Um grupo de arqueólogos encontrou o raro corante púrpura, mencionado na Bíblia diversas vezes, na Inglaterra. A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de York na cidade inglesa de York, recentemente. Vestígios do corante roxo foram achados em locais de sepultamento de dois bebês romanos na Inglaterra. Os túmulos datam do final do século III ou início do século IV d.C, quando York era uma província do Império Romano. Um bebê estava sepultado ao lado de dois adultos em um caixão de pedra e o outro estava enterrado em um caixão de chumbo. Usando testes químicos, os pesquisadores descobriram vestígios de púrpura nos restos mortais preservados e nos tecidos dos sepultamentos. “Os bebês estavam envoltos em um fino tecido de púrpura tirio adornado com fios de ouro — um tecido do mais alto status e luxo possível conhecido no mundo romano”, relatou a Universidade de York, em um comunicado em 30 de abril. Os estudiosos acreditam que os bebês eram de famílias de alta posição social já que o tecido roxo era “normalmente reservado para imperadores e membros da aristocracia”. “Durante o período romano, o corante era uma mercadoria avaliada a até três vezes o preço do ouro”, explicou a universidade. Segundo os estudiosos, os tecidos sobreviveram ao tempo graças ao ritual romano de derramar gesso líquido sobre os corpos vestidos dos mortos. “O gesso endureceu gradualmente, protegendo marcas e fragmentos de têxteis, bem como os corantes e substâncias originalmente presentes nos tecidos”, afirmaram. É a primeira vez que vestígios de púrpura foram encontrados em restos têxteis romanos em York e um dos poucos casos de descoberta do corante no Reino Unido. “Pela primeira vez, agora temos confirmação do uso deste corante caro na York romana, indicando que os habitantes ricos da cidade tinham acesso a mercadorias caras e exóticas do outro lado do império”, declarou a professora Maureen Carroll, diretora de projeto do Departamento de Arqueologia da Universidade de York. Menções na Bíblia Extraído das conchas de determinados moluscos, o corante roxo era altamente valorizado na antiguidade e aparece em várias passagens bíblicas. Atos 16:14, por exemplo, menciona uma comerciante associada a esse precioso pigmento. “Uma das que ouviam era uma mulher da cidade de Tiatira chamada Lídia, comerciante de tecidos púrpura”, diz o versículo. “Ela era adoradora de Deus. O Senhor abriu seu coração para que respondesse à mensagem de Paulo.” Em Marcos 15:17, os captores de Jesus o vestiram com um manto roxo como forma de escárnio, explorando a associação da cor à realeza para ridicularizá-lo. “E o vestiram com um manto púrpura; e, depois de trançar alguns espinhos formando uma coroa, a colocaram sobre ele”, diz o versículo. Em entrevista à New Scientist, o arqueólogo Golan Shalvi explicou que, ao serem esmagados, os moluscos liberavam um fluido esverdeado que, ao oxidar, adquiria a tonalidade roxa. “No entanto, para transformá-lo em um corante real – capaz de se ligar quimicamente aos tecidos – ele precisa passar por uma solução complexa por meio de várias etapas químicas”, explicou Salvi.
Estudo com pacientes indica que 5 minutos de oração podem melhorar dor e ansiedade
Pacientes adultos apresentaram uma redução significativa na dor e na ansiedade após apenas cinco minutos de oração realizada presencialmente, de acordo com um ensaio clínico randomizado. O estudo, conduzido por pesquisadores do Departamento de Medicina Familiar e Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, comparou os efeitos da oração presencial aos de simplesmente ouvir música e constatou que a oração ofereceu um alívio mais intenso e duradouro para ambos os sintomas. “A oração é poderosa e benéfica em muitos níveis”, disse Jesse Bradley, pastor da Grace Community Church em Washington, à Fox News Digital. A oração é a prática de medicina complementar mais adotada nos EUA, sendo utilizada por 43% da população, de acordo com o estudo. Os pesquisadores se concentraram em uma prática chamada oração intercessória proximal (PIP, na sigla em inglês), caracterizada como uma forma de oração presencial, realizada cara a cara e direcionada especificamente ao bem-estar de outra pessoa. Todos os participantes haviam relatado anteriormente sentir dor moderada a intensa, ansiedade ou ambas. Segundo o comunicado, a equipe recrutou 180 pacientes adultos que estavam na sala de espera de um consultório de medicina familiar. Oração versus música Após as consultas de rotina, os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um grupo recebeu cinco minutos de oração cristã presencial conduzida por um voluntário treinado, enquanto o outro passou cinco minutos ouvindo música. Os pesquisadores então monitoraram as alterações nos níveis de dor e ansiedade relatados pelos participantes em diferentes momentos: imediatamente após a sessão de cinco minutos, duas semanas depois e novamente seis semanas após a intervenção. “Foi muito bem recebido”, afirmou Katherine Jacobson, médica e professora assistente de medicina familiar e comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, em entrevista à Fox News Digital. Ela destacou que 97% dos participantes afirmaram se sentir “neutros ou favoráveis” à oferta desse tipo de oração como parte de suas consultas médicas. O estudo, publicado no periódico The Annals of Family Medicine, mostrou que, embora ambos os grupos tenham apresentado melhora, os participantes que receberam oração relataram um alívio significativamente maior. ‘Curar e confortar’ Bradley, que não integrou a equipe do estudo, descreveu o poder transformador da oração por meio de sua capacidade de “curar e confortar” e mencionou que ele próprio enfrentou um longo e doloroso processo de recuperação. “A oração diária foi essencial no meu processo de cura”, disse ele. Paciente afirmou que “a oração diária foi essencial no meu processo de cura”. (Foto ilustrativa: Aleksandra Sapozhnikova / unsplash) Para a redução da dor, os participantes que receberam oração presencial apresentaram quedas mais acentuadas na intensidade do desconforto imediatamente após a intervenção. Esse efeito superior permaneceu evidente no acompanhamento realizado duas semanas depois, em comparação com o grupo que ouviu música, segundo os pesquisadores. Para a redução da ansiedade, os efeitos da oração se mostraram ainda mais duradouros. Queda em níveis de ansiedade Os participantes que receberam a intervenção presencial relataram quedas significativamente maiores nos níveis de ansiedade logo após a sessão, e esses benefícios permaneceram estatisticamente relevantes tanto no acompanhamento de duas semanas quanto no de seis semanas. “Esperávamos que os pacientes que acreditavam que a oração funcionaria se beneficiassem mais, mas não foi isso que constatamos”, afirmou Jacobson. “A afiliação religiosa, a intensidade da religiosidade e a expectativa de cura não previram quem apresentaria melhora”, acrescentou. “Os benefícios apareceram em uma ampla gama de pacientes, incluindo aqueles que não eram da fé cristã e aqueles que não esperavam que a intervenção os ajudasse.” Os pesquisadores reconheceram que o estudo apresenta algumas limitações. Entre elas, está o fato de não ser possível afirmar com certeza que foi a oração, especificamente, a responsável pelas melhorias observadas. Imposição das mãos A equipe também apontou que os participantes que receberam oração tiveram interação humana direta, enquanto o grupo que apenas ouviu música não teve esse mesmo tipo de contato – um fator que pode ter influenciado os resultados, segundo os pesquisadores. O contato visual e a leve imposição das mãos por parte dos voluntários pode ter influenciado os resultados, já que esse tipo de toque é amplamente reconhecido por ajudar a reduzir a dor. Os autores esperam realizar estudos futuros com um grupo de controle que receba contato interpessoal, mas não orações. “Para médicos e sistemas de saúde, o estudo reforça a importância de continuar perguntando aos pacientes sobre suas preferências em relação a cuidados espirituais como parte de um atendimento integral, além de considerar a integração de voluntários cristãos treinados em oração em ambientes ambulatoriais para aqueles que tiverem interesse”, afirmou Jacobson. Os pesquisadores também sugerem que o PIP pode funcionar como um complemento de baixo custo, não farmacológico e potencialmente eficaz ao tratamento médico padrão. Os autores afirmam que, em vez de substituir os tratamentos tradicionais, esse tipo de intervenção breve e baseada na fé poderia ser incorporado aos serviços de atenção primária para auxiliar no manejo da dor e da ansiedade.
Câmara aprova PEC que prevê menos impostos para igrejas e suas entidades sociais
Na quinta-feira (28), a Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê que igrejas e templos paguem menos impostos. A votação aconteceu em dois turnos, No primeiro, 385 deputados votaram favoráveis, 93 contrários e sete se abstiveram. No segundo turno, 368 votaram a favor da proposta, 96 contra e sete se abstiveram. Hoje, a imunidade de impostos federais, estaduais e municipais já é garantida para instituições religiosas sobre patrimônio e renda, incluindo suas organizações sociais e beneficentes. Por exemplo, as igrejas são isentas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto de Renda (IR), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Itens usados nas atividades dos templos A PEC inclui na isenção itens de consumo necessários à implantação, manutenção e funcionamento dos templos. Conforme os deputados da Câmara, isso permitiria que as igrejas não paguem impostos sobre a compra de cimentos, tijolos, tintas e outros produtos usados para reformar igrejas, além de microfones, carros, e outros itens usados nas atividades dos templos. De acordo com a PEC, a isenção tributária também será ampliada à compra de itens e serviços voltados para o funcionamento de creches, asilos, orfanatos, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários e conventos ligados a igrejas. “Ficou faltando a imunidade sobre o consumo de bens e serviços. É coisa da atividade de igreja ou prestação de serviços. É só isso que queremos. Que a imunidade prevista ocorra na prática. A imunidade já tem sobre a renda, o patrimônio e agora queremos sobre o consumo”, explicou o deputado Marcelo Crivella (Republicanos), autor da PEC. “Ao estender a imunidade, o Congresso Nacional reconhece o papel civilizatório, social e educacional insubstituível que as igrejas, comunidades terapêuticas, creches, asilos e santuários desempenham no Brasil”, ressaltou. Agora, o texto segue para a avaliação do Senado. “O que se quer com essa PEC é corrigir distorções tributárias. Todas as religiões trazem suas contribuições sociais”, declarou o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL. As bancadas do PT, PCdoB, PV, Psol e Rede votaram contra a PEC, alegando que a proposta cria privilégios e não prevê medidas de fiscalização e transparência.
Número de abortos atinge recorde na Escócia; mais de 18 mil bebês foram mortos em 2025
A Escócia registrou mais um recorde histórico no número de abortos em 2025. Segundo dados divulgados recentemente pela Public Health Scotland, 18.783 abortos foram realizados no ano passado. O número representa um aumento de 55% em relação ao ano de 2016, quando 12.135 gestações foram interrompidas. Em 2025, a taxa de aborto entre mulheres de 15 a 44 anos foi de 17,6 por 1.000, maior que a taxa de 2016 que foi de 11,9. Um dos fatores que contribuíram para o recorde no número de abortos na Escócia foi o aumento da prática do aborto domiciliar, onde mulheres podem adquirir pílulas abortivas sem precisar passar por uma consulta presencial. Leis de aborto mais extremas do mundo Medidas pró-aborto avançaram no país nos últimos anos. Através de revisão da lei do aborto, o ex-primeiro-ministro Humza Yousaf, recomendou que o aborto fosse permitido por qualquer motivo até as 24 semanas. A organização pró-vida Right to Life UK criticou a ação e alertou que se a recomendação fosse implementada, a Escócia teria “uma das leis de aborto mais extremas do mundo”. A Right to Life UK ainda destacou que as leis de “zona de acesso seguro” do aborto na Escócia são mais extremas do que na Inglaterra. Em setembro de 2024, a Escócia implementou a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), determinando “zonas de proteção” obrigatórias de 200 metros ao redor das clínicas de aborto – a maior distância mínima já adotada globalmente para esse tipo de área. Essas zonas proíbem qualquer tipo de protesto ou interação com mulheres que buscam serviços de aborto, incluindo orações silenciosas, exibição de cartazes e conversas audíveis, mesmo em residências particulares ou nas proximidades de igrejas dentro dos limites estabelecidos. Indivíduos condenados por violação podem receber uma multa de até £ 10.000 (cerca de R$ 76.300) por infrações sumárias ou enfrentar uma penalidade financeira ilimitada após a acusação. A legislação autoriza o governo escocês a expandir ainda mais as zonas de proteção, conforme sua decisão.
Político chama evangelistas de vigaristas e pede proibição de pregação no metrô de Madri
Um deputado espanhol pediu uma ação contra evangelistas que pregam Jesus no metrô de Madri, capital da Espanha. No dia 14 de maio, na Assembleia Legislativa de Madri, Emilio Delgado atacou os pregadores, chamando eles de “vigaristas e golpistas” que incomodam os passageiros. “Na comunidade de Madri temos visto há muito tempo uma força religiosa particularmente agressiva se mobilizar, intimamente ligada ao movimento MAGA (Make America Great Again) e a Donald Trump. Estou falando dos evangélicos pentecostais, ultraconservadores em questões sociais, ultra-liberais em questões econômicas”, afirmou ele. O parlamentar, do partido progressista Más Madrid, alegou estar preocupado com “esta seita” e disse que “o transporte público de Madri está sendo utilizado para promover os eventos desses golpistas” que “afirmam realizar milagres, fazer cegos enxergarem, fazer aleijados andarem e fazer as pessoas falarem línguas mortas”. Segundo Emilio, a pregação está causando uma “deterioração da convivência” no transporte público e os evangélicos “entram nos vagões para importunar e sequestrar as pessoas”. O deputado ainda pediu à presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, que faça uma mudança nos regulamentos do metrô para proibir a evangelização. Desconfortáveis com o cristianismo Jorge Rodrigo – o Ministro da Habitação, Transportes e Infraestrutura – respondeu a Emilio Delgado, informando que já existem normas contra comportamentos que perturbem a convivência no metrô. O ministro afirmou que o deputado só estava incomodado com a situação porque envolvia cristãos. “Tomamos medidas contra a venda ambulante ilegal, contra perturbações da ordem pública, contra quem infringe as regras, e também contra certos pregadores que incomodam os viajantes. Mas vocês não trouxeram essa questão aqui por causa do barulho e da necessidade de convivência pacífica. Vocês a trouxeram à tona, insisto, porque são cristãos”, declarou Jorge. Ele acrescentou que, se os evangelistas estivessem espalhando “propaganda comunista ou pregando as virtudes da revolução boliviana, Más Madrid ficaria em silêncio”. “Vocês se sentem desconfortáveis com o cristianismo porque ele representa justamente o oposto do seu projeto político”, ressaltou. Crescimento de igrejas na Espanha Nos últimos anos, o número de igrejas evangélicas cresceu na Espanha. Segundo um relatório do Observatório do Pluralismo Religioso, divulgado em 2025, o número de templos evangélicos chegou a 4.763 – um sinal claro de crescimento entre as minorias religiosas espanholas. Entre as regiões com maior número de igrejas evangélicas, Catalunha lidera o ranking, com 1.010 locais de culto, seguida por Madri (855), Andaluzia (744) e a Comunidade Valenciana (510).
Advogada que defendeu cristãos perseguidos é presa no Irã
Uma advogada que defendeu cristãos perseguidos foi presa recentemente, no Irã, após ser acusada de “agir contra a segurança nacional”. Segundo o Article 18, Bahar Sahraian foi detida em 16 de maio enquanto trabalhava em seus casos no Tribunal Revolucionário de Shiraz, na cidade de Shiraz. Naquele dia, Bahar foi levada ao escritório do promotor e acusada de “reunião e conluio para agir contra a segurança nacional”, “atividades de propaganda contra o sistema islâmico” e “publicação de falsidades”. Em seguida, a advogada foi enviada para a prisão de Adel Abad. Bahar fez a defesa jurídica de vários presos políticos, incluindo cristãos perseguidos no Irã. Defendendo a liberdade religiosa Ela representou o casal cristão Sam Khosravi e Maryam Falahi, cuja filha adotiva, Lydia, foi ordenada por um tribunal a ser retirada de seus cuidados porque eles haviam se convertido ao cristianismo e Lydia era considerada nascida muçulmana. Bahar conseguiu reverter a situação através de um decreto da mais alta autoridade islâmica xiita no Irã declarando que, devido à “natureza crítica” do caso, à má saúde da criança e ao apego emocional indiscutível com seus pais, a adoção de Lydia por convertidos cristãos era permitida. A advogada também defendeu o casal cristão Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, que foram condenados a um total combinado de 10 anos de prisão por abrir uma igreja doméstica no Irã. A família Bet-Tamraz, que foi condenada por participar de uma igreja doméstica, e ex-muçulmanos que se converteram e enfrentaram acusações de “apostasia” também foram defendidos por Bahar. Ela já havia enfrentado a repressão do regime islâmico em 2022, quando foi presa junto com mais outros 30 advogados durante os protestos que explodiram após a morte de Mahsa Amini – uma jovem de 22 anos assassinada porque “estava usando seu hijab meio frouxo”. Em janeiro deste ano, Shima Ghosheh, outra advogada que defendeu cristãos, foi presa no Irã. Ela foi libertada sob fiança de quase 40.000 dólares, em março. Perseguição no Irã O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica). Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Anel inteligente cristão promete registrar emoções e lembrar usuários de orar
O Glorify, um aplicativo de devocional, e a Confidein, uma empresa cristã de tecnologia e IA, anunciaram sua fusão, na semana passada. As duas empresas se tornaram o novo grupo “Glorify”, com o propósito de unir os mundos digital e físico para ajudar cristãos a viverem a fé no cotidiano. A nova empresa também divulgou a sua mais nova criação: O Glorify Ring, um relógio inteligente que envia versículos bíblicos e orações conforme o estado emocional do usuário. Conectado ao smartphone, o anel com Inteligência Artificial (IA) fornece lembretes diários de oração, reflexões e acesso rápido às Escrituras. Além disso, o usuário pode receber passagens bíblicas e oração feita por outros cristãos que já passaram por emoções semelhantes, criando uma corrente de oração online e anônima. O Glorify Ring realiza vibrações suaves como lembretes para oração ou reflexão, enquanto registra hábitos espirituais como consistência da intercessão. O dispositivo é à prova d’água, será disponibilizado em vários tamanhos e não será preciso fazer assinatura para as funções principais. “Escolhemos um anel por motivos muito específicos. Diferente de outros wearables, um anel não grita para o mundo. Ele sussurra só para você. Construímos um anel cristão inteligente que sente suas emoções, lembra você de orar e conecta você com aqueles que você ama quando eles mais precisam”, disse RJ Gan, cofundadora da Confidein, em um vídeo divulgado pelo Glorify. Segundo a empresa, o anel inteligente será lançado nos próximos meses e, em breve, estará disponível no Brasil. Conforme os fundadores da Glorify, o propósito do dispositivo é ajudar as pessoas a fortalecer sua fé em Deus todos os dias.
Ataque de drones russos destrói igreja evangélica na Ucrânia
A igreja evangélica Svitlo Ievangelii (“Luz do Evangelho”, em português) foi atingida e incendiada durante um ataque aéreo russo no sábado (23). O bombardeio aconteceu por volta das 16h. Os projéteis que atingiram o prédio da igreja em Balakliya, cidade com cerca de 20 mil habitantes ao sul de Kharkiv, na Ucrânia, além da destruição, provocaram incêndios. Imagens registradas por um morador local mostraram as chamas que, segundo relatos, “destruíram completamente o telhado” na véspera do culto de domingo. Segundo autoridades ucranianas de Balakliya, que se manifestaram pelo Telegram, não havia ninguém dentro da igreja no momento do ataque. “Nada é sagrado para o inimigo”, afirmaram. “Um lugar onde as pessoas vinham para orar tornou-se alvo de armas russas.” Primeira reação da igreja Em comunicado publicado em seu site, a liderança da igreja informou: “O ataque causou um incêndio de grandes proporções. O fogo destruiu completamente o telhado do prédio, várias salas importantes e causou danos significativos a todo o interior da igreja”. Pouco depois, enquanto os serviços de emergência atuavam no local, moradores e membros da igreja se reuniram em meio à comoção. Chorando, orando e se abraçando, eles acompanhavam a destruição provocada pelas chamas. A igreja, ligada à denominação evangélica Aliança Cristã e Missionária, afirmou que já havia sobrevivido à ocupação russa nos últimos anos, assim como à detenção e posterior libertação de seu pastor, Alexander Sergeevich Suffetnikov, pelas tropas russas. No dia seguinte ao ataque, domingo (24), membros da igreja e moradores da região se uniram em equipes para “remover os escombros e as estruturas queimadas, limpar as áreas restantes e salvar os bens e livros da igreja”. As instalações da igreja “Luz do Evangelho”, após o ataque russo ocorrido em 23 de maio de 2026. (Foto: Light Of The Gospel Ukraine) A igreja destacou que “ninguém ficou ferido”. “Em meio à escuridão e às ruínas, a comunidade sentiu claramente a presença de Deus”, acrescentou. Trabalho comunitário A organização Luz do Evangelho, em Balakliya, vinha desenvolvendo um amplo trabalho comunitário, oferecendo refeições quentes, abrigo em meio à guerra e assistência espiritual à população. “A igreja, que durante anos foi um centro de esperança, caridade e amor, voltou a estar na mira do inimigo. Mas nem mesmo um grande incêndio pode destruir aquilo que foi edificado sobre a rocha sólida da fé”, concluiu a liderança. O site da igreja agora disponibiliza uma opção para doações destinadas à reconstrução do local de culto. Mais edifícios destruídos Segundo fontes do governo municipal, o mesmo ataque com drones também atingiu “um bloco de apartamentos e residências particulares”. Algumas horas antes, na manhã de sábado, outro ataque de drones russos atingiu o centro da cidade, bombardeando um centro cultural, estruturas civis, um café e outras residências. Quatro pessoas ficaram feridas, com diferentes níveis de gravidade. Dezenas de igrejas atacadas Um relatório detalhado divulgado em fevereiro de 2025 concluiu que, desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, 643 locais de culto foram atacados, dos quais 176 pertenciam a comunidades protestantes ou evangélicas. Em abril de 2026, um drone russo atingiu uma igreja batista em Zaporizhzhia enquanto várias pessoas estavam reunidas no interior do templo, matando o pastor. Em março de 2025, um pai e sua filha pequena, que haviam buscado abrigo em uma igreja evangélica em Kiev, também morreram após um ataque russo à congregação.
Livro infantil ensina crianças de 5 anos que aborto é um superpoder
Um novo livro ilustrado voltado para crianças de cinco a oito anos, que apresenta o aborto de forma positiva, tem provocado intensa reação e críticas nas redes sociais. Publicado por ativistas defensores do aborto, o livro “Abortion Is Everything” (Aborto é Tudo, em tradução livre) apresenta o procedimento como algo normal e até mesmo um “superpoder” humano. Escrito por Rachel Kessler e Amelia Bonow, o livro foi criado com o objetivo explícito de falar diretamente às crianças pequenas sobre o que é o aborto, como ele pode fazê-las se sentir e por que algumas pessoas escolhem realizá-lo. ‘Superpoder’ A obra foi publicada pelo grupo “Shout Your Abortion” (SYA) – traduzido livremente como Declare seu aborto –, que surgiu como uma campanha nas redes sociais para normalizar e reduzir o estigma em torno do aborto. A publicação está sendo anunciada como uma forma de “enquadrar” o aborto “como a concretização de um superpoder exclusivamente humano”. “Pais, cuidadores e educadores que trabalham com crianças há muito tempo buscam uma ferramenta para conversar com os jovens sobre o aborto”, justificou a SYA, ao anunciar o lançamento do livro. A linguagem evita termos como “mulher” ou “mãe”, preferindo expressões como “seres humanos com um órgão chamado útero”, e, em uma das ilustrações, compara ter um aborto a deixar um balão ir embora. Reações e críticas A publicação provocou intensa reação, com comentários nas redes sociais que vão da perplexidade a críticas severas. “Por que alguém iria querer falar sobre isso com crianças???”, pergunta um deles. Outro crítico afirmou que a publicação “tenta suavizar o aborto”, declarando: “Mas o aborto não é tudo. Ele põe fim a tudo – a um batimento cardíaco, a um futuro, a uma vida ordenada por Deus. Esta é uma das representações mais claras de uma cultura de morte que já vi. Os pais precisam falar a verdade desde cedo para que as crianças saibam que a vida é sagrada desde o momento da concepção.” “Que tipo de gente repugnante escreve um livro para crianças dizendo que matar bebês é aceitável?”, publicou o site pró-vida LifeNews. Segundo o Christian Institute, até mesmo pessoas favoráveis ao aborto se manifestaram contra, incluindo uma que escreveu: “Acredito que a mulher tem o direito de escolher. Mas isso é INSANO. Um livro infantil? Dizer que o aborto é TUDO?”
Grupo pró-vida alerta sobre risco de “turismo do aborto” financiado pela União Europeia
A Federação Europeia One Of Us, um grupo formado por 50 ONGs pró-vida, alertou sobre o risco de “turismo do aborto” financiado pela União Europeia (UE) através de um projeto apresentado no Parlamento Europeu. No dia 2 de dezembro, o Parlamento realizou uma audiência sobre a iniciativa europeia chamada “Minha Voz, Minha Escolha (MVMC)”, que propõe a criação de uma política para financiar abortos com os impostos dos cidadãos europeus. A proposta prevê auxílio financeiro para mulheres viajarem a países da Europa que permitem o aborto e interromperem a gestação. A Federação Europeia One Of Us divulgou um comunicado alertando sobre o risco que a iniciativa MVMC “representa para a democracia europeia”, criando um possível “turismo do aborto” no continente. “O aborto não é uma questão que cabe à UE decidir, e financiá-lo através do orçamento europeu violaria a soberania nacional dos Estados-membros, além de contornar o atual quadro jurídico, causando danos significativos ao processo de construção da União”, afirmou o documento. Aborto de bebês com deficiência O grupo pró-vida observou que a proposta ainda facilitaria casos de aborto de bebês com deficiência, chamado de aborto seletivo. Se aprovada pelo Parlamento, a iniciativa reforçaria práticas eugênicas e violaria o Artigo 21 da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que proíbe a discriminação por motivo de deficiência. “Em toda a Europa, as mulheres exigem apoio real à maternidade, não serviços de aborto financiados por instituições europeias”, declarou a One Of Us. “A UE deve priorizar políticas que protejam as pessoas com deficiência e defendam a dignidade humana em todas as fases da vida”, acrescentou. A Federação pediu que às instituições europeias rejeitem a proposta pró-aborto e protejam a soberania democrática dos Estados-membros. “A ideologia nunca poderá prevalecer sobre os Tratados Europeus, que dizem que assuntos relacionados à vida pertencem aos Estados-membros, não a Bruxelas”, defendeu Tonio Borg, presidente da Federação Europeia One Of Us. Proposta rejeitada por eurodeputados Na audiência no Parlamento Europeu, vários eurodeputados expressaram preocupações jurídicas, éticas e sociais após a iniciativa ser apresentada por promotores. O projeto ainda será debatido em sessão plenária do Parlamento. O eurodeputado de Luxemburgo, Fernand Kartheiser, apontou que a proposta é incompatível com os Tratados da UE. Ele afirmou que, se a Comissão Europeia levasse a iniciativa adiante, “estaria violando diretamente o direito europeu”. A eurodeputada Margarita de la Pisa, da Espanha, também condenou a iniciativa. “A MVMC é financiada por organizações que lucram com o negócio do aborto, como a Planned Parenthood. Os direitos das mulheres incluem a proteção da maternidade”, declarou. Tomislav Sokol, eurodeputado croata, também se manifestou contra, enfatizando que o aborto “não faz parte dos direitos humanos” e que “nenhum tratado internacional reconhece o aborto como um direito, assim a União Europeia não pode financiá-lo”.