Uma advogada que defendeu cristãos perseguidos foi presa recentemente, no Irã, após ser acusada de “agir contra a segurança nacional”. Segundo o Article 18, Bahar Sahraian foi detida em 16 de maio enquanto trabalhava em seus casos no Tribunal Revolucionário de Shiraz, na cidade de Shiraz. Naquele dia, Bahar foi levada ao escritório do promotor e acusada de “reunião e conluio para agir contra a segurança nacional”, “atividades de propaganda contra o sistema islâmico” e “publicação de falsidades”. Em seguida, a advogada foi enviada para a prisão de Adel Abad. Bahar fez a defesa jurídica de vários presos políticos, incluindo cristãos perseguidos no Irã. Defendendo a liberdade religiosa Ela representou o casal cristão Sam Khosravi e Maryam Falahi, cuja filha adotiva, Lydia, foi ordenada por um tribunal a ser retirada de seus cuidados porque eles haviam se convertido ao cristianismo e Lydia era considerada nascida muçulmana. Bahar conseguiu reverter a situação através de um decreto da mais alta autoridade islâmica xiita no Irã declarando que, devido à “natureza crítica” do caso, à má saúde da criança e ao apego emocional indiscutível com seus pais, a adoção de Lydia por convertidos cristãos era permitida. A advogada também defendeu o casal cristão Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, que foram condenados a um total combinado de 10 anos de prisão por abrir uma igreja doméstica no Irã. A família Bet-Tamraz, que foi condenada por participar de uma igreja doméstica, e ex-muçulmanos que se converteram e enfrentaram acusações de “apostasia” também foram defendidos por Bahar. Ela já havia enfrentado a repressão do regime islâmico em 2022, quando foi presa junto com mais outros 30 advogados durante os protestos que explodiram após a morte de Mahsa Amini – uma jovem de 22 anos assassinada porque “estava usando seu hijab meio frouxo”. Em janeiro deste ano, Shima Ghosheh, outra advogada que defendeu cristãos, foi presa no Irã. Ela foi libertada sob fiança de quase 40.000 dólares, em março. Perseguição no Irã O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica). Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Anel inteligente cristão promete registrar emoções e lembrar usuários de orar
O Glorify, um aplicativo de devocional, e a Confidein, uma empresa cristã de tecnologia e IA, anunciaram sua fusão, na semana passada. As duas empresas se tornaram o novo grupo “Glorify”, com o propósito de unir os mundos digital e físico para ajudar cristãos a viverem a fé no cotidiano. A nova empresa também divulgou a sua mais nova criação: O Glorify Ring, um relógio inteligente que envia versículos bíblicos e orações conforme o estado emocional do usuário. Conectado ao smartphone, o anel com Inteligência Artificial (IA) fornece lembretes diários de oração, reflexões e acesso rápido às Escrituras. Além disso, o usuário pode receber passagens bíblicas e oração feita por outros cristãos que já passaram por emoções semelhantes, criando uma corrente de oração online e anônima. O Glorify Ring realiza vibrações suaves como lembretes para oração ou reflexão, enquanto registra hábitos espirituais como consistência da intercessão. O dispositivo é à prova d’água, será disponibilizado em vários tamanhos e não será preciso fazer assinatura para as funções principais. “Escolhemos um anel por motivos muito específicos. Diferente de outros wearables, um anel não grita para o mundo. Ele sussurra só para você. Construímos um anel cristão inteligente que sente suas emoções, lembra você de orar e conecta você com aqueles que você ama quando eles mais precisam”, disse RJ Gan, cofundadora da Confidein, em um vídeo divulgado pelo Glorify. Segundo a empresa, o anel inteligente será lançado nos próximos meses e, em breve, estará disponível no Brasil. Conforme os fundadores da Glorify, o propósito do dispositivo é ajudar as pessoas a fortalecer sua fé em Deus todos os dias.
Ataque de drones russos destrói igreja evangélica na Ucrânia
A igreja evangélica Svitlo Ievangelii (“Luz do Evangelho”, em português) foi atingida e incendiada durante um ataque aéreo russo no sábado (23). O bombardeio aconteceu por volta das 16h. Os projéteis que atingiram o prédio da igreja em Balakliya, cidade com cerca de 20 mil habitantes ao sul de Kharkiv, na Ucrânia, além da destruição, provocaram incêndios. Imagens registradas por um morador local mostraram as chamas que, segundo relatos, “destruíram completamente o telhado” na véspera do culto de domingo. Segundo autoridades ucranianas de Balakliya, que se manifestaram pelo Telegram, não havia ninguém dentro da igreja no momento do ataque. “Nada é sagrado para o inimigo”, afirmaram. “Um lugar onde as pessoas vinham para orar tornou-se alvo de armas russas.” Primeira reação da igreja Em comunicado publicado em seu site, a liderança da igreja informou: “O ataque causou um incêndio de grandes proporções. O fogo destruiu completamente o telhado do prédio, várias salas importantes e causou danos significativos a todo o interior da igreja”. Pouco depois, enquanto os serviços de emergência atuavam no local, moradores e membros da igreja se reuniram em meio à comoção. Chorando, orando e se abraçando, eles acompanhavam a destruição provocada pelas chamas. A igreja, ligada à denominação evangélica Aliança Cristã e Missionária, afirmou que já havia sobrevivido à ocupação russa nos últimos anos, assim como à detenção e posterior libertação de seu pastor, Alexander Sergeevich Suffetnikov, pelas tropas russas. No dia seguinte ao ataque, domingo (24), membros da igreja e moradores da região se uniram em equipes para “remover os escombros e as estruturas queimadas, limpar as áreas restantes e salvar os bens e livros da igreja”. As instalações da igreja “Luz do Evangelho”, após o ataque russo ocorrido em 23 de maio de 2026. (Foto: Light Of The Gospel Ukraine) A igreja destacou que “ninguém ficou ferido”. “Em meio à escuridão e às ruínas, a comunidade sentiu claramente a presença de Deus”, acrescentou. Trabalho comunitário A organização Luz do Evangelho, em Balakliya, vinha desenvolvendo um amplo trabalho comunitário, oferecendo refeições quentes, abrigo em meio à guerra e assistência espiritual à população. “A igreja, que durante anos foi um centro de esperança, caridade e amor, voltou a estar na mira do inimigo. Mas nem mesmo um grande incêndio pode destruir aquilo que foi edificado sobre a rocha sólida da fé”, concluiu a liderança. O site da igreja agora disponibiliza uma opção para doações destinadas à reconstrução do local de culto. Mais edifícios destruídos Segundo fontes do governo municipal, o mesmo ataque com drones também atingiu “um bloco de apartamentos e residências particulares”. Algumas horas antes, na manhã de sábado, outro ataque de drones russos atingiu o centro da cidade, bombardeando um centro cultural, estruturas civis, um café e outras residências. Quatro pessoas ficaram feridas, com diferentes níveis de gravidade. Dezenas de igrejas atacadas Um relatório detalhado divulgado em fevereiro de 2025 concluiu que, desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, 643 locais de culto foram atacados, dos quais 176 pertenciam a comunidades protestantes ou evangélicas. Em abril de 2026, um drone russo atingiu uma igreja batista em Zaporizhzhia enquanto várias pessoas estavam reunidas no interior do templo, matando o pastor. Em março de 2025, um pai e sua filha pequena, que haviam buscado abrigo em uma igreja evangélica em Kiev, também morreram após um ataque russo à congregação.
Livro infantil ensina crianças de 5 anos que aborto é um superpoder
Um novo livro ilustrado voltado para crianças de cinco a oito anos, que apresenta o aborto de forma positiva, tem provocado intensa reação e críticas nas redes sociais. Publicado por ativistas defensores do aborto, o livro “Abortion Is Everything” (Aborto é Tudo, em tradução livre) apresenta o procedimento como algo normal e até mesmo um “superpoder” humano. Escrito por Rachel Kessler e Amelia Bonow, o livro foi criado com o objetivo explícito de falar diretamente às crianças pequenas sobre o que é o aborto, como ele pode fazê-las se sentir e por que algumas pessoas escolhem realizá-lo. ‘Superpoder’ A obra foi publicada pelo grupo “Shout Your Abortion” (SYA) – traduzido livremente como Declare seu aborto –, que surgiu como uma campanha nas redes sociais para normalizar e reduzir o estigma em torno do aborto. A publicação está sendo anunciada como uma forma de “enquadrar” o aborto “como a concretização de um superpoder exclusivamente humano”. “Pais, cuidadores e educadores que trabalham com crianças há muito tempo buscam uma ferramenta para conversar com os jovens sobre o aborto”, justificou a SYA, ao anunciar o lançamento do livro. A linguagem evita termos como “mulher” ou “mãe”, preferindo expressões como “seres humanos com um órgão chamado útero”, e, em uma das ilustrações, compara ter um aborto a deixar um balão ir embora. Reações e críticas A publicação provocou intensa reação, com comentários nas redes sociais que vão da perplexidade a críticas severas. “Por que alguém iria querer falar sobre isso com crianças???”, pergunta um deles. Outro crítico afirmou que a publicação “tenta suavizar o aborto”, declarando: “Mas o aborto não é tudo. Ele põe fim a tudo – a um batimento cardíaco, a um futuro, a uma vida ordenada por Deus. Esta é uma das representações mais claras de uma cultura de morte que já vi. Os pais precisam falar a verdade desde cedo para que as crianças saibam que a vida é sagrada desde o momento da concepção.” “Que tipo de gente repugnante escreve um livro para crianças dizendo que matar bebês é aceitável?”, publicou o site pró-vida LifeNews. Segundo o Christian Institute, até mesmo pessoas favoráveis ao aborto se manifestaram contra, incluindo uma que escreveu: “Acredito que a mulher tem o direito de escolher. Mas isso é INSANO. Um livro infantil? Dizer que o aborto é TUDO?”
Grupo pró-vida alerta sobre risco de “turismo do aborto” financiado pela União Europeia
A Federação Europeia One Of Us, um grupo formado por 50 ONGs pró-vida, alertou sobre o risco de “turismo do aborto” financiado pela União Europeia (UE) através de um projeto apresentado no Parlamento Europeu. No dia 2 de dezembro, o Parlamento realizou uma audiência sobre a iniciativa europeia chamada “Minha Voz, Minha Escolha (MVMC)”, que propõe a criação de uma política para financiar abortos com os impostos dos cidadãos europeus. A proposta prevê auxílio financeiro para mulheres viajarem a países da Europa que permitem o aborto e interromperem a gestação. A Federação Europeia One Of Us divulgou um comunicado alertando sobre o risco que a iniciativa MVMC “representa para a democracia europeia”, criando um possível “turismo do aborto” no continente. “O aborto não é uma questão que cabe à UE decidir, e financiá-lo através do orçamento europeu violaria a soberania nacional dos Estados-membros, além de contornar o atual quadro jurídico, causando danos significativos ao processo de construção da União”, afirmou o documento. Aborto de bebês com deficiência O grupo pró-vida observou que a proposta ainda facilitaria casos de aborto de bebês com deficiência, chamado de aborto seletivo. Se aprovada pelo Parlamento, a iniciativa reforçaria práticas eugênicas e violaria o Artigo 21 da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que proíbe a discriminação por motivo de deficiência. “Em toda a Europa, as mulheres exigem apoio real à maternidade, não serviços de aborto financiados por instituições europeias”, declarou a One Of Us. “A UE deve priorizar políticas que protejam as pessoas com deficiência e defendam a dignidade humana em todas as fases da vida”, acrescentou. A Federação pediu que às instituições europeias rejeitem a proposta pró-aborto e protejam a soberania democrática dos Estados-membros. “A ideologia nunca poderá prevalecer sobre os Tratados Europeus, que dizem que assuntos relacionados à vida pertencem aos Estados-membros, não a Bruxelas”, defendeu Tonio Borg, presidente da Federação Europeia One Of Us. Proposta rejeitada por eurodeputados Na audiência no Parlamento Europeu, vários eurodeputados expressaram preocupações jurídicas, éticas e sociais após a iniciativa ser apresentada por promotores. O projeto ainda será debatido em sessão plenária do Parlamento. O eurodeputado de Luxemburgo, Fernand Kartheiser, apontou que a proposta é incompatível com os Tratados da UE. Ele afirmou que, se a Comissão Europeia levasse a iniciativa adiante, “estaria violando diretamente o direito europeu”. A eurodeputada Margarita de la Pisa, da Espanha, também condenou a iniciativa. “A MVMC é financiada por organizações que lucram com o negócio do aborto, como a Planned Parenthood. Os direitos das mulheres incluem a proteção da maternidade”, declarou. Tomislav Sokol, eurodeputado croata, também se manifestou contra, enfatizando que o aborto “não faz parte dos direitos humanos” e que “nenhum tratado internacional reconhece o aborto como um direito, assim a União Europeia não pode financiá-lo”.
Pai viraliza ao orar enquanto policiais salvam filho de 2 anos engasgado em Sorocaba
Um pai viralizou nas redes sociais ao orar por seu filho de 2 anos, que se engasgou com um pedaço de carne em Sorocaba, no interior de São Paulo, enquanto policiais militares atuavam para salvar a vida da criança. O caso ocorreu em um posto de gasolina localizado na Avenida Itavuvu. Na ocasião, os policiais estavam abastecendo, quando foram alertados que havia uma criança de dois anos engasgada. Conforme o boletim de ocorrência, os militares foram até o menino e o encontraram desacordado e sem respirar, nos braços do pai. Um dos agentes fez a manobra de Heimlich — técnica de primeiros socorros para desengasgar — para socorrer a criança. Enquanto isso, o outro solicitou apoio de uma ambulância para levar o menino ao pronto-socorro mais próximo. As imagens foram registradas pela câmera de segurança do estabelecimento que mostrou o desespero do pai enquanto o filho permanecia desacordado. ‘Milagre’ De joelhos, ele continuou clamando a Deus pela vida do menino. De repente, a criança recuperou a consciência e estendeu os braços para o pai. As imagens emocionaram muitos internautas que elogiaram a ação dos policiais e agradeceram a Deus pelo milagre: “Chorei por ver um pai, totalmente dependente de Deus! Chorei por ver o menino querendo abraçar o pai depois de um susto como esse. Chorei por ver o policial abraçando o menino no final. Que honra Deus usar a vida dele, para que ele salvasse essa criança! Chorei por ver os frentistas aliviados”, disse uma mulher. E uma jovem acrescentou: “Notícias como essa é que enchem nosso coração de orgulho e de esperança! Deus é Bom! Que o Senhor abençoe esses policiais como anjos colocados no lugar certo e na hora certa”. A família e os policiais após a ação. (Foto: Reprodução/g1/Polícia Militar) Já outra comentou: “Graças a Deus, um milagre”. E em seguida, aproveitou a oportunidade para encorajar pais de crianças pequenas a aprender a realizar a manobra de Heimlich destacando que “salva vidas”. A criança foi levada para o Pronto Atendimento (PA) da Zona Norte e passa bem. Os pais, emocionados, agradeceram aos policiais que foram chamados de heróis por ajudarem a salvar a vida do menino.
Escolas municipais de João Pessoa são autorizadas a ter capelães pastores
Nesta semana, a Câmara Municipal e a Prefeitura de João Pessoa aprovaram e sancionaram uma lei que autoriza a presença de capelães voluntários, como pastores, nas escolas da rede municipal de ensino. A iniciativa, publicada oficialmente em 9 de dezembro, tem como objetivo oferecer suporte espiritual e emocional a alunos e profissionais da educação durante o horário escolar. De autoria do vereador Carlão pelo Bem (PL) e sancionada pelo prefeito Cícero Lucena (MDB), a legislação define que a atuação dos capelães será opcional e não interferirá nas atividades pedagógicas das unidades de ensino. Segundo o texto, a iniciativa respeitará a diversidade religiosa de todos os envolvidos, evitando qualquer tipo de proselitismo ou imposição de crenças. Critérios e funcionamento da lei Para atuar como capelão voluntário, os interessados deverão apresentar um vínculo de, no mínimo, cinco anos com uma instituição religiosa reconhecida no município. Também deverão se submeter às diretrizes estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação, que será responsável por coordenar e acompanhar as atividades de capelania no ambiente escolar. A lei também prevê que escolas privadas possam aderir à iniciativa, desde que a presença de padres, pastores ou outros representantes religiosos seja solicitada por pais ou responsáveis pelos alunos da instituição. A atuação desses voluntários ocorrerá conforme a demanda de cada escola e sob a supervisão da direção e equipe pedagógica, de forma integrada ao cotidiano escolar e respeitando o currículo educativo. De acordo com o vereador Carlão pelo Bem, o projeto se fundamenta na ideia de que questões emocionais e espirituais influenciam diretamente o desempenho acadêmico e o bem-estar da comunidade escolar. Para o parlamentar, a presença de capelães voluntários já mostrou resultados positivos em outras cidades e estados brasileiros.
Nicarágua proíbe turistas de entrarem com Bíblia no país, denuncia organização
Turistas não podem mais entrar na Nicarágua com Bíblia em sua bagagem, conforme uma denúncia da Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização que defende a liberdade religiosa. A Bíblia faz parte de uma longa lista de itens proibidos na fronteira, que inclui jornais, revistas, livros, drones, câmeras, alimentos perecíveis e objetos cortantes. Um representante da empresa de transporte “Tica Bus”, que faz viagens entre países da região, confirmou ao CSW que os passageiros que saem de El Salvador não podem levar “Bíblias, jornais, revistas, livros de qualquer tipo, drones e câmeras”. Um outro representante da empresa em Honduras relatou que as restrições entraram em vigor há mais de seis meses. A diretora de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, repudiou a nova regra do regime de Ortega. “Os esforços do governo nicaraguense para restringir a entrada de Bíblias, outros livros, jornais e revistas no país são altamente preocupantes, dado o atual contexto de repressão”, declarou ela. “Pedimos ao governo da Nicarágua que bane imediatamente essa proibição e cesse seus esforços contínuos para sufocar a liberdade religiosa e de expressão no país. Também reiteramos nosso apelo à comunidade internacional para buscar formas criativas de apoiar e fortalecer as vozes independentes nicaraguenses tanto dentro do país quanto no exílio”, acrescentou. Repressão à liberdade religiosa A proibição acontece em meio ao aumento da repressão à liberdade religiosa e às liberdades civis no país. Mais de 1.300 organizações religiosas foram fechadas, igrejas enfrentaram vigilância e cancelamento de eventos públicos e líderes cristãos foram detidos. Procissões religiosas nas ruas foram proibidas, a menos que sejam organizadas por grupos alinhados ao governo. Mais de 256 igrejas evangélicas foram fechadas pelo governo nos últimos quatro anos, segundo a organização de direitos humanos Nicarágua Nunca Más. Pelo menos 200 líderes religiosos fugiram do país. Mais de 20 foram foram destituídos de sua cidadania e 65 foram indiciados por conspiração e outras acusações. A Nicarágua enfrenta uma crise política, social e de liberdades que se agravou após as polêmicas eleições gerais realizadas em 7 de novembro de 2021, quando Daniel Ortega foi reeleito para um quinto mandato. Desde os protestos contra o regime ditatorial em 2018, os cristãos se tornaram alvos de repressão e restrições em sua liberdade religiosa. A Portas Abertas relatou que a comunidade cristã nicaraguense tem se oposto ao regime de Ortega há anos, com líderes cristãos criticando a repressão violenta de manifestantes e as restrições à liberdade de expressão. Governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia Um relatório da ONU condenou a perseguição religiosa na Nicarágua. O documento, divulgado neste ano, afirmou que o governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia e as liberdades individuais, e reprimido igrejas e líderes. Uma das especialistas do relatório, Ariela Peralta, declarou que o regime está literalmente “em guerra com seu próprio povo”. Ortega rejeitou o documento, alegando que as informações são falsas e que organizações internacionais, incluindo a ONU e a Organização dos Estados Americanos, estão realizando uma campanha de difamação contra ele. O regime de Daniel Ortega tem se tornado cada vez mais autoritário, com a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente e colocando os poderes legislativo e judiciário sob seu controle. A Nicarágua ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.
O ódio aos judeus se alastrou e tem que acabar, diz líder cristão após ataque em Sydney
Líderes cristãos condenaram o atentado terrorista contra judeus em Sydney, na Austrália, que matou 15 pessoas no domingo (14). Dois atiradores, um pai e um filho, abriram fogo contra um grupo de judeus enquanto eles celebravam o festival judaico Hanukkah, na praia de Bondi. Entre as 15 vítimas, estava uma menina de 10 anos que aproveitava a festa com a família; um sobrevivente do Holocausto, Alexander Kleytman, que morava na Austrália; e um policial aposentado que trabalhava como fotógrafo do evento. Além dos mortos, 29 pessoas ficaram feridas no ataque. Os atiradores foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed, de 24 anos. Sajid morreu no local, enquanto seu filho permanece no hospital sob vigilância. O pastor Brian Houston, fundador da Hillsong Church – que mora na praia de Bondi – testemunhou a movimentação após o ataque da janela de sua casa. “Uma tragédia está acontecendo aqui do lado de fora da nossa janela. Um aparente ataque anti-semita no primeiro dia de Hanukkah. Meu coração está dolorido. Uma enorme multidão na praia de Bondi entrou em pânico por dois homens armados antissemitas islâmicos loucos”, relatou Houston, em postagem no Instagram. Ele pediu oração pela comunidade atingida. “Por favor, orem. Orem por Bondi”, acrescentou. Em comunicado, o arcebispo anglicano de Sydney, Kanishka Raffel, condenou o ataque antissemita e pediu paz e proteção para a comunidade judaica na Austrália. “Acolhemos nossos vizinhos e concidadãos judeus com amor, amizade e apoio. Rejeitamos o antissemitismo, a violência e o ódio”, declarou ele. O líder convocou orações pelas famílias das vítimas e todas as pessoas afetadas pelo atentado. “Oramos a Deus, o Pai da compaixão, pela segurança e proteção da comunidade judaica. Oramos por aqueles que lamentam a trágica perda de entes queridos, pelos feridos ou traumatizados, pela polícia e pelos profissionais de saúde, e por nosso governo e agências de segurança enquanto respondem”, afirmou. “Oramos pela paz, segurança e recuperação da comunidade em Bondi e em toda a região de Sydney”, acrescentou. Raffel ainda agradeceu a Ahmed Al Ahmed, o homem que derrubou um dos atiradores e conseguiu desarmá-lo, poupando mais vítimas. Ele tem sido considerado um herói pelos australianos. O reverendo Martin Morgan, reitor da Igreja Anglicana de Bondi, que fica próxima à praia onde aconteceu o ataque, relatou que os membros que estavam saindo do templo viram pessoas correndo para fugir dos atiradores. Então, os fiéis voltaram para dentro da igreja para se protegerem e oraram pela situação durante 40 minutos até ser seguro sair. “O ódio religioso antissemita e antijudaico é algo que notamos nos últimos anos em Bondi e estamos orando para que o Senhor não permita que esse ódio cresça e que possamos brilhar como uma luz, como uma congregação e também com outras igrejas por perto”, declarou Morgan. “Um ataque aos judeus é um ataque a todos nós” Já o arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, afirmou que o atentado é fruto do aumento do antissemitismo no país. “Por mais de dois anos, um ambiente de antissemitismo público se alastrou, levando à intimidação, divisão e à normalização de uma linguagem incendiária”, disse ele, em entrevista ao The Catholic Weekly. “Em frente à minha própria catedral em Hyde Park, houve manifestações semanais onde mensagens inflamadas foram articuladas, o que só poderia ter ‘elevado a temperatura’ e talvez contribuído para a radicalização. Isso precisa acabar”, enfatizou. O líder declarou seu apoio os judeus e afirmou que os cristãos “devem fazer tudo o que puderem para mantê-los seguros”. “Minha bisavó era judia e, por isso, tenho herança judaica na minha própria família. Jesus era judeu, nascido de mãe judia, nascido súdito da Lei Judaica. Maria e José eram judeus. Assim também foi para nosso pai Abraão e todos os profetas, assim como todos os 12 apóstolos. Cristãos são filhos dos judeus. E assim, um ataque aos judeus é um ataque a todos nós”, destacou. Antissemitismo aumentou 387% na Austrália Segundo um relatório divulgado pela Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel, os incidentes antissemitas aumentaram aumentaram 387% na Austrália, entre 2022 e 2024. Em janeiro deste ano uma onda de ataques antissemitas foram registrados no país. Uma creche em comunidade judia foi incendiada e pichada com mensagens antissemitas em Sydney. O prédio ficou danificado e não houve feridos. Uma casa que pertencia a um líder da comunidade judaica foi vandalizada e dois carros foram incendiados. No início de janeiro, em menos de 24 horas, duas sinagogas foram pichadas com símbolos nazistas na capital australiana. De acordo com o Jewish News Syndicate, cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália, representando menos de 0,5% da população. A maioria da população judaica (85%) vivem em Sydney e Melbourne.
Atentado contra judeus em Sydney deixa 11 mortos e dezenas de feridos: “Ato maligno
Neste domingo (14), cerca de 11 pessoas morreram após um ataque terrorista em um evento de Hanukkah em Sydney. O ataque ocorreu na praia de Bondi, onde dezenas de tiros foram disparados durante a primeira noite do festival judaico. Além das vítimas, 29 pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança e dois policiais. Conforme a BBC News, um dos suspeitos morreu no local e o outro foi detido em estado crítico. A polícia australiana também informou que está investigando o possível envolvimento de um terceiro atirador no ataque. Um dos suspeitos foi identificado como Naveed Akram, segundo um alto funcionário da polícia à ABC News da Austrália, que não quis se identificar. Ainda segundo a fonte, uma operação de busca e apreensão está em andamento na residência de Akram, em Sydney. A ABC News afirmou que não está claro se Akram é o suspeito morto ou o que foi detido em estado crítico. No local do atentado, dispositivos explosivos improvisados (IEDs) foram encontrados em um carro ligado a um dos terroristas e estão sendo removidos pelas autoridades. Testemunhas afirmaram terem visto “corpos estendidos no chão”, enquanto muitos corriam para salvar suas vidas. Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, classificou o tiroteio na praia de Bondi como um “ato de antissemitismo maligno, um ato de terrorismo que atingiu o coração da nossa nação”. Já o presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o tiroteio como um “ataque muito cruel contra os judeus”, enquanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que o país “sempre estará ao lado da Austrália e da comunidade judaica”. ‘Ataque mortal contra famílias judaicas’ Após o ataque, Alex Ryvchin, co-CEO do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana — um órgão que representa a comunidade judaica australiana — disse que sua família e amigos estão “entre os mortos” no ataque à praia de Bondi. “É um amigo muito, muito querido meu que se tornou pai novamente há cerca de um mês”, disse ele em uma entrevista à BBC News sobre uma das pessoas mortas. “O ser humano mais luminoso, presente e alegre que eu acho que já conheci, e agora seu filho, nascido há um mês, será criado sem pai”, acrescentou. Alex também contou que ajudou uma menina de 4 anos que havia se separado dos pais durante o incidente. “Temíamos o pior, que os pais dela estivessem entre as vítimas. Felizmente, conseguimos reuni-los pouco depois. Havia planos para massacrar aquela menina e pessoas como ela”, explicou ele. No X, o secretário-geral da ONU, António Guterres, relatou: “Estou horrorizado e condeno o ataque hediondo e mortal de hoje contra famílias judias reunidas em Sydney para celebrar o Hanukkah. Meu coração está com a comunidade judaica mundial neste primeiro dia de Hanukkah, uma festa que celebra o milagre da paz e da luz vencendo as trevas”. — ᴀᴊᴀʏ ᴅᴇꜱᴀɪ (@AJAYDESAI143) December 14, 2025 Rei Charles condena o ataque antissemita O rei Charles III afirmou que ele e a rainha Camilla estão “horrorizados e entristecidos com o mais terrível ataque terrorista antissemita contra o povo judeu” em Bondi. “Nossos corações estão com todos os que foram afetados de forma tão terrível, incluindo os policiais que ficaram feridos enquanto protegiam membros de sua comunidade”, disse ele em um comunicado. “Em momentos de dor, os australianos sempre se unem em solidariedade e determinação. Sei que o espírito de comunidade e amor que brilha tão intensamente na Austrália — e a luz que está no coração do festival de Hanukkah — sempre triunfará sobre a escuridão de tamanha maldade”, acrescentou. Nas redes sociais, o Príncipe e a Princesa de Gales, William e Catherine Middleton, compartilharam suas “mais profundas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas”, destacando que “se solidarizam com a comunidade judaica neste momento de luto”. Após o ataque em Sydney, a Polícia Metropolitana reconheceu que as comunidades judaicas em Londres sentirão uma “preocupação maior com a segurança” — especialmente ao se reunirem para celebrar o Hanukkah. Segundo as autoridades “não há informações que sugiram qualquer ligação” entre o ataque de hoje e o nível de ameaça em Londres. No entanto, confirmaram em comunicado que estão “reforçando a presença policial, realizando patrulhas comunitárias adicionais e interagindo com a comunidade judaica”. Já a Polícia da Escócia informou que está em comunicação ativa com líderes religiosos após o ataque ocorrido na Austrália. As autoridades acrescentaram que não há ameaça específica no momento e que já estão realizando patrulhas adicionais em sinagogas e outros locais judaicos, como parte do esquema de segurança para o festival judaico. O que é Hanukkah? A palavra hebraica, Hanukkah (חֲנוּכָּה), ou Chanukah ou Hanucá, significa “dedicação”. Também conhecida como festa da Luzes. O festival judaico celebra a vitória dos bravos Macabeus contra o império selêucida. Após uma renhida luta de quase três anos, o improvável aconteceu. Um número bem inferior de sacerdotes, homens não preparados para a guerra, venceu um exército muito superior em número e qualidade. Foi a vitória da fé e, por si só, um milagre. Entretanto, o milagre de Hanukkah é uma referência à multiplicação do azeite da menorá que durou oito dias, quando só havia quantidade para um, após a reconquista e dedicação do Templo. A multiplicação do óleo da menorá parece ser um milagre único na história de Israel. Uma vez que o azeite na Bíblia representa o Espírito Santo, o milagre de Hanukkah nos ensina muita coisa. Se buscarmos dentro de nós seu Espírito, ainda que nossa lâmpada esteja tênue e quase se apagando, Ele é capaz de multiplicar sua unção e nos incendiar por seu poder e sua Palavra, tornando nossa luz forte e vivaz.