A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou que mudou as regras sobre quem pode participar das competições femininas no Brasil, chamadas de regras de elegibilidade. Com a nova política, publicada na última sexta-feira (14), a participação na categoria feminina passa a ser restrita a atletas do sexo biológico feminino. Na prática, a medida impede mulheres trans – homens biológicos – de disputarem as principais competições femininas organizadas pela entidade. A decisão segue a Política de Proteção da Categoria Feminina adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em março deste ano, além dos critérios da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). A partir da nova regra, a elegibilidade será verificada por meio de testagem e triagem do gene SRY (Sex-determining Region Y), associado ao desenvolvimento sexual masculino. Para competir na categoria feminina, a atleta deverá apresentar resultado SRY-negativo, ressalvadas condições excepcionais previstas na política. Com isso, identidade de gênero, sexo registrado em documentos civis ou a realização de tratamentos hormonais não são suficientes para determinar a elegibilidade de uma atleta para as competições femininas abrangidas pela nova política. Alinhamento internacional Segundo a CBV, a mudança busca adequar o vôlei brasileiro às regras que passaram a vigorar internacionalmente. “A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais”, afirmou o presidente da entidade, Radamés Lattari. A mudança representa uma alteração significativa na política adotada pela entidade nos últimos anos. Em 2017, a CBV estabeleceu procedimentos específicos para a participação de atletas transgêneros em suas competições, seguindo à época as normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O cenário internacional mudou em setembro de 2025, quando a FIVB aprovou a utilização obrigatória da triagem do gene SRY como elemento inicial de categorização por sexo. Em março de 2026, o COI revisou sua política e restringiu a categoria feminina, em seus eventos, às atletas consideradas biologicamente do sexo feminino segundo esse critério, com exceções específicas. De acordo com o documento da CBV, o COI informou que a revisão ocorreu após estudos científicos e análises envolvendo aspectos médicos, éticos, jurídicos e de direitos humanos, além da participação de especialistas de diferentes áreas e continentes. Teste genético O presidente do Conselho de Saúde do Voleibol da CBV, João Olyntho, explicou que a entidade seguirá os parâmetros internacionais para a realização dos exames. “A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa”, afirmou. A recusa em realizar a triagem não será considerada uma infração disciplinar. No entanto, sem a comprovação da elegibilidade, a atleta não poderá participar das competições submetidas à nova regra. A política prevê ainda exceções relacionadas a condições específicas do desenvolvimento sexual, que deverão ser analisadas por avaliação especializada. A mudança impacta diretamente Tifanny Abreu, primeira atleta trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro e que atualmente defende o Osasco São Cristóvão Saúde. Quando a regra passa a valer Os novos critérios serão aplicados às principais competições organizadas pela CBV. Entre elas estão a Superliga A e B da temporada 2026/2027, a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027, na categoria adulta, e o CBVP Challenger 2027. Competições estaduais organizadas pelas federações locais não são automaticamente abrangidas pela decisão da CBV. A entidade informou que a política permanecerá em vigor nas edições seguintes das competições enquanto os novos critérios estiverem vigentes.
Milhares de cristãos vão às ruas protestar por liberdade religiosa no Paquistão
Milhares de cristãos foram às ruas do Paquistão para pedir liberdade religiosa, na última terça-feira (11), que marcou o Dia Nacional das Minorias. Protestos aconteceram simultaneamente nas cidades de Karachi, Faisalabad e Lahore, pedindo igualdade e liberdade para minorias religiosas que enfrentam perseguição no país. Em Karachi, a maior cidade do Paquistão, mais de 2 mil manifestantes se reuniram no mausoléu do fundador do Paquistão, Muhammad Ali Jinnah, para participar da Marcha pelos Direitos das Minorias. A multidão exibiu cartazes com os dizeres “Minha religião, minha vontade” e fotografias de vítimas de linchamentos, conversões forçadas e ataques, e líderes cristãos que foram assassinados por sua fé. “Os jovens estão dizendo: ‘Vamos conquistar nossa liberdade’”, declarou Luke Victor, organizador da Marcha pelos Direitos das Minorias, à EWTN News. Em um momento de discursos no evento, vários palestrantes pediram o fim da discriminação baseada na fé e do extremismo violento contra minorias religiosas no país. Eles também exigiram uma mudança na constituição paquistanesa para permitir que minorias religiosas pudessem ocupar cargos públicos, como presidentes ou primeiros-ministros. Os organizadores da Marcha pelos Direitos das Minorias divulgaram uma carta solicitando 11 mudanças em prol das minorias religiosas, como representação política mais forte, reformas curriculares, proteção das propriedades e locais de culto, medidas contra abusos de leis de blasfêmia, e a criação de comissões independentes de direitos das minorias. Os líderes da Marcha afirmaram que o aumento da violência e ataques contra minorias causam medo e insegurança, principalmente entre os jovens. Na cidade de Faisalabad, liderados pelo advogado cristão Akmal Bhatti, manifestantes se reuniram em um comício pedindo a garantia da liberdade religiosa. Os participantes reivindicaram a proibição da conversão forçada de menores de idade, uma cota de 5% para minorias em serviços públicos e instituições educacionais, remoção de qualificações religiosas para atuar como presidente e primeiro-ministro, e a criação de uma Comissão Nacional de Direitos das Minorias. Dia Nacional das Minorias O grupo de minorias religiosas no Paquistão é formado por cristãos, hindus, sikhs, ahmadis, baha’is, zoroastrianos, budistas e seguidores da fé indígena Kalash. O dia 11 de agosto foi declarado Dia Nacional das Minorias em 2009, em homenagem a Shahbaz Bhatti, o primeiro ministro federal católico do Paquistão, que defendeu a liberdade religiosa. Em março de 2011, Bhatti foi assassinado em frente à sua casa. Dois homens armados dispararam balas contra seu carro e deixaram panfletos o chamando de cristão “infiel”. O Paquistão, cuja população é 96% muçulmana, ficou em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, dos lugares mais difíceis para ser cristão.
A Igreja não parou: Missionária diz que templos estão acolhendo vítimas na Colômbia
Quatro dias após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia, o país ainda enfrenta as consequências da tragédia, enquanto equipes de emergência trabalham nas buscas, na assistência aos desabrigados e na remoção dos escombros. Em meio ao cenário de destruição, igrejas colombianas estão se mobilizando para acolher desabrigados e oferecer ajuda material e espiritual às vítimas. Em depoimento exclusivo ao Guiame, a missionária colombiana Carolina Alzate, que já esteve diversas vezes no Brasil ministrando ao lado de outros líderes cristãos, contou como as congregações locais têm reagido à tragédia. Ela afirmou amar profundamente o Brasil, país que considera seu “segundo lar”. Ao relatar o atual cenário em seu país, Carolina destacou a gravidade do momento, mas também demonstrou esperança em meio à tragédia. “A Colômbia está vivendo um dos momentos mais difíceis, mas cremos que Deus está fazendo algo mesmo em meio a tanta dor”, afirmou. Segundo a missionária, a atuação dos cristãos tem chamado sua atenção desde os primeiros dias após o terremoto. “A Igreja não ficou parada. A Igreja se uniu, e tem sido algo lindo ver como ela está se levantando e demonstrando o amor de Jesus em ação”, testemunhou. Igrejas acolhem desabrigados Carolina destacou especialmente as congregações que transformaram seus espaços em pontos de acolhimento e assistência para pessoas que perderam suas casas. “Igrejas estão abrindo suas portas para acolher aqueles que ficaram sem casa e também estão servindo como locais onde as pessoas podem levar ajuda. Mas não estão oferecendo apenas ajuda material, e sim também espiritual”, contou. Além de suprir necessidades emergenciais, os cristãos estão aproveitando a mobilização para oferecer apoio espiritual às famílias atingidas. “Estão levando a mensagem de Jesus Cristo, para que, em meio à dor e a tanta escuridão, Jesus Cristo traga paz e cura, e para que o seu nome seja glorificado”, declarou Carolina. Oração pela Colômbia A missionária também fez um apelo aos cristãos brasileiros para que intercedam pelo país, especialmente pelas famílias que perderam parentes, casas e outros bens durante o terremoto. “Pedimos que vocês levantem a Colômbia em suas orações. Cremos que Deus vai levantar a Colômbia das cinzas e cremos que está chegando um tempo de avivamento para a Colômbia”, disse. Carolina pediu ainda oração pelas buscas por desaparecidos e pelas autoridades responsáveis por conduzir o país neste período de emergência. “Intercedam e orem pelas famílias que perderam tudo e não têm um teto onde morar. Pelas famílias que perderam seus entes queridos, para que Deus traga consolo, paz e cura. Que mais pessoas sejam encontradas com vida e que famílias sejam reunidas.” Além das orações, Carolina informou que, junto ao Kingdom International Ministry, está sendo realizada uma arrecadação para a compra de medicamentos, alimentos, suprimentos e materiais necessários aos trabalhos nas regiões atingidas. Ao finalizar sua mensagem, a missionária reforçou a esperança cristã diante da tragédia: “Deus abençoe o Brasil. Deus abençoe a Colômbia. E que Jesus continue sendo a nossa esperança da glória”. Maior magnitude registrada O terremoto ocorreu às 7h34 da última segunda-feira (10), com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, e profundidade de 103 quilômetros, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). O órgão classificou o tremor como o evento sísmico de maior magnitude registrado instrumentalmente naquela região. Nesta quinta-feira (13), o número de mortos chegou a pelo menos 281, segundo balanço divulgado pela Reuters. Mais de 3.900 pessoas ficaram feridas e 379 continuavam desaparecidas. Mais de 150 réplicas também haviam sido registradas, aumentando os riscos para moradores e equipes de resgate. Cerca de 44 mil famílias foram afetadas e milhares de imóveis foram destruídos ou sofreram danos. Cali, Pereira e outras cidades do oeste colombiano estão entre as localidades atingidas. Em algumas regiões, as operações de busca já deram lugar à retirada de escombros, enquanto equipes continuam procurando sobreviventes em pontos onde ainda existe possibilidade de encontrar pessoas com vida. *** As doações financeiras às vítimas do terremoto podem ser feitas por meio do site do Kingdom International Ministry. Segundo Carolina, os recursos serão destinados à compra de medicamentos, alimentos e outros suprimentos para as regiões atingidas. O ministério também prestará contas das doações, informando onde os recursos estão chegando e como estão sendo utilizados.
Missionário americano é resgatado após mais de nove meses em cativeiro no Níger
O missionário Kevin Rideout, que foi sequestrado no Níger há mais de nove meses, foi libertado e já está sob os cuidados de autoridades dos Estados Unidos. A notícia foi divulgada na última quinta-feira (13) por funcionários americanos, que informaram que o piloto havia sido libertado e estava sob os cuidados do FBI, a caminho de seu país. Kevin foi sequestrado em 21 de outubro de 2025, do lado de fora de sua casa em Niamey, capital do Níger. Três homens armados o abordaram e levaram o missionário para fora da cidade. Segundo o The New York Times, ainda não há informações sobre como e onde Kevin foi libertado. Também não foi divulgado quem manteve o missionário em cativeiro. O piloto missionário trabalha na organização cristã Serving In Mission (SIM), que confirmou a libertação e destacou que Kevin está bem de saúde. “Somos gratos por confirmar que o nosso bom amigo e irmão em Cristo, Kevin Rideout, foi libertado após mais de nove meses de cativeiro. Kevin está em boa saúde sob o cuidado de funcionários dos EUA. Em breve, ele irá reencontrar sua esposa Krista, seus filhos e sua família”, compartilhou a missão no Facebook. A missão também agradeceu a todos que oraram pela vida do missionário durante os meses em que ele esteve desaparecido e pediu que a privacidade da família seja respeitada neste momento. “Pedimos que respeitem a privacidade da família enquanto eles se reencontram após este período de distância. Por favor, junte-se a nós para agradecer ao Senhor por esta notícia incrivelmente boa”, afirmou. ‘Isso é uma resposta de oração’ Durante os meses de cativeiro, poucas informações sobre o paradeiro e as condições de Kevin foram divulgadas. Porém, o caso mobilizou cristãos e organizações missionárias, que se uniram para orar pela segurança do piloto. O evangelista Franklin Graham também acompanhou o caso e, após a confirmação da libertação de Kevin, compartilhou: “Kevin é piloto da SIM International e foi sequestrado no Níger em outubro. Isso é uma resposta de oração! Sei que sua esposa e seus quatro filhos estão muito gratos e felizes por finalmente tê-lo de volta”. Kevin, de 50 anos, trabalha como piloto missionário e, ao longo dos anos de ministério, ajudou a transportar pessoas e equipamentos para ações missionárias em diferentes regiões da África Ocidental. Ele atuava no Níger havia 19 anos. O sequestro aconteceu em uma região central de Niamey, perto do palácio presidencial. Na época, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo crime. Segundo informações divulgadas após o sequestro, os homens armados teriam levado Kevin em direção à região de Tillaberi, onde atuam grupos extremistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. O Níger enfrenta uma crise política desde julho de 2023, quando o então presidente Mohamed Bazoum foi deposto por um golpe militar. Além disso, diferentes grupos terroristas atuam na região e aumentam os riscos de sequestros e ataques. Desde o desaparecimento de Kevin, a libertação do missionário era considerada uma prioridade pelas autoridades americanas. “O Sr. Rideout estava sob custódia do FBI e em bom estado de saúde, de acordo com imagens que comprovam sua vida e que foram fornecidas às autoridades americanas nas últimas 48 horas”, disse uma das autoridades ao The New York Times. No último ano, as forças armadas dos Estados Unidos têm ajudado a Nigéria, país vizinho, com treinamento e vigilância para combater os jihadistas. Além disso, a Nigéria permitiu que os EUA realizassem missões de vigilância a partir de suas bases, em parte para tentar localizar Kevin.
Homem agride pregadores de rua mas se emociona ao ser perdoado: Isso é o Evangelho
O evangelista Jeremiah testemunhou como o amor de Deus quebrantou um homem que era contra a pregação do Evangelho, nos Estados Unidos. Jeremiah, conhecido nas redes sociais como “The Witness”, estava anunciando a mensagem de salvação nas ruas com outros pregadores, quando um homem desconhecido se aproximou e passou a hostilizar e atacar os cristãos. O vídeo do momento foi compartilhado no Instagram na terça-feira (11) pela evangelista. Furioso, o homem gritou: “Você pecou e pecará novamente”. E Jeremiah respondeu: “É por isso que precisamos de um Salvador”. Em seguida, o agressor chamou os cristãos de moralistas, xingou com palavrões e tomou o microfone das mãos de Jeremiah. Segundo o evangelista, o homem também agrediu outros dois pregadores com socos. O agressor acabou correndo, fugindo com o microfone. Então, Jeremiah e os outros cristãos foram atrás dele. Eles encontraram o homem deitado em uma calçada e Jeremiah começou a explicar o plano de salvação através do sacrifício de Jesus. “Temos o direito legal de mandar te prender, mas, como o amor de Jesus é real, não vamos permitir isso. Vamos perdoá-lo, assim como Cristo o perdoou”, disse. “Você deu um soco nos meus dois irmãos. Se você não tivesse tentado pegar o que é meu, isso não teria acontecido. Mas quero lhe dizer uma coisa: nós o perdoamos, nós o amamos e vamos te deixar ir. Esse é o Evangelho de Jesus. Você merecia a prisão, mas nós decidimos o quê? Deixá-lo ir. E essa é a mesma liberdade que Cristo oferece, porque Ele ama você”. E continuou: “Sinto muito por tudo o que você passou. De verdade, sinto muito mesmo, e oro para que o Senhor lhe dê paz e força. Então, esse é o Evangelho de Jesus. Eu merecia a morte, mas Cristo morreu por mim, mesmo quando eu não merecia”. Impactado pelo amor de Deus Nesse momento, o homem senta no chão, impactado pelas palavras. Em lágrimas, ele pede desculpas a Jeremiah e recebe um abraço do cristão. “Eu te perdoo, eu amo você, cara. Está tudo bem”, responde o pregador. “Sua vida é valiosa. Você diz que já tentou o suicídio antes e, quando disse isso, ouvi Jesus colocar em meu coração: ‘Se você não quer a sua vida, a entregue a alguém que a queira’. Cristo quer a sua vida”, declarou Jeremiah, de joelhos ao lado do homem. “Nós merecíamos a morte, mas Cristo decidiu ir para a prisão por nós e morreu a morte de um pecador por você e por mim”, concluiu. O vídeo do momento alcançou mais de 600 mil visualizações no Instagram e o desfecho inusitado comoveu muitos usuários. “Deus é bondade e só Ele pode pegar o que o inimigo quis para o mal e transformá-lo em bem. Obrigado a este lindo irmão em Cristo que escolheu obedecer ao Senhor e fazer o que a maioria não faz: amar quando te odeiam”, escreveu uma mulher nos comentários.
De joelhos nas ruas, cristãos clamam a Deus após terremoto na Colômbia: Precisamos de Ti
Centenas de cristãos se reuniram nas ruas de Garzón, na Colômbia, para orar pela nação após o forte terremoto que atingiu o país na última segunda-feira (10). De joelhos, os fiéis clamaram a Deus por proteção, consolo e esperança para as famílias afetadas pela tragédia. A Marcha de Fé e Oração pela Colômbia aconteceu em meio ao caos causado pelo terremoto de magnitude 7,4. Durante a mobilização, os cristãos caminharam pelas ruas e, em determinado momento, se ajoelharam para interceder pela nação. Em um vídeo, pessoas de diferentes idades aparecem orando de joelhos no asfalto, algumas segurando bandeiras da Colômbia nas mãos. “Senhor, seu povo precisa de Ti. Nossa Colômbia precisa de Ti, Pai. Precisamos estar humilhados na tua presença. Precisamos que tua graça, que tua glória, que teu poder venha, Senhor, tocando nas nossas vidas, nossas famílias, nossos corações, Pai Celestial”, declarou uma cristã no local. E continuou: “Precisamos, Senhor, nos prostrar diante da tua presença. Mostrar-nos teu poder, Pai Celestial. Mostrar-nos, Senhor amado, porque não nos envergonhamos de pedir misericórdia”. A cena tocou milhares de internautas que também se uniram em oração pela Colômbia: “Hoje, Garzón se une em oração, pedindo a Deus que cure, proteja e abençoe a Colômbia, que leve conforto às famílias afetadas e que permita que a paz e a esperança retornem a todos os cantos do país”, compartilhou um homem. ‘Tragédia de proporções imensas’ A marcha ocorreu enquanto equipes de resgate ainda trabalham para encontrar sobreviventes e atender às vítimas do terremoto. Segundo o presidente da Colômbia, Abelardo de La Espriella, o número de mortos chegou a 265, enquanto mais de 3 mil pessoas ficaram feridas. Cerca de 500 pessoas continuam desaparecidas. Na última quarta-feira (12), o presidente anunciou a criação de um fundo emergencial para ajudar na reconstrução de hospitais, escolas, casas e outras estruturas destruídas pelo terremoto. “Esta é, sem dúvida, uma tragédia de proporções imensas. Nossos esforços estão concentrados naqueles que continuam desaparecidos”, disse de La Espriella em pronunciamento nacional. De acordo com a CNN Brasil, o presidente também decretou emergência econômica no país para lidar com os danos causados pelo terremoto, mas não explicou quais medidas isso envolveria. ‘Ore pela Colômbia’ Diante da tragédia, cristãos ao redor do mundo estão pedindo orações pelas famílias colombianas afetadas. No Instagram, o pastor Teófilo Hayashi convocou a Igreja a orar pela Colômbia. “Ore pela Colômbia! A Colômbia está atravessando um momento de profunda dor. Neste momento, nossa resposta não pode ser apenas observar de longe. A Igreja foi chamada para estar presente onde existe necessidade. Somos um povo que intercede, que carrega as cargas uns dos outros e que manifesta, de forma prática, o amor de Cristo”, afirmou o pastor. Em seguida Teo compartilhou a passagem bíblica de Tiago 5:16, que diz: “Orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. Por fim, o pastor destacou alguns motivos de oração pela Colômbia: “Ore pelas famílias que perderam pessoas e suas casas. Ore pelos feridos, pelos que ainda aguardam notícias de seus familiares e por todos os profissionais e voluntários envolvidos nas operações de resgate e assistência”. “Ore para que Deus conceda sabedoria, força e proteção a cada pessoa que está servindo neste momento. E ore para que a Igreja na Colômbia se levante como resposta: servindo aos necessitados, levando recursos a quem precisa, acolhendo os que estão sofrendo e anunciando a esperança que existe em Jesus”, concluiu.
Morre o pastor Marquinhos Menezes após batalha contra o câncer
O pastor Marquinhos Menezes, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) de Niterói, morreu nesta quinta-feira (13) após lutar contra um câncer. “Meu amor foi um guerreiro que lutou bravamente até ser promovido… Como ele orou dias antes de partir, o Céu é o melhor prêmio. Nos encontraremos na eternidade”, declarou a esposa do pastor, Lilian Azevedo, no Instagram. O falecimento foi informado pelo pastor Silmar Coelho em postagem no Instagram. “Marquinhos Menezes lutou, venceu, sorriu. Partiu vitorioso. A morte não pode derrotar um adorador”, afirmou. No final de julho, Marquinhos foi internado no Complexo Hospitalar de Niterói em estado grave após apresentar piora no seu quadro de saúde. No dia 2 de agosto, membros de sua igreja realizaram uma vigília de oração e louvor em frente ao hospital, intercedendo por um milagre na vida do pastor. No mesmo dia, a cantora Eyshila também pediu oração por Marquinhos em uma publicação no Instagram. O pastor enfrentava um câncer de estômago desde 2024. Em outubro do ano passado, Marquinhos iniciou um novo ciclo de quimioterapia após a doença voltar. Ele deixa a esposa Lilian Azevedo e a filha Sophia. Além de pastorear, Marquinhos Menezes também era cantor e compositor. Ele lançou canções pela Central Gospel Music, individualmente e também com a esposa, que é ex-integrante do grupo Voices. Marquinhos e Lilian foram casados por mais de 20 anos. Em seu livro “Do Caos aos Céus”, o pastor contou como seu casamento foi restaurado através da fé após enfrentarem traição e divórcio. O Portal Guiame lamenta a morte da pastora Ludmila Ferber e ora para que o consolo do Espírito Santo venha sobre seus amigos e familiares.
Pastores criticam lei de Massachusetts que libera aborto até o nascimento: É assassinato
Líderes cristãos americanos reagiram à nova lei de Massachusetts que remove os limites de idade gestacional para o aborto. Franklin Graham classificou a medida como “assassinato” e “maligna”, enquanto Jentezen Franklin afirmou que a decisão deveria “partir nossos corações” e Albert Mohler chamou a mudança de “um dia sombrio para a santidade da vida”. A legislação foi sancionada sob aplausos pela governadora democrata Maura Healey e tornou Massachusetts o décimo estado dos EUA a permitir o procedimento até o fim da gestação. Antes da nova legislação, Massachusetts restringia o aborto após 24 semanas de gestação, salvo exceções específicas. A nova lei deve entrar em vigor 90 dias após sua sanção. Ao comentar a notícia, Graham, presidente da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, afirmou que ficou profundamente impactado pelas imagens da cerimônia de assinatura. “Isso me causa um arrepio na espinha. Sorrisos e aplausos enquanto a governadora democrata de Massachusetts assina um projeto de lei para permitir abortos até o nascimento em seu estado. Isso é assassinato. É maligno”, declarou. This sends a chill up my spine. Smiles and applause while the Democratic Massachusetts governor signs a bill to allow abortions up to birth in her state. This is murder. It’s evil. She calls abortion healthcare for women. The Bible says, “Woe to those who call evil good and good… — Franklin Graham (@Franklin_Graham) August 12, 2026 O evangelista também criticou a forma como Healey tem defendido a medida como uma questão relacionada à saúde das mulheres. “Ela chama o aborto de saúde para as mulheres. A Bíblia diz: ‘Ai daqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal’ (Isaías 5:20)”, afirmou Graham. Em sua manifestação, Graham ainda fez um alerta espiritual à governadora e às pessoas que comemoraram a aprovação da legislação. “Esta governadora e aqueles que aplaudem um dia comparecerão perante um Deus Santo – não acho que estarão aplaudindo então”, declarou. Outros líderes reagem O pastor Jentezen Franklin, líder da Free Chapel, também lamentou a decisão ao comentar em sua página no Facebook: “Cada vida importa para Deus, desde o primeiro batimento cardíaco até o último suspiro. Ver os limites sendo removidos do aborto até o momento do nascimento em Massachusetts esta semana deveria partir nossos corações e nos levar a agir imediatamente”. O teólogo Albert Mohler, presidente do Southern Baptist Theological Seminary, também criticou a nova lei. Em seu programa The Briefing, ele classificou a decisão como “um dia sombrio para a santidade da vida em Massachusetts”. Mohler destacou que o estado retirou o limite gestacional de 24 semanas e alertou para a gravidade moral de permitir que abortos sejam autorizados em estágios avançados da gravidez. Em sua análise, o líder batista tratou a mudança como parte de um avanço da cultura do aborto nos EUA. ‘Morte incontável de bebês’ O presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, Evan Lenow, classificou a nova lei de Massachusetts como horrível. “Ao sancionar a nova lei sobre o aborto, a governadora (Maura) Healey autoriza a morte de um número incontável de bebês até o momento do nascimento. Esses bebês são pessoas feitas à imagem de Deus, com valor e dignidade inerentes, que agora são ignorados pela lei de Massachusetts”, disse Lenow à Baptist Press. “O que está acontecendo em estados como este é exatamente o motivo pelo qual estamos comprometidos em instalar aparelhos de ultrassom que salvam vidas em centros de apoio à gravidez em todo o país, especialmente onde essas preciosas crianças em gestação correm tanto perigo”, declarou. E continuou: “Também estamos trabalhando ativamente para acabar com o aborto medicamentoso, que é o mais recente desafio na luta contra o aborto.” Reação pró-vida A medida também foi condenada pela presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, que afirmou que abortos realizados em estágios avançados da gestação podem envolver o desmembramento do feto. “Deveria chocar a consciência o fato de que dezenas de milhares de americanos ainda não nascidos sejam barbaramente desmembrados, membro por membro, e dilacerados todos os anos”, afirmou. A presidente da National Right to Life, Carol Tobias, também criticou a nova legislação, afirmando que Massachusetts “eliminou as últimas proteções para crianças não nascidas que podem sentir dor e que poderiam sobreviver fora do útero”. “No exato momento em que bebês prematuros estão recebendo cuidados vitais em unidades de terapia intensiva neonatal, Massachusetts permitirá que médicos realizem abortos, interrompendo a vida de crianças da mesma idade — e até mais velhas”, declarou Tobias. “Isso não é compaixão, e não é assistência médica”, acrescentou. Para ela, ao retirar limites objetivos e permitir que um profissional de saúde decida sobre o aborto em qualquer momento da gravidez, “o aborto até o nascimento é exatamente o que a lei permite”. Com a nova lei, Massachusetts passa a integrar o grupo de estados americanos que não estabelecem limites gestacionais para o aborto, ao lado de Alasca, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Novo México, Oregon e Vermont, além do Distrito de Columbia.
Forças Armadas do Canadá proíbem referências a Deus em cerimônias oficiais
As Forças Armadas do Canadá (CAF) publicaram uma nova diretriz que determina que reflexões espirituais realizadas durante cerimônias militares oficiais não contenham linguagem específica de uma religião, incluindo referências a Deus. A instrução, emitida em 29 de julho de 2026, se aplica a todos os integrantes das Forças Armadas Canadenses e também deve ser observada por funcionários, voluntários, estudantes, prestadores de serviços e outras pessoas que atuem em apoio à instituição na prestação de serviços espirituais ou religiosos. O documento define as chamadas “reflexões espirituais” como discursos públicos inclusivos destinados a promover resiliência, significado, propósito e bem-estar espiritual. Ao estabelecer os limites dessas manifestações, a diretriz afirma expressamente que elas “não usam linguagem religiosa específica, incluindo referências a Deus”. Em vez disso, devem abordar lições, crenças, valores e experiências capazes de inspirar gratidão, memória, esperança e integridade. Substituir orações por reflexões A medida vale para eventos públicos ou semipúblicos nos quais os militares estejam atuando como representantes das Forças Armadas e, consequentemente, do governo canadense. Segundo a diretriz, quando uma oração ou observância religiosa for solicitada em um evento oficial no qual integrantes das Forças Armadas devam comparecer, os capelães deverão oferecer uma “reflexão espiritual” em seu lugar. Entre as ocasiões abrangidas estão cerimônias de formatura, mudanças de comando, comissionamento de navios, inaugurações, cerimônias de honrarias e premiações, jantares institucionais e comemorações militares, incluindo o “Remembrance Day” – o Dia da Memória, que homenageia militares mortos em conflitos. Além das palavras, a norma estabelece que integrantes das Forças Armadas, ao fazerem pronunciamentos públicos nessa condição, não devem utilizar ações ou símbolos específicos de determinada tradição religiosa ou espiritual. Itens religiosos pessoais permitidos pelas regras de vestimenta militar não são abrangidos pela restrição. Neutralidade religiosa As Forças Armadas justificam a medida com base na liberdade religiosa prevista na Carta Canadense de Direitos e Liberdades e no dever de neutralidade religiosa do Estado. De acordo com a instituição, a liberdade religiosa também contempla aqueles que não possuem crença ou filiação religiosa. Por isso, as Forças Armadas afirmam que, no exercício de suas funções públicas, não podem favorecer determinadas crenças em detrimento de outras. Apesar da restrição às referências religiosas durante as reflexões oficiais, os militares presentes podem fazer uma oração particular ou permanecer em contemplação silenciosa de acordo com suas próprias convicções. O documento afirma que esses momentos podem reservar espaço para “oração privada ou contemplação pessoal”, conforme a compreensão individual de Deus ou de transcendência. Capelães ainda podem orar A nova orientação não representa uma proibição geral da oração ou da menção a Deus dentro das Forças Armadas Canadenses. Os capelães continuam autorizados a oferecer assistência religiosa de acordo com sua tradição de fé em conversas privadas, aconselhamentos, reuniões específicas de determinada religião, cultos regulares e cerimônias religiosas. Nesses contextos, a própria política reconhece que o trabalho dos capelães inclui oração, aconselhamento e apoio ritual de diferentes tradições, conforme solicitado pelos militares. O Serviço Real de Capelania Canadense continua responsável pelo cuidado espiritual, religioso e pastoral dos militares e de suas famílias. Os serviços oficiais da capelania incluem orientação religiosa, aconselhamento, intervenção em crises e apoio diante de conflitos morais e éticos. Funerais são exceção Os funerais militares e de Estado receberam tratamento diferente na nova política. Segundo a diretriz, essas cerimônias não são consideradas eventos militares públicos para os efeitos da restrição. As Forças Armadas reconhecem que funerais normalmente são conduzidos de acordo com os desejos da família e podem incluir manifestações da tradição religiosa do falecido. Assim, militares podem participar de funerais que incluam orações e outros ritos religiosos mesmo estando uniformizados ou representando oficialmente a instituição. Os capelães também podem atuar como celebrantes. Tradições religiosas históricas A diretriz também aborda práticas religiosas que fazem parte da história militar canadense, como orações regimentais, ações de graças e referências a santos padroeiros. As Forças Armadas reconhecem que essas tradições foram transmitidas ao longo de gerações e ofereceram “conforto e propósito” na história de unidades militares. No entanto, a nova orientação determina que orações e costumes religiosos não podem ser impostos aos integrantes como condição de serviço. Caso os comandantes considerem importante preservar esse conhecimento histórico, os militares poderão aprender sobre essas práticas em contextos educacionais, mas não serão obrigados a participar delas durante uma cerimônia. Diretriz amplia orientação de 2023 A nova instrução substitui uma orientação emitida pelo Capelão-Geral em outubro de 2023 sobre reflexões espirituais em ambientes públicos. Naquele documento, as Forças Armadas já haviam determinado que capelães adotassem linguagem inclusiva durante cerimônias de presença obrigatória. A orientação anterior citava uma decisão de 2015 da Suprema Corte do Canadá sobre neutralidade religiosa do Estado como parte da fundamentação para a mudança nas práticas de oração pública. Também afirmava que, historicamente, a oração esteve presente em cerimônias das Forças Armadas Canadenses, incluindo eventos de homenagem aos militares e suas famílias. Agora, a instrução de 2026 formaliza de maneira mais explícita os limites dessas manifestações e menciona diretamente as “referências a Deus” entre os elementos religiosos que não devem aparecer nas reflexões espirituais realizadas no contexto das cerimônias oficiais.
Arqueólogos descobrem igreja que pode ter sediado o Primeiro Concílio de Niceia
Arqueólogos na Turquia afirmam ter feito uma descoberta de grande relevância: eles podem ter encontrado os vestígios de uma igreja que, segundo suas análises, teria sido o cenário do Primeiro Concílio de Niceia, um dos acontecimentos mais marcantes da história do cristianismo. Uma equipe internacional de pesquisadores retomou, em julho, as escavações em um complexo de igrejas na antiga cidade de Niceia, hoje correspondente à moderna İznik, segundo informou a agência estatal turca Anadolu Agency (AA). A estrutura, identificada pelo diretor das escavações, Mustafa Şahin, como a Igreja de São Neófito, teria sido destruída por um terremoto em 368 d.C., segundo AA. Ela foi posteriormente substituída pela Igreja dos Santos Padres, erguida por volta de 380 d.C., ocupando o lugar da antiga construção destruída. Escavações As descobertas mais recentes estão alinhadas com os relatos preservados em fontes escritas antigas, afirmou Şahin à Fox News Digital. Ele explicou que a equipe identificou que o piso externo da igreja construída posteriormente avançava até a câmara da prótese, um espaço ao lado do santuário, e seguia sob a parede leste. Esse detalhe estrutural indica que o pavimento pertencia a uma fase mais antiga do complexo. “Esta primeira fase pode corresponder à pequena igreja mencionada nas fontes escritas [sobre o Concílio de Niceia]”, disse ele. As imagens registram arqueólogos trabalhando nas fundações de pedra do antigo complexo às margens do Lago İznik, onde as trincheiras abertas revelam paredes e estruturas de alvenaria com séculos de existência. Em entrevista à AA, Şahin detalhou como a equipe acompanhou os indícios ao longo das escavações desta temporada. “Essa era a nossa questão mais importante nesta temporada”, disse ele. “Começamos a escavar a leste da prótese, fora da parede externa da igreja.” E acrescentou: “Ao final da primeira semana, como esperávamos, descobrimos que o pavimento continuava além da igreja existente.” Credo Niceno Niceia é amplamente reconhecida por ter sediado, em 325 d.C., o Primeiro Concílio de Niceia, considerado o primeiro concílio ecumênico da história cristã. O encontro ficou marcado pela formulação do Credo Niceno, que estabeleceu a doutrina segundo a qual Jesus foi “gerado, não criado”, afirmando sua plena divindade e rejeitando a ideia de que fosse apenas um ser criado. Representou um dos primeiros esforços para unificar a doutrina cristã em todo o Império Romano, ao mesmo tempo em que rejeitou as ideias de Ário, que defendia que Cristo era um ser criado e não coeterno com Deus Pai. Os arqueólogos identificaram pela primeira vez, em 2014, uma grande basílica submersa no local, posteriormente determinada como sendo a Igreja dos Santos Padres. Segundo Şahin, a confirmação recente reforça anos de investigação: “Estamos muito satisfeitos porque nossa hipótese foi confirmada.” Embora a basílica já fosse tradicionalmente associada ao Primeiro Concílio de Niceia, Şahin afirmou à AA que a pequena igreja recém-identificada sob sua estrutura é, na verdade, a candidata mais provável ao local onde o concílio ocorreu. Pequena igreja Şahin explicou que as moedas encontradas em sepulturas sob a basílica mais recente foram fundamentais para datar sua construção por volta de 380 d.C. Esse detalhe reforça sua conclusão de que uma igreja mais antiga já existia no local durante o período do concílio. Eusébio de Cesareia, que esteve presente no Primeiro Concílio de Niceia, descreveu o encontro como tendo ocorrido em uma pequena igreja – um detalhe que, segundo Şahin, reforça de maneira decisiva a nova interpretação arqueológica. “A igreja era tão pequena que nos perguntamos como tantos bispos cabiam lá dentro”, disse Şahin, segundo a AA. “Isso por si só já era um grande milagre de Deus.” Após identificar evidências de que a basílica havia sido construída sobre uma estrutura mais antiga, Şahin afirmou estar convencido de que a Igreja de São Neófito se encontrava sob a Igreja dos Santos Padres e que teria sido justamente essa igreja anterior a sede do Primeiro Concílio de Niceia. “A Igreja dos Santos Padres… foi construída após 380 sobre o local do Primeiro Concílio e em memória dos bispos que nele participaram”, disse ele à AA. “A partir deste ano, podemos afirmar definitivamente que a Igreja dos Santos Padres está localizada aqui. Estamos muito satisfeitos porque nossa hipótese foi confirmada.” Outras descobertas arqueológicas A Turquia tem sido palco de inúmeras descobertas arqueológicas relacionadas aos primórdios do cristianismo. No verão passado, arqueólogos que trabalhavam na antiga cidade de Olympos, no sul da Turquia, identificaram uma igreja cristã do século V que preservava uma inscrição há muito oculta. Mais tarde naquele mesmo ano, arqueólogos que trabalhavam no sudoeste da Turquia encontraram os vestígios de um hospital romano que, em períodos posteriores, foi transformado em um santuário cristão.