como luz, levando ajuda, compaixão e o amor de Jesus àqueles que estão sofrendo”. A organização cristã Tearfund Australia publicou nesta quinta-feira um pedido intitulado “Inundações no Nepal – por favor, ore”, convocando cristãos a interceder pelas comunidades atingidas. A entidade pediu oração pelas famílias que perderam parentes, casas e meios de subsistência; pelos parceiros que trabalham nas regiões afetadas; e pelas equipes de resgate e autoridades locais que enfrentam dificuldades para chegar às comunidades isoladas. “Louvamos a Deus porque nossas equipes parceiras locais estão seguras neste momento”, informou a Tearfund, acrescentando que permanece em contato com os colaboradores no país para avaliar as necessidades mais urgentes. Igrejas ajudam comunidades atingidas A Send Relief, organização humanitária cristã ligada a batistas dos EUA, também iniciou uma resposta emergencial à tragédia. Segundo a entidade, igrejas e parceiros cristãos que já estavam presentes nas regiões atingidas estão participando dos esforços para atender as comunidades. Em alguns locais, vilarejos ficaram praticamente inacessíveis por terra depois que pontes e trechos de estradas foram destruídos. “Os parceiros e igrejas locais já estão em ação, verificando a situação das famílias, avaliando as necessidades e preparando ajuda”, informou a organização. A dimensão da destruição também dificulta o trabalho das equipes. Segundo a AP, dezenas de pontes foram destruídas e quase 40 quilômetros de estradas foram danificados. Helicópteros estão sendo utilizados para alcançar áreas isoladas e retirar sobreviventes.
Evangelista de rua é agredido e tem lesão grave na garganta nos EUA
Um evangelista de rua foi agredido enquanto pregava e precisou ser internado no hospital, nos Estados Unidos. David Ramirez estava anunciando o Evangelho junto com outros evangelistas em uma ação do ministério Kingdom Enterprises, na cidade de West Hollywood, na Califórnia, na madrugada de 15 de agosto. Os cristãos se posicionaram em uma esquina no “Rainbow District”, uma região de bares e baladas voltados para a comunidade LGBT, carregando uma cruz iluminada. O grupo entregou folhetos evangelísticos e David Ramirez pregou a mensagem de salvação. “Quando você ouve falar de Jesus, quando vemos a cruz de Cristo, não gostamos de olhar para ela, porque sabemos que estamos sendo julgados pelos nossos pecados. Porque sabemos que somos pecadores. Sabemos que estamos fazendo o que é errado”, pregou. “Pois bem, que isso leve você à cruz, que isso te leve ao perdão, ao arrependimento em vez de morrer em seus pecados, em vez de seguir seu caminho para o inferno. O inferno não é lugar de festa”. O pregador continuou ministrando, falou da necessidade de arrependimento e alertou sobre a volta de Jesus. “Satanás é real e ele quer a sua alma. Arrependa-se. Digo isso por amor, porque Deus te ama, Ele não quer que você vá para o lago de fogo. Você tem que se arrepender e abandonar seus pecados. Afaste-se da escuridão, afaste-se homossexualidade, afaste-se da fornicação, afasta-se de ser seu próprio deus”, declarou. “Jesus morreu por você, ele derramou seu sangue para você ser salvo. Eu amo vocês, eu quero que vocês vão para o Céu. Mas você tem que seguir Jesus. Ele está voltando e o fim está chegando. Se arrependam e creiam em Jesus”. Nesse momento, uma jovem se aproximou e pediu um abraço para o pregador. David a abraçou e disse: “Eu amo você, eu quero que você vá para o Céu. Eu quero que você receba Jesus como seu Salvador”. Logo depois, um jovem atacou o evangelista por trás e lhe deu socos em sua garganta. “Quando olhei para o lado para ver quem era, fui atingido outra vez e outra vez. O segundo ou terceiro soco me pegou na garganta e na maçã de Adão e me fez perder a voz”, contou David, em postagem no Instagram. O ataque foi registrado pela câmara corporal do pregador. Segundo o líder do Kingdom Enterprises, David Hoffman, a polícia foi chamada mas não cooperou na busca pelo agressor. Internado no hospital O evangelista David Ramirez foi levado ao hospital e exames mostraram que ele sofreu uma fratura na cartilagem tireoide, causando um grande inchaço nas cordas vocais. Ele precisou ser internado para receber tratamento. “Louvado seja o Senhor por não ter sido pior. Eu não sou homofóbico; não guardo ódio em meu coração pelos homossexuais, mas amo a pessoa. Sou contra o engano e o mal que destroem o indivíduo e o conduzem ao inferno. Acredito que a Bíblia é a verdade e a Palavra de Deus”, afirmou o pregador. No dia 19 de agosto, David informou que havia recebido alta, mas que terá que pausar as pregações na rua até se recuperar completamente. “Estou me sentindo melhor, apresentando melhora a cada dia. Sinto as orações de vocês e tenho paz e alegria no Senhor. No momento, preciso ter cuidado ao usar a voz, já que as cordas vocais são delicadas e não quero sofrer danos permanentes; por isso, o melhor é poupá-las, na esperança de voltar a pregar dentro de alguns meses”, afirmou. Não é a primeira vez que David é agredido por pregar o Evangelho. Ele já foi atacado por um muçulmano na Inglaterra e agredido por hindus no Nepal.
Gangue mata 47 pessoas no Haiti, incluindo 22 dentro de igreja
Ao menos 47 pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas após um ataque de uma gangue armada em Kenscoff, comunidade localizada nas montanhas nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti. Segundo as Nações Unidas, 22 das vítimas foram executadas dentro de uma igreja onde haviam buscado refúgio durante a ofensiva. O número total de mortos ainda pode aumentar à medida que as autoridades obtêm novas informações sobre o massacre. Em entrevista à AFP, um agricultor afirmou que os moradores não aguentam mais a violência e pediu proteção ao governo central. “Perdi oito membros da minha família”, lamentou. O ataque começou por volta das 22h30 de domingo (23) e avançou pela madrugada de segunda-feira (24), segundo autoridades locais. O prefeito de Kenscoff, Jean Massillon, atribuiu a ação à coalizão de gangues Viv Ansanm, um dos grupos criminosos que atuam no país. “Ontem à noite foi uma noite de terror que atingiu a comuna de Kenscoff”, declarou o prefeito à rádio Magic 9, conforme relatado pelo The Haitian Times. Além das mortes, sobreviventes relataram casas incendiadas e sequestros. Mais de 50 pessoas teriam sido levadas pelos criminosos, segundo informações divulgadas posteriormente. Igreja incendiada A violência também atingiu locais de culto. A agência Fides informou que entre os prédios incendiados estava um templo pertencente à Igreja Evangélica da Arca da Nova Aliança, localizado próximo ao cemitério municipal, no centro de Kenscoff. Dezenas de residências também foram incendiadas durante a ofensiva. Animais, incluindo cavalos, foram mortos pelos criminosos. Testemunhas disseram ainda que homens armados fizeram reféns antes de deixar determinadas áreas da cidade. Diante da violência, famílias fugiram de Kenscoff em busca de segurança. O ataque foi um dos mais graves registrados recentemente na região, que já vinha sofrendo com o avanço das gangues desde 2025. Kenscoff ocupa uma posição estratégica nas montanhas que cercam Porto Príncipe e tem sido alvo de sucessivas ofensivas de grupos armados. Reforço na segurança Após o massacre, o governo haitiano informou que enviou reforços para apoiar a polícia local e colocou as forças de segurança em alerta máximo. “As ordens são claras: proteger, garantir a segurança e intervir. A autoridade do governo será restaurada – com firmeza e sem demora – em todo o território de Kenscoff”, afirmou o governo em comunicado. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenou o ataque e pediu que os responsáveis sejam levados à Justiça. Segundo ele, os ataques contínuos das gangues contra comunidades e as mortes demonstram a grave situação de segurança no Haiti e reforçam a necessidade de ampliar os esforços nacionais e internacionais para combater os grupos criminosos. Escalada da violência O massacre acontece em meio ao agravamento da crise de segurança no Haiti. Dados do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) mostram que 1.408 pessoas morreram e 656 ficaram feridas entre abril e junho de 2026. Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% das mortes e ferimentos registrados no período. “Esses números mostram que a população continua pagando um preço inaceitável pela violência”, afirmou Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti e chefe do BINUH. Segundo a ONU, confrontos entre grupos rivais por território e fontes ilegais de renda também provocaram o deslocamento de mais de 18 mil pessoas em algumas regiões da capital, deixando moradores sem acesso adequado a serviços como saúde e educação. A violência das gangues já deslocou cerca de 1,5 milhão de pessoas em todo o Haiti, enquanto grupos armados controlam aproximadamente 70% de Porto Príncipe.
Lenda do Country, Dolly Parton morre aos 80 anos: Está nos braços de Jesus
A cantora e compositora Dolly Parton faleceu aos 80 anos de idade, nos Estados Unidos. A notícia do falecimento foi dada pelo seu sobrinho, Bryan Seaver, em nome da família, no Instagram, nesta terça-feira (25). “Este anúncio em vídeo é algo que a Dolly me pediu anos atrás, antes que eu assimilasse plenamente essa realidade futura. Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas — função que meu pai, Larry, exerceu antes de mim —, eu imaginava o peso deste momento, mas não o havia sentido de verdade até agora”, afirmou Bryan. “É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho absoluto e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com a Dolly. A Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no Céu”. A causa da morte não foi divulgada. Em outubro do ano passado, a irmã da cantora, Freida Parton, pediu oração por Dolly. Meses antes, Parton anunciou uma pausa na carreira para descansar. “Embora eu ainda vá conseguir trabalhar em todos os meus projetos aqui de Nashville, só preciso de um tempinho para ficar pronta para os palcos, como se diz. E não se preocupem com a possibilidade de eu abandonar a carreira, porque Deus ainda não me disse para parar”, declarou ela Na época, Dolly explicou aos fãs que estava seguindo a orientação do Senhor para descansar. “Ele está me pedindo para desacelerar agora, para que eu possa estar pronta para mais grandes aventuras com todos vocês. Amo vocês e agradeço pela compreensão”, afirmou. Fé em Jesus Além de suas composições comoventes e figurinos brilhantes, Dolly Parton era conhecida por sua fé em Jesus. Quando seu esposo, Carl, faleceu em março de 2025, após quase 60 anos de casamento, a cantora revelou que a esperança de reencontrá-lo no Céu era o que lhe dava forças em meio ao luto. “Sou uma pessoa de fé, e realmente acredito que um dia vou vê-lo novamente. E eu o vejo todos os dias nas minhas memórias e no meu coração, e em todas as coisas que costumávamos fazer e todas as coisas que construímos juntos. Eu só tenho que aprender a fazer novos planos — mas essa é a parte mais difícil”, comentou ela. Origem humilde Dolly nasceu em uma família pobre e cresceu em uma cabana de madeira nas montanhas do Tennessee. Ela começou a cantar na igreja de seu avô. “Crescemos na igreja e meu avô era pregador pentecostal. Então curar, orar, ser ungido e tudo mais, isso não era novidade para nós, porque sobrevivemos por causa da nossa fé em Deus para nos ajudar”, contou Parton em uma entrevista ao The Christian Post, em 2019. Na infância, uma senhora declarou a ela que havia sido ungida por Deus. “Nunca deixei isso de lado. Sempre senti, diante de Deus, a responsabilidade de fazer algo por Ele. Ainda me sinto assim e continuo fazendo isso — ou tentando. Pecando pelo caminho, mas dando o meu melhor e pedindo perdão setenta vezes sete”, revelou. Com 18 anos de idade, Dolly deixou o interior do Tennessee e se mudou para Nashville para tentar viver sua paixão pela música. Logo, a jovem iniciou uma carreira de sucesso como cantora e atriz, vendendo mais de 100 milhões de álbuns no mundo todo e ganhando inúmeros prêmios. Ao longo de sua vida, Dolly escreveu centenas de canções, incluindo clássicos como “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”. A cantora, que tocava banjos, violão e dulcimers, também era conhecida como uma filantropa generosa. “Todos os dias, oro para que Deus me guie e afaste da minha vida tudo o que for errado e as pessoas erradas, trazendo o que for certo e as pessoas certas; que Ele me permita glorificá-Lo e fazer algo neste mundo para torná-lo um pouco melhor. E que eu possa ser uma luz e um instrumento a ser usado”, disse Parton sobre seu trabalho social.
Jovem sobrevive a acidente que deixou 23 mortos no PR: Não tem explicação, a não ser Deus
João Miguel Pereira, de 22 anos, está entre os cinco sobreviventes do grave acidente envolvendo um micro-ônibus e uma carreta que, na madrugada de quarta-feira (19), deixou 23 mortos na BR‑373, em Ipiranga, região dos Campos Gerais do Paraná. Apesar da violência da batida, João teve apenas ferimentos no rosto e precisou levar alguns pontos na sobrancelha. Poucas horas depois, recebeu alta e já está em casa, junto da família. Ao falar sobre a tragédia, o jovem atribuiu a Deus sua sobrevivência. “É uma alegria poder estar aqui com a minha família por mais um dia”, disse João, após lamentar as vidas perdidas no acidente. “Para o futuro, eu não sei bem o que me espera, mas deve ser alguma coisa muito grande, porque eu ter sobrevivido a um acidente nessa magnitude não tem explicação, a não ser Deus. Eu não sei como vai ser minha vida daqui para frente”, acrescentou. Oração antes do acidente João contou que, antes de iniciar a viagem, sentiu uma ansiedade que não conseguia explicar. Depois de entrar no micro-ônibus, o estudante decidiu orar e, em seguida, adormeceu. Ele só despertou após a colisão, quando já estava fora do veículo. “Fiz uma oração e capotei no ônibus. Quando eu acordei, eu já estava fora do ônibus, depois do acidente”, relatou. Ao perceber a dimensão da tragédia, uma das primeiras atitudes de João foi entrar em contato com a mãe, Nilza de Jesus. Ele queria tranquilizá-la antes que ela soubesse do acidente por outras pessoas. Nilza contou que perguntou ao filho se alguém havia morrido. Segundo ela, João respondeu: “Mãe, morreu todo mundo. O ônibus está igual um papel”. O jovem também disse que não enviaria imagens do local para não assustar sua mãe.
Jornalista brasileiro foi ameaçado pelo Hamas após denunciar perseguição a líder cristão
Um jornalista brasileiro revelou que foi ameaçado de morte pelo grupo terrorista Hamas após fazer uma reportagem sobre a perseguição contra um líder cristão na Faixa de Gaza. Durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Rodrigo Alvarez, que é católico, contou como foi morar e trabalhar em Israel, cobrindo os conflitos da região. O jornalista foi convidado para ser correspondente na Terra Santa pelo diretor de jornalismo da Globo. “Sempre sonhei. Falei: ‘É agora!’. Fiquei quatro anos, teria ficado mais se não tivesse sido ameaçado de morte. Eu não tinha nenhum plano de sair”, disse ele. Em junho de 2016, Rodrigo fez uma reportagem para o Fantástico denunciando a perseguição contra um padre brasileiro que atuava na Faixa de Gaza. “Fui à Gaza mostrar o trabalho do Padre Mário. A igreja de que o Papa Francisco sempre falava, que ele rezava e ligava até o dia dele morrer era essa igreja. Na época, o padre estava sofrendo ataques”, relatou. “Eu já tinha ido a Gaza algumas vezes, mas fui ali pra conhecer especificamente o trabalho que ele fazia – que não era um trabalho pros católicos nem pros ortodoxos, porque lá a igreja é para todos os cristãos”. Na reportagem, o padre Mário contou que sofria ataques por ser um cristão em uma região islâmica. “Ele me relatou: ‘O homem jogou um coquetel molotov aqui dentro, quebrou meus vidros, destruiu meu carro porque eu sou um cristão e estou numa terra de muçulmanos’. Eu mostrei isso numa grande reportagem do Fantástico”, lembrou o jornalista. Após a matéria ter uma grande repercussão, Rodrigo recebeu uma ligação avisando que o Hamas não havia gostado da matéria e que ele corria risco de morte. “O telefonema tocou no dia seguinte: ‘Rodrigo, o Hamas não está nada satisfeito com você. Eu acho que você não deveria aparecer por aqui’. Porque tem brasileiros no Hamas, né?”, afirmou. Tremendo por sua vida, o jornalista decidiu deixar Israel e voltar para o Brasil. “Não se brinca com o extremismo”, declarou Rodrigo.