No último sábado (23), milhares de pessoas lotaram a Praça da Apoteose durante a 19ª edição da Marcha para Jesus, no Rio de Janeiro. Durante o evento, os cristãos oraram pela cidade e declararam bênçãos sobre o Brasil. A Marcha, que já faz parte do calendário oficial da cidade, teve início às 14h, com concentração na Avenida Presidente Vargas, na altura da Avenida Passos. De lá, os participantes seguiram em caminhada até a Praça da Apoteose, onde participaram de mais de oito horas de louvor, dança, adoração e intercessão pela cidade e pelo país. “A Marcha Para Jesus 2026 ficará marcada na história do Rio de Janeiro! Um ato de fé que reuniu uma multidão com um único propósito: declarar Jesus como Senhor da nossa cidade”, compartilharam os organizadores do evento no Instagram. “Milhares marcharam com a certeza de que uma decisão pode mudar destinos, restaurar famílias e transformar histórias”, acrescentaram. No mês dedicado à família, a Marcha Para Jesus reforçou a importância do posicionamento espiritual nos lares com o tema “O Poder da Decisão”, inspirado na passagem bíblica de Josué 24:15, que diz: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Promovida pelo Conselho de Ministros do Rio de Janeiro (Comerj), a Marcha contou com a participação de diversos artistas cristãos, entre eles Thalles Roberto, Maria Marçal, Midian Lima, Samuel Messias, Get Worship, Jozyanne, Waguinho, Marcus Salles, Wilian Nascimento, Victin e muitos outros. ‘O Rio de Janeiro é do Senhor Jesus’ Em seu primeiro ano à frente do Comerj, o pastor Leandro Silva, da Central do Avivamento, afirmou estar vivendo um momento de gratidão e destacou a continuidade do mover de Deus na Marcha Para Jesus, marcada por momentos de alegria, unção e direcionamento espiritual: “Não é sobre um show, é sobre um posicionamento, é sobre um divisor de águas, é esperar que os Céus vão responder às nossas orações”. E continuou: “A Marcha Para Jesus chega como um alívio espiritual para a nossa cidade. Quando nos posicionamos marchando, nós estamos declarando que a cidade do Rio de Janeiro pertence ao Senhor Jesus”. “Cremos em um avivamento que já está às portas porque é onde abundou o pecado que superabundou a graça. Eu creio que Deus vai abrir os Céus para o Rio de Janeiro”, concluiu. Em um dos momentos de oração, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), liderou um ato profético, declarando que o Rio de Janeiro pertence a Jesus: “Que venham dias de paz e prosperidade para a nação brasileira. Abre os olhos do povo brasileiro, afasta homens maus, corruptos e injustos, e coloque homens sérios e honestos nos postos-chave da nossa nação. O Brasil é do Senhor Jesus. Nenhuma arma forjada prevalecerá sobre a nossa nação, no nome de Jesus, amém”. Realizada pela primeira vez em 1998, a Marcha Para Jesus do Rio de Janeiro consolidou sua trajetória ao longo dos anos. O evento teve seu Dia Nacional instituído em 3 de setembro de 2009, passou a integrar o calendário oficial da cidade em 11 de janeiro de 2011 e, desde 2023, é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.
Músico cristão morre após ser baleado ao sair de igreja no Rio: Marcou a vida de muitos
No último sábado (23), um músico cristão morreu após ser baleado durante um tiroteio entre criminosos em Queimados, no Rio de Janeiro, após participar de um culto em uma igreja. Bruno Fernandes de Souza, de 25 anos, costumava cantar e tocar teclado em cultos e encontros de jovens na Baixada Fluminense. Após ministrar em uma igreja, ele seguia acompanhado de amigos quando foi baleado na Travessa Campo Alegre, no bairro Jardim da Fonte. Além de Bruno, Gabriel de Oliveira Santana, de 18 anos, também foi baleado durante a ação. Os jovens foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. A tragédia ocorreu na última sexta-feira (22). Um dos disparos atingiu a perna direita de Gabriel, que recebeu atendimento médico e teve alta. Já Bruno foi baleado na perna esquerda e sofreu uma fratura exposta. De acordo com a direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu, ele passou por uma cirurgia de emergência logo após dar entrada na unidade. No entanto, no dia seguinte, o quadro clínico se agravou. O jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Além de músico, ele também trabalhava como motorista de ônibus e deixa esposa e um filho. A família lamentou a tragédia Ao g1, a esposa do músico, que preferiu não se identificar, contou que estava em casa com o filho do casal quando recebeu a notícia de que Bruno havia sido ferido. Segundo ela, após o culto, o grupo seguiria para uma vigília no Recreio dos Bandeirantes, mas o marido decidiu não ir porque já era tarde. “Ele [Bruno] era um menino muito tranquilo. Todo mundo conhece ele em Engenheiro Pedreira e em Queimados. Em Queimados, por ele ser motorista de ônibus, e em Engenheiro Pedreira por ele ser músico”, afirmou ela. E continuou: “Eles iriam para esse culto e logo após iriam para uma vigília no Recreio. Mas eles ficaram lá, ficou muito tarde, e ele decidiu não ir mais. Aí no caminho aconteceu isso”. O velório de Bruno acontecerá nesta segunda-feira (25), a partir das 12h30, no Cemitério de Engenheiro Pedreira, em Japeri, na Baixada Fluminense. O sepultamento está marcado para às 14h30. Conforme o portal de notícias Agenda do Poder, a irmã de Bruno publicou uma homenagem nas redes sociais e escreveu: “Ainda custa acreditar. Você nunca será esquecido. Vou sentir falta até dos seus ‘esporros’, das nossas conversas e da forma que você cuidava de mim. Você foi o melhor irmão e melhor amigo que eu poderia ter”. “Seu ministério foi lindo e marcou a vida de muitas pessoas. Vou lembrar de você para sempre assim: cheio de luz, fazendo o que amava, levando Deus por onde passava”, acrescentou. A Polícia Civil investiga se Bruno e Gabriel foram atingidos durante uma troca de tiros entre criminosos. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Nas redes sociais, o prefeito de Queimados, Glauco Kaizer, publicou um vídeo lamentando a morte do jovem e informou que a prefeitura irá disponibilizar imagens da Central de Monitoramento da cidade para ajudar nas investigações.
Evangelista é hospitalizado após ser agredido enquanto pregava nas ruas de Nova York
O evangelista Benjamin Schettler foi espancado por um grupo de pessoas enquanto pregava sobre a Bíblia nas ruas de Nova York, nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (20), Benjamin montou uma mesa no parque Washington Square Park para conversar com o público sobre os valores bíblicos e fazer a defesa da fé cristã. Durante o evangelismo, ele foi cercado por uma multidão que se enfureceu com o que ele pregava e algumas pessoas o atacaram. Além disso, outra pessoa roubou seu celular. “Fui xingado, empurrado e espancado. Um dia infeliz que terminou com uma ambulância até o pronto-socorro. Fui atingido pelo menos quatro vezes por três pessoas diferentes. E desviei de alguns outros golpes. Em outro momento, fui cercado por várias pessoas e levei um soco no rosto”, relatou Benjamin, em postagem no X. “Eu levei um golpe muito forte na cabeça. Como sobrevivente de uma lesão cerebral traumática, estamos orando para que esse impacto não cause danos permanentes. Tenho visão embaçada, sensibilidade extrema à luz e dor forte nos olhos agora”, acrescentou. O evangelista foi internado e está passando por exames. “Consegui ficar no viva-voz ontem à noite enquanto o Ben estava no pronto-socorro e o médico diagnosticou uma concussão”, informou sua esposa, Makenzie, em publicação nas redes sociais. “O médico nos disse que espera que os sintomas da concussão do Ben sejam temporários, mas não há garantia. Ele também disse que essa concussão pode agravar os problemas de TCE (Traumatismo Cranioencefálico) já existentes de Ben — nosso maior medo”. E acrescentou: “Para quem não sabe, há 10 anos, Ben sofreu um grave acidente de bicicleta que mudou sua vida para sempre. O resultado dessa lesão foi danos nos nervos dos olhos. Ele tem uma sensibilidade extrema à luz e ao movimento”. Mackenzie também afirmou que a polícia encontrou o celular de Benjamin, e que o vídeo do ataque contido nele irá ajudar a identificar os agressores. “Continuarei pregando a Bíblia” O evangelista disse que foi atacado porque os agressores foram intolerantes com a fé que pregava. “Por que alguém faria isso? Era simplesmente porque eu ousava discutir com eles e ter opiniões como: ‘a Bíblia é 100% verdadeira’, ‘ateísmo não é lógico’ ou ‘bebês ainda não nascidos deveriam poder viver’”, comentou. E garantiu: “Continuarei pregando a Bíblia, seja ela protegida ou não. Protejam a liberdade de expressão! Esses criminosos devem ser levados à justiça”. Benjamin pediu oração aos seus seguidores por seu estado de saúde: “Por favor, orem por cura”. Benjamin Schettler é líder do Center for Truth in Love, um ministério que capacita cristãos a fazerem a defesa da sua fé através de palestras e recursos digitais.
Terroristas matam 17 cristãos em novo ataque no Congo enquanto Ebola avança
Cerca de 17 cristãos morreram após um ataque das Forças Democráticas Aliadas (ADF) em Mambasa, na província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC). O episódio ocorreu em meio ao avanço da violência na região, que também enfrenta um surto de Ebola. Segundo líderes locais, o ataque começou em 19 de maio, na aldeia de Alima, e se espalhou para comunidades vizinhas. Em Manyama e áreas próximas, casas foram incendiadas durante a ação dos terroristas. Peresi Mamboro, um dos líderes de Babila Babombi, informou que o acesso às áreas atingidas continua limitado pela insegurança, enquanto dezenas de moradores seguem desaparecidos. “O número de mortos chegou a 17. Os atacantes passaram por Alima e depois incendiaram vários locais, incluindo Manyama e as áreas próximas. Este número ainda é provisório, pois o inimigo continua a se movimentar livremente na região”, explicou Peresi ao International Christian Concern (ICC). À medida que o medo se espalha por várias partes de Mambasa, líderes estão alertando a população a redobrar o cuidado em meio aos ataques de grupos armados. “Pedimos à população que se mantenha vigilante e denuncie qualquer atividade suspeita”, declarou Peresi. Testemunhas afirmam que integrantes da ADF cruzaram a Rodovia Nacional 44, na região entre Biakato e Mambasa, antes de se dividirem em grupos menores e seguirem por rotas diferentes. Avanço da epidemia O ataque mais recente aumentou o medo da população que vive na região que já vinha sendo marcada pela violência recorrente ligada à ADF. Além dos ataques, moradores também enfrentam um surto de Ebola em andamento na província de Ituri. Recomendações de prevenção, como evitar deslocamentos, manter distância e reforçar a higiene, se tornam difíceis de seguir para famílias que fogem da violência e vivem em condições precárias, muitas vezes sem acesso à água potável e atendimento médico. Líderes locais alertam que, sem uma resposta mais efetiva das forças de segurança, a ADF pode ampliar sua atuação nas áreas florestais de Babila Babombi. Segundo eles, o avanço dos terroristas tornaria o surto de Ebola ainda mais difícil de conter. Atualização sobre o surto de Ebola no Congo O novo surto de Ebola foi registrado em 15 de maio na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, e é causado pela espécie Bundibugyo. Conforme o g1, em 48 horas, dois casos confirmados sem aparente ligação entre si também foram detectados em Kampala, capital de Uganda, em viajantes vindos do Congo. A rápida propagação da doença levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar, no último domingo (17), uma emergência de saúde pública de preocupação internacional. Dois dias depois, a República Democrática do Congo já contabilizava 536 casos suspeitos, 105 prováveis, 34 confirmados e 134 mortes. Em Uganda, autoridades também registraram dois casos confirmados e uma morte. A falta de tratamentos específicos para a variante Bundibugyo tem preocupado especialistas. Diferente da cepa Ebola-Zaire — para a qual já existem vacinas aprovadas — ainda não existem vacinas nem tratamentos específicos para essa versão do vírus. Há risco de vir para o Brasil? Após a OMS declarar emergência internacional, o avanço do Ebola também levantou dúvidas entre brasileiros sobre a possibilidade de o vírus chegar ao país. Segundo Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o risco existe, “mas é improvável no momento”. Ela destacou que a preocupação é global, e não apenas brasileira. Apesar do alerta, a OMS ainda considera baixa a chance de uma epidemia ou pandemia. O objetivo da declaração, segundo a especialista, foi incentivar os países a reforçarem a vigilância antes que a situação se agrave. Flávia acrescentou que o vírus ainda está concentrado em dois países e destacou que o Ebola não é transmitido pelo ar, o que dificulta uma disseminação mais rápida. “É preciso um contato mais íntimo com secreções, sangue, fezes do indivíduo infectado”, explicou Flávia.
Nova Caderneta da Gestante inclui termo pessoas que gestam e gera críticas
O Ministério da Saúde lançou uma nova versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, documento utilizado no acompanhamento pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS). A publicação foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 12 de maio, durante um evento realizado na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro. Segundo o ministro, a nova caderneta busca ampliar a participação da gestante nas decisões relacionadas ao parto. Entre as mudanças, o documento utiliza em alguns trechos a expressão “mulheres e pessoas que gestam”. Em uma das seções, a caderneta afirma que “esta Caderneta integra a Rede Alyne e reafirma o compromisso do SUS com o cuidado humanizado, a redução das desigualdades e a proteção da vida de todas as mulheres e pessoas que gestam, em todos os territórios do Brasil”. O material inclui novos tópicos relacionados a saúde mental, violência obstétrica, luto materno, direitos reprodutivos e atendimento a pessoas trans – que se identificam como sendo do sexo oposto. No item 3.2, a publicação informa que “homens trans e pessoas não binárias podem engravidar e têm o direito de vivenciar a gestação, o parto, o pós-parto e a amamentação com respeito, sem discriminação ou violência, e com acesso integral aos serviços do SUS”. Interrupção da gravidez Outro ponto incluído na nova versão trata da chamada “gestação não desejada”. O texto define que “uma gestação não desejada é aquela em que a pessoa não pretendia engravidar e não deseja a continuidade da gestação”. “Colocaram lá um guia abortista para mulheres grávidas. Não falaram nada da entrega voluntária do bebê para adoção como alternativa ao aborto”, disse o infectologista Francisco Cardoso, Conselheiro Federal de Medicina por São Paulo em suas redes sociais. Na sequência, a cartilha orienta a avaliação de situações específicas, como possível violência sexual, riscos à saúde da gestante e casos previstos em lei. Após isso, o documento apresenta informações sobre quando “a interrupção da gestação é permitida por lei no Brasil.” Segundo a caderneta, “a interrupção da gestação é permitida por lei em 3 situações: gestação decorrente de violência sexual e estupro; risco à vida da pessoa gestante […] e anencefalia fetal”. O documento também afirma que, nessas situações, “o direito ao atendimento em saúde deve ser garantido, com base na legislação brasileira e nos princípios do SUS”. A publicação acrescenta ainda que a gestante não precisa de autorização judicial nem de boletim de ocorrência para acesso ao procedimento previsto em lei. Sobre gravidez envolvendo menores de 14 anos, a caderneta informa que esse tipo de gestação “é considerada resultado de violência sexual (estupro de vulnerável), independentemente do entendimento de consentimento que essa criança tenha”. ‘Obra criada por Deus’ A nova versão da Caderneta Brasileira da Gestante também gerou críticas nos segmentos religiosos, especialmente pelos tópicos relacionados à terminologia utilizada no documento e às orientações sobre aborto previsto na legislação brasileira. O ACI Digital cita o documento da igreja “Dignitas infinita” (dignidade infinita, em latim) onde afirma: “Não podemos separar o que é masculino e feminino da obra criada por Deus, que é anterior a todas as nossas decisões e experiências e onde existem elementos biológicos que não podem ser ignorados.” “Cada pessoa humana, somente quando pode reconhecer e aceitar esta diferença na reciprocidade, torna-se capaz de descobrir plenamente a si mesma, a própria dignidade e a própria identidade”.
Jogadora do Barcelona diz que Deus é seu maior refúgio: Sei que Ele está comigo
A equipe feminina de futebol do FC Barcelona garantiu, pelo sexto ano consecutivo, um lugar na final da UEFA Champions League. O jogo decisivo será disputado em 23 de maio, no Estádio Ullevaal, em Oslo, na Noruega, frente ao francês Olympique Lyonnais. Entre os grandes destaques do time espanhol está a jovem meio-campista Vicky López, considerada uma das jogadoras mais promissoras da atualidade. Além disso, ela expressa publicamente a sua fé cristã e a adota como orientação para a vida. A atleta também costuma manifestar sua fé nas redes sociais, onde compartilha versículos bíblicos e agradece a Deus pelas conquistas alcançadas ao longo da sua carreira. Em janeiro, após a conquista da Supertaça de Espanha pelo FC Barcelona, ela atribuiu a Deus a glória pela vitória. Em entrevista recente ao El Periódico, a atleta de 19 anos declarou: “Só tenho 19 anos. Cinco anos atrás, eu estava jogando com meus amigos na escola imaginando que estávamos na Liga dos Campeões. Tudo aconteceu tão rapidamente, e é realmente especial para mim poder vestir essa camisa e jogar em grandes estádios”. “Deus é tudo para mim” Vicky cresceu em uma família cristã e, quando era criança, os avós a levavam à igreja todos os domingos. No entanto, contou ao jornal que “foi quando vim para Barcelona que me aproximei de Deus”. “Deus é tudo para mim. Desde que me aproximei Dele, enxergo a vida de outra forma. Tenho paz sabendo que Deus está comigo”, acrescentou. Para a meio-campista, “ser crente transforma quem você é, porque desperta o desejo de agir corretamente. Você deixa de se angustiar com aquilo que está fora do seu controle e encontra paz ao confiar que os planos de Deus são perfeitos.” Ir à igreja e orar Em conversa com um jornalista em Barcelona, Vicky comentou: “Gosto de ir à igreja pelo menos uma vez por semana”. Ela acrescentou que também costuma “fazer uma oração antes da partida. Simplesmente agradeço por poder jogar mais um jogo e fazer aquilo que mais amo, que é jogar futebol”. “Peço a Deus que abençoe o jogo, que cumpra o que Ele tiver preparado para mim, que me mantenha calma e me dê coragem nos momentos decisivos”, concluiu. Além do sucesso dentro de campo, a trajetória da atleta também é marcada por desafios pessoais. Filha de mãe nigeriana e pai espanhol, Vicky perdeu a mãe ainda na infância, vítima de um tumor cerebral. Em diversas ocasiões, a jogadora já afirmou que sua fé, a família e a igreja são seus principais refúgios fora do futebol.
Vândalos mascarados tentam incendiar igreja em protesto feminista no México
Ao menos seis pessoas aparecem em um vídeo que registra um ataque contra uma igreja no Centro Histórico de Querétaro, no México. O caso ocorreu durante a marcha do Dia Internacional da Mulher, realizada em 8 de março, e envolveu o histórico Templo de San Francisco. Os vídeos do ato de vandalismo, que continuam repercutindo nas redes sociais, mostram manifestantes ateando fogo à porta principal da igreja e causando danos à fachada do imóvel. Segundo Martín Lara Becerril, porta-voz da Diocese de Querétaro, os estragos não foram maiores porque a porta havia recebido anteriormente um tratamento com materiais retardantes de fogo como medida preventiva. De acordo com o Mexico Daily Post, atos desse tipo têm ocorrido com frequência no México, principalmente envolvendo grupos considerados radicais. O porta-voz Lara Becerril afirmou que a tentativa de incêndio ocorreu durante a passagem da marcha do 8M – termo associado a protestos e mobilizações feministas realizados no Dia Internacional da Mulher – pela Avenida Corregidora. Segundo ele, ataques contra igrejas e símbolos religiosos representam uma agressão ao patrimônio cultural e à liberdade religiosa. Série de ataques De acordo com o Mexico Daily Post, atos de profanação, vandalismo e incêndio contra templos, além de ataques a símbolos religiosos, são vistos como provocações perigosas e extremistas, capazes de reacender antigas feridas ligadas à Guerra Cristera, conflito ocorrido no México entre 1926 e 1929. Na época, a guerra em defesa da liberdade religiosa deixou cerca de 250 mil mortos entre combatentes e civis, além de provocar um grande fluxo de refugiados mexicanos para os EUA. “Nem mesmo as barreiras metálicas impediram que esses grupos radicais de feministas violentas que participavam da marcha de 8 de março chegassem às portas da Igreja”, afirmou o jornal. O Templo de San Francisco é um dos edifícios religiosos mais tradicionais de Querétaro e integra a área histórica da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Cristãos enfrentam surto de Ebola em meio à perseguição no Congo
No leste da República Democrática do Congo (RDC), comunidades cristãs que já enfrentam anos de perseguição e ataques de grupos armados agora enfrentam um surto de Ebola. Enquanto milhares de famílias fogem da violência promovida pelas ADF, a epidemia aumenta ainda mais o sofrimento de pessoas que já perderam casas, familiares e qualquer sensação de segurança. Na última quarta-feira (14), as autoridades confirmaram que esta é a 17ª epidemia de Ebola registrada no país desde 1976. O surto foi identificado inicialmente em Mongwalo, na província de Ituri, região nordeste do Congo. Segundo autoridades de saúde, três zonas sanitárias já foram afetadas: Rwampara, Mongwalu e Bunia. O International Christian Concern (ICC) informou que cerca de 100 pessoas morreram na comunidade, e muitas dessas mortes podem estar relacionadas ao vírus. A Agência de Saúde da União Africana identificou que o surto foi causado pela variante Bundibugyo — um tipo específico do vírus Ebola. Essa mesma variante já havia causado um surto no país em 2012. “Ao contrário da variante Zaire, mais conhecida, que possui uma vacina aprovada e protocolos de tratamento estabelecidos, a variante Bundibugyo não tem atualmente nenhuma vacina disponível ou opções terapêuticas adequadas”, disse o Ministro da Saúde, Roger Kamba, durante uma coletiva de imprensa. “Isso aumenta significativamente o risco de rápida disseminação e complica a resposta médica”, acrescentou. ‘Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional’ A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que “a situação é especialmente preocupante” porque muitas áreas afetadas são de difícil acesso por causa da atuação de grupos armados e da violência contínua em Ituri. Para os cristãos, a epidemia representa mais um desafio. Há anos, comunidades em Ituri e Kivu do Norte vivem sob ataques das ADF. Muitos perderam parentes, outros tiveram familiares sequestrados, enquanto aldeias inteiras foram abandonadas da noite para o dia. Sem um local seguro para ficar, milhares continuam se deslocando. Muitos dormem ao relento, se escondem em florestas e vivem sem acesso regular a alimentação, água potável ou atendimento médico. Agora, além da violência, essas comunidades enfrentam uma epidemia mortal. Medidas básicas de prevenção, como lavar as mãos frequentemente, manter isolamento ou buscar tratamento precoce, são quase impossíveis para quem vive fugindo para sobreviver. “Elas não têm para onde ir em segurança e nenhuma maneira real de se proteger”, afirmou o ICC. Em resposta à crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma “Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional”, um dos níveis mais altos de alerta global, devido ao risco de propagação para além das fronteiras e à necessidade urgente de ajuda humanitária. Missionário infectado Em meio ao avanço do surto, uma organização cristã pediu orações após a confirmação de que um médico missionário americano contraiu Ebola enquanto servia na República Democrática do Congo. O Dr. Peter Stafford e sua família fazem parte da Serge, uma organização missionária médica cristã que atua em áreas vulneráveis ao redor do mundo, incluindo o Congo. Atualmente, ele está na Alemanha, recebendo tratamento especializado. Outros dois profissionais de saúde — a Dra. Rebekah Stafford e o Dr. Patrick LaRochelle — também foram potencialmente expostos ao vírus, mas permanecem assintomáticos e seguem protocolos de quarentena e monitoramento. “Nossos corações estão com a família Stafford e com as comunidades congolesas que enfrentam este surto. Peter e Rebekah serviram fielmente as comunidades vulneráveis em Nyankunde com extraordinária compaixão e coragem”, disse Matt Allison, Diretor Executivo da Serge. E continuou: “A liderança experiente de Serge e sua equipe de campo conhecem bem a região de Ituri e já atuaram em ações de resposta ao Ebola. Estamos orando por cura, proteção e misericórdia para todos os afetados”. No Facebook, a missão compartilhou: “Por favor, continuem orando pelo Dr. Peter Stafford, um missionário médico Serge que agora foi evacuado em segurança para tratamento médico especializado depois de contrair Ebola enquanto servia na República Democrática do Congo. Agradecemos o cuidado coordenado que está sendo prestado, e continuamos orando pelo Peter, sua família, pelas equipes médicas que servem na região e pelas comunidades afetadas pelo surto. Mesmo em momentos assustadores, confiamos que Deus encontra as pessoas com misericórdia e presença em meio ao sofrimento”. O Ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e não se espalha pelo ar ou por contatos casuais. Diante do avanço do surto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) emitiram restrições de viagem para áreas afetadas da África Central, medida que deve permanecer em vigor por pelo menos 30 dias. Segundo a CBN News, mais de 500 casos suspeitos e 131 mortes suspeitas já foram registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.
Senado cria frente parlamentar para defender liberdade religiosa de psicólogos cristãos
O Senado Federal criou uma frente parlamentar para defender a liberdade religiosa de psicólogos cristãos. O projeto que institui a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos foi aprovado no Plenário e promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), na última sexta-feira (29). A resolução, de autoria do senador Magno Malta (PL), tem o propósito de “promover, acompanhar e defender o respeito aos direitos fundamentais no exercício da psicologia”. Como a frente é mista, qualquer senador e deputado poderá fazer parte dela. A frente parlamentar será coordenada por um presidente ou vice-presidentes, escolhidos entre os integrantes. Objetivos da frente Conforme o texto, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos terá diversos objetivos. O primeiro é “defender a liberdade de consciência, de crença e de manifestação religiosa no exercício profissional”, baseado no artigo 5º da Constituição Brasileira. O grupo também pretende “promover o reconhecimento de que a religiosidade faz parte da identidade pessoal e não deve ser separada da atuação profissional e “acompanhar e fiscalizar a atuação de conselhos profissionais e demais órgãos reguladores” para combater normas que imponham restrições desproporcionais “ao exercício profissional por motivos religiosos”. Além disso, a frente vai promover o debate sobre os limites do poder regulamentar de entidades de classe, principalmente em casos que possam violar a liberdade religiosa e a dignidade humana de psicólogos. “Os psicólogos cristãos não estão sozinhos” Para o senador Eduardo Girão, relator do projeto, a iniciativa é uma forma legítima e constitucional de “contribuir para o equilíbrio entre a regulação profissional e a preservação das liberdades individuais”. Em vídeo compartilhado no Instagram, o senador Magno Malta comemorou a criação da frente. “Vitória para os psicólogos cristãos do Brasil! Uma conquista histórica para homens e mulheres que têm sido perseguidos simplesmente por professarem a sua fé e defenderem aquilo em que acreditam”, afirmou. “Ninguém pode ser silenciado, perseguido ou ameaçado por carregar os valores cristãos no coração. O Brasil não nasceu para censurar a fé de ninguém. Hoje demos um recado claro: os psicólogos cristãos não estão sozinhos”, enfatizou.
Senado derruba resolução sobre aborto legal em menores sem a autorização dos pais
O Senado Federal derrubou uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre aborto legal em menores de idade, na terça-feira (2). O projeto de decreto legislativo (PDL) que anulou a norma do Conanda foi aprovado em votação simbólica no plenário. O texto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL) e com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos), já havia passado pela Câmara dos Deputados e entrou em vigor imediatamente, sem precisar de sanção do presidente. A resolução da Conanda, publicada em janeiro de 2025, estabelecia um processo de atendimento rápido para facilitar o aborto legal em meninas e adolescentes vítimas de estupro, sem a necessidade do conhecimento dos pais das menores, boletim de ocorrência ou autorização judicial. Conforme a medida, todos os agentes do poder público deveriam informar sobre a possibilidade do aborto. Não seria apresentada a possibilidade de deixar o bebê nascer e ser adotado. O texto também afirmava que “o limite de tempo gestacional para a realização do aborto não possuiria previsão legal”, facilitando a interrupção de gravidez até o nono mês. Responsabilização dos abusadores A deputada Chris Tonietto afirmou que a derrubada da resolução foi uma vitória, porque representa “um passo muito importante na luta contra a cultura da morte e do descarte”. “A aprovação do nosso PDL interrompeu o avanço de uma agenda abortista. Uma resolução que não previa limite gestacional, aprovada sem debate legislativo, sem a participação das famílias e sem exigir registro de ocorrência para investigar o estuprador, não era sobre proteção à criança”, declarou. Segundo ela, a ala conservadora do Congresso quer a “investigação, punição e responsabilização” dos abusadores de menores. “Até porque quem protege estuprador é quem não quer exigir o boletim de ocorrência para prender o agressor e quem historicamente sempre votou contra o aumento de pena para estuprador”, comentou. E destacou: “Hoje o Congresso e o povo brasileiro disseram: o bebê tem direito a nascer, toda vida é digna”. “Lute contra o abuso, não pelo aborto” A senadora Damares Alves, que havia entrado com uma ação judicial contra a resolução do Conanda em 2025, também celebrou a derrubada. “Nenhuma menina tem que ser abusada. Com o coração transbordando de alívio e gratidão, celebramos a aprovação do nosso PDL no plenário do Senado!”, afirmou, em postagem no Instagram. “Desde o início, fiz questão de destacar que esse projeto não é uma guerra de força, mas sim um esforço verdadeiro para dizer que estamos aqui para ajudar o Conanda a construir uma proposta que seja realmente viável e adequada. Nós não suportamos mais a triste realidade do estupro de meninos e meninas no Brasil”. E ressaltou: “A nossa mensagem ecoou e venceu: Lute contra o abuso, não pelo aborto”.