Uma mulher sobreviveu após um grave incidente no mar: ela foi arrastada por uma onda intensa na costa da Califórnia, nos EUA. O caso aconteceu na última terça‑feira, nas imediações do píer de Pacifica, cidade costeira localizada dentro do condado de San Mateo, na área da baía. Bae Cadotte, de 47 anos, teve ferimentos leves, o que ela chamou de “choque do oceano”. Pescadora, ela ficou vários minutos à deriva até ser avistada e retirada da água por pescadores que estavam no píer. Todo o incidente foi captado por uma câmera que monitora a área. Em entrevista à ABC News, Cadotte relatou que, no instante em que a correnteza a atingiu, teve a sensação de estar sendo “engolida” pelo mar. Apesar do caos, ela disse que tentou não entrar em pânico. “Ela simplesmente me engoliu”, disse. “Naquele momento, eu soube que a onda tinha vindo e que eu estava sendo levada. Ela ia me pegar. Não havia nenhuma chance de eu sair daquela situação.” As imagens registram o momento em que a pescadora é derrubada pela força da água e arrastada a cerca de nove metros da costa. descreveu a sensação como estar dentro de uma máquina de lavar, sendo chacoalhada de um lado para o outro pelas ondas. Oração Cadotte contou que optou por não enfrentar a força da água enquanto era levada pela correnteza. “Então, eu simplesmente me deixei levar”, contou Cadotte. “Não tentei lutar contra a onda, porque não adianta tentar enfrentar uma onda traiçoeira”, afirmou. Durante o episódio, ela contou ter feito uma oração ao acreditar que poderia não sobreviver. “Fechei os olhos e fiz uma oração: ‘Deus, se esta é a Tua vontade, eu entendo, mas, por favor, não me deixe partir e deixar meu filho’”, disse ela. Após vários minutos no mar, Cadotte conseguiu voltar à superfície. Pescadores que estavam nas proximidades correram para ajudá-la, lançando uma corda e puxando-a de volta para a costa. Resgate “Obrigada por arriscarem suas vidas para salvar a minha”, disse ela aos homens que a socorreram. Equipes de resgate chegaram pouco depois e encaminharam Cadotte ao Hospital Geral Zuckerberg de São Francisco, onde ela recebeu tratamento para hipotermia. Atualmente, ela se recupera em sua residência. O caso ocorreu em uma semana marcada por condições perigosas no litoral da Califórnia. Um alerta de risco costeiro permanece em vigor em grande parte da região da Baía de São Francisco, devido às fortes ondulações e ao perigo das chamadas “ondas traiçoeiras” (sneaker waves, em inglês).
Homem é condenado por injúria religiosa contra a mãe evangélica em SP
Um homem foi condenado por injúria religiosa contra a mãe evangélica e ameaças ao pai, em São Paulo. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação que havia sido feita pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Guará, no interior paulista. O Tribunal estabeleceu a pena de um ano de reclusão e um mês de detenção, em regime inicial aberto, e determinou o pagamento de indenização de mil reais à mãe. Os juízes condenaram o homem pelos crimes de injúria e ameaça. Segundo a documentação do caso, o homem foi até o local do trabalho da mãe para pedir dinheiro aos clientes do estabelecimento. Quando ela o repreendeu, o filho começou a xingá-la com expressões ofensivas, incluindo “crente safada”. Em seguida, ele ameaçou a agredir o pai. O relator do caso entendeu que os insultos à vítima continham referências depreciativas à religião cristã evangélica, enquadrando o episódio como crime de injúria qualificada – quando a ofensa à dignidade de outra pessoa é praticada com elementos relacionados à raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou com deficiência, segundo artigo 140 do Código Penal Brasileiro.
Nome de Moisés aparece em inscrições do Egito antigo, afirma pesquisador
Após um ciclo de oito anos de investigação, o pesquisador independente Michael S. Bar‑Ron divulgou recentemente seus achados sobre as inscrições de Serabit el‑Khadim, mina de turquesa localizada na Península do Sinai, no Egito. A pesquisa oferece uma reinterpretação de inscrições feitas há quase 4 mil anos na mina e traz Moisés, um dos personagens mais influentes da Bíblia, para o foco de um debate que entrelaça arqueologia, fé e história antiga. Serabit el‑Khadim está longe de ser um ponto comum no mapa. Por séculos, os egípcios extraíram dali turquesa e cobre, e foi nesse cenário que Sir William Flinders Petrie, pioneiro da arqueologia britânica, encontrou no início do século 20 mais de 30 inscrições talhadas nas paredes de rocha. Gravadas em proto‑sinaítico, um dos sistemas de escrita mais antigos já reconhecidos, as inscrições são apontadas por muitos pesquisadores como a raiz do alfabeto que ainda utilizamos. Produzidas por trabalhadores semitas que viviam sob domínio egípcio no reinado de Amenemhat III, por volta de 1800 a.C., parte das inscrições segue envolta em disputas interpretativas – um campo onde as controvérsias nunca cessaram. As inscrições e Moisés Para sustentar sua reinterpretação, Bar‑Ron analisou fotos de alta definição e modelos 3D das inscrições, cedidos pelo Museu Semítico de Harvard. Em sua leitura, aparecem as frases hebraicas “zot mi’Moshe” (“isto é de Moisés”) e “ne’um Moshe” (“uma declaração de Moisés”). Caso a interpretação se confirme, seria das mais antigas referências extrabíblicas ao nome Moisés, e Bar‑Ron vai além ao sugerir que algumas delas poderiam ter sido escritas pelo próprio profeta. A região ainda contém inscrições que mencionam “El”, um dos nomes divinos presentes na Bíblia Hebraica. Êxodo Bar‑Ron admite que seu estudo ainda não passou pela revisão de pares, etapa básica de validação no meio acadêmico, e a resposta dos especialistas, até aqui, tem sido tudo menos unânime. O egiptólogo Thomas Schneider, da Universidade da Colúmbia Britânica, foi categórico ao Daily Mail: as conclusões são “completamente não comprovadas e enganosas”. Ele afirma que identificar letras de modo arbitrário em inscrições proto‑sinaíticas pode levar a interpretações distorcidas da história do Egito antigo. Há ainda o problema da cronologia. As inscrições são de cerca de 1800 a.C., enquanto o Êxodo, segundo tradições bíblicas e estudos acadêmicos, costuma ser situado entre 1450 a.C. e 1250 a.C. – um intervalo de até 600 anos. A discrepância não anula a descoberta, mas complica a tentativa de vincular o achado diretamente ao Moisés do relato bíblico. E há também a questão do nome. A professora Liane Feldman, de Princeton, observou ao National Geographic que “Moisés” é um nome egípcio, algo que o tornaria longe de excepcional naquele cenário histórico. Joshua Huddlestun destacou à National Geographic que “Moisés” aparece em papéis legais do Egito antigo, até mesmo em trâmites burocráticos do dia a dia. Em outras palavras: o nome era comum o bastante para haver vários “Moisés” circulando por lá. Respostas A discussão sobre evidências da existência de Moisés não é nova: a arqueologia bíblica acumula décadas de debate. Até hoje, nenhum documento egípcio identifica explicitamente o Moisés bíblico, nem há registros históricos que mencionem uma saída em massa de escravos hebreus do Egito. Um silêncio que, para um acontecimento dessa escala, seria pouco comum nos registros de um dos impérios mais minuciosamente documentados da Antiguidade. Por outro lado, a arqueologia confirma que havia hebreus no Egito na época atribuída ao Êxodo. Escavações no Delta do Nilo trouxeram à luz comunidades semíticas com marcas culturais bem definidas. O que dá fôlego à ideia de um possível núcleo histórico por trás do relato bíblico, embora vários detalhes continuem sem respaldo documental. Independentemente de fazerem referência ao Moisés da Bíblia, as inscrições de Serabit el‑Khadim têm peso histórico próprio. Elas confirmam a atuação de trabalhadores semitas no Egito, portadores de tradições religiosas específicas e de um sistema de escrita avançado, justamente na área e na época em que o Êxodo localiza parte de sua trama. Ciência e fé Imaginar o nome de Moisés talhado em pedra, a centenas de quilômetros do Nilo, no meio do deserto do Sinai, é talvez uma das cenas mais fortes que a arqueologia bíblica conseguiu projetar nos últimos anos. Para os especialistas, a cautela é inerente ao processo científico. O objetivo não é confrontar a fé, mas lembrar que evidências precisam ser testadas, revisadas e amadurecidas antes que qualquer afirmação possa ser sustentada com segurança. Por ora, o que essa inscrição no Sinai entrega é algo precioso: uma fresta aberta para um capítulo ainda obscuro da história, onde as perguntas permanecem pulsando – nas salas de aula e nos espaços de fé.
Cardiologista destaca benefícios da oração contra o estresse: Nutre a saúde mental
O cardiologista Roque Savioli usou as redes sociais para destacar os benefícios da oração para a saúde física e emocional. Em um vídeo publicado recentemente, ele afirmou que a prática pode contribuir para a redução do estresse e favorecer o equilíbrio mental, mas sem substituir os tratamentos médicos convencionais. “A prática da oração desacelera a respiração, reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial”, escreveu o médico na legenda da publicação. “Além dos benefícios físicos, a oração nutre a saúde mental e proporciona paz e bem-estar geral.” Ao comentar os efeitos da espiritualidade sobre o organismo, Savioli afirmou que pesquisas na área da neurociência têm observado mudanças na atividade cerebral durante momentos de oração. “Ciência já provou: orar muda o cérebro de quem tem ansiedade e não é fé cega, não. É ressonância magnética.” Reduções de hormônios estressantes Segundo ele, a prática está associada à redução dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, além de estimular regiões do cérebro envolvidas na regulação emocional. Pesquisadores escanearam o cérebro de pessoas orando e viram exatamente as mesmas áreas que remédios de ansiedade ativam”, disse ele, explicando que a prática ainda tem o benefício de não produzir efeito colateral nenhum. O médico trouxe alguns pontos da atuação da oração no cérebro quando você ora: “Primeiro que cai o cortisol, que é o hormônio do estresse, que despenca em poucos minutos. A pressão abaixa e o coração desacelera. Segundo, ativa o córtex pré-frontal, que é a área que controla o medo, e aí o pensamento racional acende, igual à meditação profunda. Libera dopamina e serotonina, os mesmos neurotransmissores que antidepressivos aumentam, só que de uma forma gratuita, não é verdade? Reduz a amígdala, que é a área do pânico, do pensamento ruim, aumenta as conexões sociais”, afirmou, explicando que quem ora em comunidade vive em média quatro anos a mais, segundo a Universidade de Harvard. O médico também ressaltou que a oração não deve ser vista apenas como uma expressão religiosa, mas como um momento de pausa e autocuidado em meio à rotina intensa. “Orar não é apenas uma prática religiosa, mas um ato de cuidado consigo mesmo. É um convite para desacelerar, respirar e encontrar um refúgio de paz em meio à correria”, destacou. Recurso complementar Savioli fez questão de enfatizar que a espiritualidade não substitui os cuidados médicos. Segundo ele, a oração pode atuar como um recurso complementar, especialmente para pessoas que enfrentam ansiedade e altos níveis de estresse. “Eu não estou dizendo para você trocar o remédio pela oração. Estou dizendo que as duas coisas funcionam juntas. E a medicina séria já reconhece isso”, afirmou no vídeo. “20 minutos de oração por dia tem o efeito equivalente a uma dose baixa de ansiolítico. Sem dependência, sem tontura, sem sonolência”, disse. E continuou: “O Criador desenhou o cérebro para responder a ele. Se você vive com ansiedade, comece hoje, 5 minutos de manhã.” Ao final da legenda, o cardiologista incentivou seus seguidores a refletirem sobre seus próprios hábitos espirituais: “Você já tem o hábito de orar?”.
Entrega de bebês para adoção cresce 900% no Mato Grosso: Proteção da vida
A entrega voluntária de bebês para a adoção cresceu 900% no Mato Grosso, após uma divulgação maior sobre o direito legal da entrega voluntária. Conforme dados do Poder Judiciário, o número de bebês entregues passou de 3, registrado em 2021, para 32 neste ano. De acordo com a juíza Anna Paula Sansão, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o crescimento é resultado da divulgação mais intensa sobre a opção da entrega para a adoção. “A entrega voluntária para adoção é um direito previsto em lei. Ela se trata de uma decisão tomada pela gestante que, por diferentes razões, entende que não possui condições de exercer a maternidade e procura a Justiça para que a criança seja encaminhada de forma segura e legal para uma família habilitada”, explicou a juíza, ao G1. A entrega voluntária é uma alternativa para mães que não desejam ou não têm condições de cuidar do bebê recém-nascido. O procedimento, previsto em lei, é sigiloso e acompanhado pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário. O objetivo é garantir que a criança seja acolhida em uma família adotiva. “Quando a informação chega à população, mais mulheres conseguem buscar ajuda antes que situações de abandono, entrega irregular ou outros riscos aconteçam”, afirmou a juíza Anna Paula. Os principais fatores que levam mulheres a decidirem entregar o bebê para adoção são: falta de rede de apoio, dificuldades financeiras e conflitos familiares. Como funciona a entrega para adoção A entrega voluntária pode ser solicitada pela mãe durante a gestação ou após o nascimento do bebê. A gestante deve procurar a Vara da Infância e Juventude ou pode ser encaminhada por hospitais, unidades de saúde, CRAS, CREAS, Defensoria Pública ou assistência social. Ela recebe acompanhamento jurídico e psicológico. Em seguida, a mãe passa por uma audiência com um juiz, que confirma a decisão. Se não houver desistência por parte da mãe em até 10 dias, a criança é cadastrada no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e encaminhada para uma família habilitada pela Justiça. A entrega do bebê direto para outras pessoas, sem a participação da Justiça, é considerada irregular. O procedimento deve ser feito exclusivamente através da Vara da Infância e Juventude para ser considerado legal. Defesa da vida Diogo Leite Sampaio, Conselheiro Federal Titular pelo estado do Mato Grosso do Conselho Federal de Medicina, celebrou o crescimento de entregas para a adoção e afirmou que a prática é uma alternativa ao aborto. “Isso representa esperança, acolhimento e, acima de tudo, defesa da vida”, declarou ele, em vídeo no Instagram. “Muitas mulheres sofrem e enfrentam situações extremamente difíceis durante a sua gestação. É falta de apoio, é insegurança, é violência sexual e, muitas vezes, elas não acreditam que existe uma saída. Mas existe solidariedade na proteção da vida e dão todo o apoio necessário nessa situação que elas estão passando”. E enfatizou: “Cada criança é uma vida humana que merece crescer. Nenhum bebê tem culpa das circunstâncias que ele foi concebido. Defender a vida é proteger quem não pode se defender”.
Bíblia é preservada após carro ser destruído por incêndio no Paraná: Foi a mão de Deus
Uma Bíblia permaneceu com as páginas intactas após um carro ser destruído por um incêndio em Cornélio Procópio, no norte do Paraná. Após os bombeiros conterem as chamas, o proprietário do veículo encontrou as Escrituras preservadas e declarou: “Foi coisa de Deus”. O carro de Márcio Faccioli, de 43 anos, foi completamente destruído pelo fogo, mas a Bíblia, que ficava em cima do porta-luvas, foi preservada. Em um vídeo, Márcio mostrou que a capa e as bordas queimaram, porém, ao ser aberta, as páginas não foram comprometidas. “Eu dei conta na hora que removi o carro da garagem. Os irmãos da igreja também vieram me ajudar e viram que a Bíblia estava no mesmo lugar. Ela ficou preservada”, disse ele ao g1. “Para mim, foi uma situação muito emocionante. Impactou toda a comunidade aqui da minha cidade e da região. Foi coisa de Deus”, acrescentou. ‘Foi a mão de Deus’ O incêndio aconteceu na última segunda-feira (15). Segundo Márcio, ele havia ligado o carro na garagem e entrado em casa para tomar café, como fazia habitualmente. Ao retornar, percebeu que chamas próximas à bateria se espalhavam rapidamente pelo veículo. “Eu já tenho esse carro há uns 10 anos. Todo dia de manhã eu pego ele, ligo e venho para a cozinha tomar um café rápido. Tenho essa prática com ele há vários anos e, dessa vez, não foi diferente”, explicou Márcio. E continuou: “Só que, para minha surpresa, quando voltei para a garagem para pegá-lo, já havia começado o incêndio. Não deu para fazer muita coisa, foi muito rápido”. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas. No entanto, o veículo ficou completamente destruído. Márcio, que trabalha com revenda de roupas, também perdeu todas as mercadorias que transportava e teve um prejuízo de cerca de R$ 35 mil. Além disso, o carro não tinha seguro. Apesar das perdas materiais, ninguém ficou ferido. O fogo também não atingiu a casa onde Márcio vive com a esposa, a irmã e a filha de três anos. Para ele, a preservação da Bíblia foi uma demonstração do cuidado de Deus: “Foi a mão de Deus que segurou esse fogo, porque, senão, só Ele sabe onde nós estaríamos nesse momento. Podia ter perdido a casa, a família, então essa Bíblia mostra que aqui passou a mão do Senhor”. Como uma recordação do livramento, Márcio pretende guardar a Bíblia em uma moldura com a frase: “Aqui esteve a mão de Deus”.
Bíblia fica intacta após incêndio destruir casa de cristã: Nenhuma letra foi queimada
A cristã Luana Kellen Nunes estava em um culto de sua igreja quando recebeu a notícia que um incêndio havia começado em sua casa, em Duque de Caxias (RJ). No dia 23 de maio, Luana estava participando de um evento do grupo das irmãs da Igreja Assembleia de Deus Ministério Jesus é a Unção quando as chamas atingiram a residência. “Provavelmente, tudo isso aconteceu enquanto eu estava louvando com as irmãs o hino tema da festividade, ‘Te Adorarei’ da cantora Eliã Oliveira”, disse emocionada, em entrevista ao CPAD News. E cantou: “Eu Te adorarei no mar, no vento ou temporal. Te adorarei na tempestade ou na bonança. Na prova, no fogo, no vale, no monte. Em meio ao deserto ou perto da fonte. Eu só posso mesmo é Te adorar. Te adorarei, Te adorarei. Independente do que for Te adorarei”. Ela foi avisada sobre o incidente por uma vizinha. “Quando cheguei lá, meu pai, o pastor Maciel Paulo dos Santos, já estava com alguns irmãos da igreja e o fogo estava praticamente controlado. Meu esposo estava trabalhando e eu só consegui avisá-lo quase no fim do culto”, contou ela. Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, o incêndio foi controlado com a ajuda dos vizinhos. “Houve uma mobilização de todos. Os vizinhos providenciaram água e baldes. Eles enchiam e levavam até o portão e os homens da minha igreja entravam na casa para combater as chamas”, contou Luana. Segundo os Bombeiros, o fogo não comprometeu a estrutura da casa. Nos destroços dos móveis queimados, Luana e o esposo encontraram uma Bíblia intacta. “Para nossa surpresa, vimos que o sofá havia sido destruído, mas a Bíblia – que deixamos em cima dele – teve apenas as bordas comprometidas. Nenhuma letra foi queimada!”, testemunhou ela. O fenômeno inexplicável chamou a atenção dos vizinhos, familiares e amigos que acompanharam o incidente. “Só tenho que agradecer a Deus por não ter sido pior, até mesmo por o fogo não ter atingido outras casas”, declarou Luana. Ela e o esposo, Ronielly Bastos Nunes de Souza, haviam reformado a casa no ano passado. Após o incêndio, eles iniciaram uma arrecadação online para reparar os danos causados pelo fogo.
Dois pastores presos na China conseguem direito de ter Bíblia na prisão
Dois pastores detidos na China receberam o direito de terem Bíblias na prisão após seu advogado conseguir uma rara concessão na Justiça, recentemente. O advogado cristão Yang Hui entrou com um processo administrativo contestando as restrições que impediam os detentos de receberem Bíblias. As autoridades enviaram uma resposta escrita permitindo que o advogado entregasse bíblicas a Ezra Jin Mingri e Sun Cong, pastores da Igreja Zion, em um centro de detenção em Beihai. As penitenciárias chinesas restringem o acesso à materiais religiosos aos detentos, alegando preocupações de segurança ou administrativas. Segundo a China Aid, organização que monitora a perseguição na China, a vitória dos pastores Jin e Sun na Justiça é uma exceção incomum e pode abrir precedentes para que outros cristãos também tenham o direito de receber Bíblias na prisão. “A maior importância dessa ação é que ela estabeleceu um precedente legal formalmente escrita”, avaliou Bob Fu, fundador da China Aid. “Isso significa que, no futuro, familiares ou advogados de defesa de outros cristãos chineses presos poderão usar o mesmo canal legal para entregar Bíblias nas prisões”. Igreja Zion perseguida Cerca de 30 líderes da Igreja Zion – uma das maiores redes de igrejas domésticas da China – foram presos em outubro de 2025 em operações noturnas em várias cidades do país. O Partido Comunista Chinês (PCC) promove o ateísmo e controla rigidamente a prática religiosa, exigindo que os cristãos se filiem apenas a igrejas sancionadas pelo Estado e lideradas por pastores aprovados pelo governo. Igrejas domésticas como a Zion enfrentam perseguição do governo. Atualmente, 18 líderes da Zion, incluindo o pastor Jin, estão presos em um centro de detenção em Beihai, no sul da China. A Igreja Zion foi fundada pelo pastor Ezra Jin Mingri em 2007 com apenas 20 membros. Com o tempo, a congregação cresceu para aproximadamente 10 mil fiéis em 40 cidades, tornando-se uma das maiores redes de igrejas domésticas do país. Pedido de libertação Enquanto isso, a família de Jin se mudou para os EUA por segurança, mas ele permaneceu na China pastoreando a igreja, impedido de deixar o país. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu a libertação dos líderes e afirmou que “essa repressão demonstra ainda mais como o PCC exerce hostilidade contra os cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé e optam por adorar em igrejas domésticas não registradas”. O ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo também emitiram declarações condenando as prisões. Pastores e congregações domésticas na China e nos EUA também têm pedido a libertação dos detidos. Em setembro de 2018, a igreja foi proibida pelo governo após resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim. Desde então, muitas de suas filiais foram investigadas e fechadas. A China ocupa o 17° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Prime Video recebe críticas após classificar The Chosen como ficção científica
A classificação da série cristã “The Chosen” como “ficção científica psicológica” no catálogo do Prime Video provocou reações de indignação e perplexidade entre espectadores cristãos. Capturas de tela compartilhadas nas redes sociais mostram a produção sobre a vida e o ministério de Jesus identificada com o gênero incomum, apesar de a obra ser amplamente reconhecida como um drama histórico baseado nos relatos dos Evangelhos. Captura de tela do Prime Video exibe “The Chosen” identificada como “ficção científica psicológica”. (Reprodução/Prime Video) Embora não haja informações sobre em que país a classificação apareceu, as capturas de tela começaram a circular nesta semana e rapidamente provocaram debate entre os fãs da série. Muitos questionaram como uma série fundamentada nos textos bíblicos poderia aparecer ao lado de produções de ficção científica. Criada por Dallas Jenkins, “The Chosen” tornou-se a série financiada coletivamente mais assistida da história. A produção acompanha a trajetória de Jesus sob a perspectiva daqueles que conviveram com Ele, explorando as experiências dos discípulos, líderes religiosos, autoridades romanas e pessoas comuns impactadas por seu ministério. Fenômeno global O fenômeno global ganhou ainda mais projeção após firmar uma parceria de distribuição com o Prime Video. Desde 2025, a plataforma passou a exibir as novas temporadas com exclusividade temporária antes de sua disponibilização gratuita pelos canais oficiais da série. Segundo a Relevant Magazine, até o momento, a Amazon não apresentou uma explicação pública para a classificação. Também não está claro se a etiqueta foi resultado de um erro interno, de metadados automatizados ou de algum outro processo de categorização adotado pela plataforma. Apesar da controvérsia, a série segue disponível normalmente no serviço de streaming. Lançada em 2019, “The Chosen” já alcançou centenas de milhões de espectadores ao redor do mundo e é considerada um dos maiores sucessos do entretenimento cristão contemporâneo. A produção é estrelada por Jonathan Roumie no papel de Jesus e tem sete temporadas previstas em seu projeto original.
Após 40 anos, Marcha pela Vida volta às ruas da Noruega com forte presença de jovens
Embora carregue uma forte herança cristã, a Noruega passou por uma secularização tão profunda que a defesa pública do nascituro desapareceu do debate por quatro décadas. Agora, após esse longo período sem uma Marcha pela Vida no país nórdico, cerca de 1.000 apoiadores da causa pró-vida enfrentaram chuva e vento para se reunir em Oslo, no sábado (13), reafirmando publicamente a defesa da vida desde a concepção. A concentração começou às 11h, na Praça 7 de Junho, onde os participantes se reuniram antes de seguir pelas ruas de Oslo cantando hinos cristãos. Mesmo sob chuva e vento, a marcha avançou até o centro da capital. O ato foi encerrado por volta das 12h30, em frente ao Parlamento norueguês, onde representantes das áreas médica, social, religiosa e política discursaram em defesa da dignidade e da proteção da vida humana. No encerramento, a multidão se uniu para cantar “Navnet Jesus” (“O Nome de Jesus”), considerado um dos hinos cristãos mais queridos da Noruega. Faixas com mensagens como “Uma voz para os sem voz”, “Escolha a vida” e “650.000 desde 1978” – referência ao número de abortos realizados no país desde a liberalização da legislação – reforçaram a mensagem central da marcha: toda criança tem direito à vida. Interesse dos jovens A marcha foi organizada pela Velg Livet, entidade pró-vida que destacou, em seu perfil no Instagram, o protagonismo dos jovens na mobilização: “Ontem, cerca de 1.000 pessoas caminharam para as crianças sem voz. Um memorial para todas as crianças que perdem a vida para o aborto, e uma marcha de esperança para a nova geração ser uma geração que escolhe a vida.” A diretora, Cecilie Marie Røinås, afirmou à EWTN News que a iniciativa surgiu tanto do crescente interesse dos jovens noruegueses pela causa quanto da necessidade de responder às recentes ampliações da legislação do aborto no país. “Como já se passaram cerca de 40 anos desde a última grande Marcha pela Vida na Noruega, sentimos que era hora de um novo testemunho público”, declarou. Segundo ela, as mudanças recentes na legislação reforçam a importância de manter o debate aberto. “Com as recentes expansões das leis de aborto, é importante continuar sendo uma voz em defesa dos nascituros e não agir como se a discussão estivesse encerrada.” A forte presença de jovens na organização, muitos deles com pouco mais de 20 anos, foi, para Røinås, um dos aspectos mais marcantes da marcha. “O envolvimento de tantos jovens mostra que a questão do aborto está longe de ser uma causa perdida”, afirmou. “Há muita gente da nossa geração disposta a defender a vida dos nascituros.” Para Røinås, o êxito da mobilização não deve ser avaliado apenas pela quantidade de presentes, mas pelo alcance de sua mensagem. “Nossa oração é que as pessoas experimentem o amor de Deus”, disse. “A mudança real começa no coração das pessoas.” Unidade entre os cristãos Luteranos, pentecostais, evangélicos e católicos marcharam juntos, demonstrando unidade pela causa pró-vida. A Igreja Católica esteve presente na marcha por meio de fiéis de diversas paróquias e da participação de Ragnhild Helena Aadland Høen, responsável pelas relações públicas da Conferência Episcopal Católica da Noruega. Høen traçou um contraste imediato com a última manifestação semelhante, em 1986, marcada por grandes contraprotestos, alguns deles violentos. “Desta vez, nos permitiram caminhar em paz”, disse ela à EWTN News. Para Høen, o aspecto mais marcante da marcha não foi o tamanho do público, mas a unidade que ela revelou. “Católicos, luteranos, pentecostais e evangélicos estavam lado a lado”, afirmou, descrevendo essa cooperação interdenominacional como “um dos sinais mais promissores na Noruega hoje”. Ela também destacou a participação do líder de louvor americano Phil King, cujo discurso enfatizou a unidade entre os cristãos. “O impossível não é impossível com Jesus”, afirmou ele. Høen fez questão de apresentar a marcha não como um ponto culminante, mas como um começo. “Tenho a nítida sensação de que Deus está reunindo seu povo na Noruega”, afirmou. “Para mim, pareceu o início de um novo capítulo” – um capítulo no qual, acredita ela, tanto a unidade cristã quanto o movimento pró‑vida continuarão a crescer. “Saí de lá com uma forte sensação de expectativa e alegria”, acrescentou. Cultura pró‑vida O bispo Fredrik Hansen, de Oslo, que não pôde comparecer por compromissos pastorais, descreveu a marcha como um sinal de mudança mais ampla na sociedade norueguesa. “A Marcha pela Vida em Oslo atesta o crescente interesse e engajamento na defesa da vida e da dignidade humana no país”, afirmou, expressando a esperança de que o evento se torne anual e ajude a fortalecer a cooperação entre as organizações pró‑vida da Noruega. Questionado se via a marcha como um ativismo político saudável ou como um testemunho cristão genuíno, Hansen respondeu que ela cumpria ambos os papéis. “A marcha testemunha à sociedade norueguesa a sacralidade da vida e a necessidade de enfrentar as muitas ameaças que pesam sobre ela”, disse ele. “Ao fazer isso, envia uma mensagem firme aos nossos políticos e à mídia de que muitos noruegueses estão profundamente comprometidos com uma cultura pró‑vida e querem que suas vozes sejam ouvidas.” Hansen também destacou o que descreveu como sinais discretos, porém reais, de renovação religiosa em um país mais conhecido por seu laicismo. “O interesse pelo cristianismo está aumentando, sobretudo entre os jovens. O movimento pró‑vida e um engajamento social mais amplo vêm crescendo tanto na Igreja Católica quanto em outras comunidades cristãs, e o debate público sobre temas de vida e fé está se tornando cada vez mais comum.” Ele concluiu com um apelo cristãos de outros países: “Lembrem‑se da Noruega em suas orações.”