O pastor Carlos Arizmendi, da igreja evangélica Anunciadora de Sião, em La Guaira, na Venezuela, gravou um vídeo dramático logo após os fortes terremotos que atingiram o país na noite desta quarta-feira (24). Visivelmente abalado e chorando diante da destruição provocada pelos tremores, o pastor relatou que conseguiu sair com vida do local ao resgatar uma menina, mas afirmou que outros membros da congregação e pastores permaneciam sob os escombros. “Jesus Rafael Rúa Ortega foi morto. A igreja fica na casa; os pastores permanecem sepultados ali. Eu consegui sair com a menina pequena. Somente os pastores e minha filha ainda estão lá”, relatou. Após contar que a igreja doméstica desabou. Arizmendi declarou: “Eu sei que o meu Redentor vive, e Ele sustenta a nossa vida”. A região de La Guaira, próxima a Caracas, foi uma das mais afetadas. Edifícios residenciais, hotéis e estruturas públicas sofreram danos severos, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes. Orações pela Venezuela Nas redes sociais, igrejas, ministérios e organizações cristãs internacionais têm mobilizado correntes de oração pelas vítimas do terremoto e pelas equipes de resgate que atuam nas regiões atingidas. A World Vision USA publicou: “A Venezuela foi abalada por um forte terremoto de magnitude 7,1. Por favor, mantenham a nação, seu povo e todos os socorristas em suas orações hoje.” A igreja Jesus Worship Center também convocou os cristãos à intercessão: “Hoje nos unimos em oração pela Venezuela. Que Deus traga proteção, paz e força a cada família afetada pelo terremoto.” O cantor cristão dominicano Marcos Yaroide também manifestou solidariedade ao povo venezuelano. Em uma publicação, ele escreveu: “Estendemos nossa oração pela nossa irmã Venezuela. Que Deus estenda sua misericórdia e conceda seu favor a cada um.” Durante os tremores, uma partida de beisebol que acontecia no país também foi interrompida. Vídeos compartilhados pelo perfil Triple Play Venezuela mostram jogadores, comissões técnicas e outras pessoas presentes no estádio se reunindo no campo, ajoelhando-se e orando pela nação. Na publicação, o perfil escreveu: “Oremos todos pela Venezuela. Há pessoas desaparecidas e feridas; tenhamos empatia pelos familiares dos demais. Que Deus os abençoe.” Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, dois fortes terremotos atingiram a região central da Venezuela em um intervalo inferior a um minuto. O primeiro registrou magnitude 7,2 e o segundo, considerado o principal tremor, alcançou magnitude 7,5. Autoridades e especialistas apontam que se trata do evento sísmico mais grave a atingir o país em mais de um século. As autoridades venezuelanas informaram que dezenas de tremores secundários, conhecidos como réplicas, foram registrados após os abalos principais. Esses novos tremores aumentam o risco de desabamentos adicionais e dificultam as operações de resgate. Em pronunciamento, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que a prioridade do governo é localizar sobreviventes entre os escombros. Ela destacou ainda o apoio recebido de governos estrangeiros e de organismos internacionais. Segundo a presidente, os tremores derrubaram dezenas de prédios e mataram pelo menos 164 pessoas, número que as autoridades temem que possa aumentar significativamente. Rodríguez informou que 971 pessoas ficaram feridas e que o total de vítimas deve ser maior à medida que as equipes avançam nas buscas. Aeroportos sofreram danos estruturais, sistemas de transporte foram interrompidos e milhares de pessoas precisaram deixar suas casas. As buscas continuam nas áreas atingidas, enquanto as autoridades alertam que novas réplicas ainda podem ocorrer nos próximos dias. Terremoto no Japão e Califórnia Além da Venezuela, tremores também foram registrados no Japão e no estado da Califórnia, nos EUA. No Japão, o abalo ocorreu durante o horário de pico na manhã de quinta-feira (25). Segundo a AP, o tremor abalou dezenas de cidades no nordeste do país e foi sentido, ainda que levemente, na capital, Tóquio. As primeiras medições apontaram magnitude 6,9, mas a Agência Meteorológica do Japão posteriormente revisou o evento para magnitude 7,2. Oito pessoas ficaram feridas nas prefeituras de Aomori e Iwate. Segundo a mídia local, não houve ferimentos com risco de vida, e os casos noticiados foram principalmente causados por quedas ou impactos por objetos que caíram. Já na Califórnia foi registrado um terremoto de magnitude 5,6. O tremor ocorreu próximo à chamada Junção Tripla de Mendocino, considerada uma das regiões geológicas mais complexas do planeta.
Idosa ora Salmo 91 durante terremoto na Venezuela e escapa ilesa: Não me atingiu
Enquanto orava o Salmo 91 durante o forte terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24), uma idosa testemunhou um livramento de Deus ao escapar de ser atingida por um muro que desabou ao seu lado. Luz Marina Guerrero Costa, moradora do bairro Catia, em Caracas, relatou que estava orando quando os tremores começaram na capital venezuelana. “Sabe o que eu estava fazendo? Orando o Salmo 91: ‘Mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido’. E, bem nessa hora, uma parede desabou. Graças a Deus, não me atingiu”, disse ela em um vídeo no Instagram. Segundo a idosa, inicialmente, ela pensou estar passando mal devido aos seus problemas de saúde. “Senti tontura e achei que fosse algo relacionado aos meus problemas pulmonares, cardíacos e à pressão alta. Então, comecei a orar o Salmo 91”, relembrou Luz. Minutos depois, um muro caiu próximo a ela: “Foi horrível. As paredes desabavam sobre as pessoas que passavam. Tudo veio abaixo. Senti a terra se abrindo”. Apesar de ter escapado sem ferimentos, Luz se emocionou ao relatar que muitas pessoas ficaram presas sob os escombros e precisaram ser resgatadas pelas equipes de emergência. Mobilização de cristãos no local Os terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 que atingiram a Venezuela em menos de um minuto já deixaram 164 mortos e mais de 970 feridos. Considerados os mais devastadores do país em cerca de 100 anos, os tremores provocaram desabamentos em várias regiões. As equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas afetadas em busca de sobreviventes sob os escombros. Em meio à tragédia, igrejas e ministérios têm se mobilizado para auxiliar as vítimas. Pablo Salcedo, diretor da JOCUM em Caracas, relatou que muitos prédios e residências sofreram danos: “Por aqui há muita infraestrutura, prédios e casas rachadas”. Segundo ele, embora a sede do ministério tenha sido fortemente abalada pelos tremores, os missionários permaneceram ilesos e rapidamente saíram às ruas para ajudar a população. “Nós temos tentado acalmá-los, oferecendo palavras de encorajamento em meio a essa ansiedade”, afirmou ele. Serviços não essenciais suspensos Até o momento, o Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas do terremoto. Enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas atingidas, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio da comunidade internacional e afirmou que os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar ao país nas próximas horas. Diante da tragédia, o governo também suspendeu as aulas e interrompeu serviços considerados não essenciais.
Juíza que recusou celebrar casamentos gays vence ação por liberdade religiosa nos EUA
Uma juíza de paz de Waco que se recusou a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo deverá receber US$ 640 mil (cerca de R$ 3,52 milhões) da agência de supervisão judicial do Texas, conforme decisão proferida na semana passada por uma juíza do condado de Travis. Na terça-feira (16), a juíza do condado de Travis, Maya Guerra Gamble, proibiu a Comissão Estadual de Conduta Judicial do Texas de investigar, sancionar ou punir a juíza de paz do condado de McLennan, Dianne Hensley, por se recusar, por motivos religiosos, a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Dianne foi eleita juíza de paz do condado de McLennan em 2014, um ano antes de a Suprema Corte dos EUA decidir, no caso Obergefell v. Hodges, que a 14ª Emenda da Constituição garante o direito ao casamento homossexual. Como juíza de paz, ela pode – mas não é obrigada por lei – a celebrar casamentos. Após a decisão no caso Obergefell, Dianne suspendeu a realização de cerimônias do mesmo sexo e alegando objeções religiosas. Apenas casais heterossexuais Em 2016, porém, Dianne retomou a celebração de casamentos apenas para casais heterossexuais e passou a encaminhar casais do mesmo sexo a outros juízes. Em 2017, Dianne declarou ao Waco Tribune-Herald que não realizava casamentos entre pessoas do mesmo sexo. No ano seguinte, a Comissão de Conduta Judicial abriu uma investigação sobre o caso. Em 2018, Dianne recebeu uma advertência pública – uma das punições mais severas da comissão – por entender que sua conduta comprometia a imparcialidade do cargo. Em resposta, a juíza processou a comissão, alegando que a advertência violava a Lei de Liberdade Religiosa do Texas. Em 2024, a Suprema Corte do Texas autorizou o prosseguimento da ação movida por Dianne contra a Comissão de Conduta Judicial. Meses depois, o órgão retirou as sanções impostas à juíza. Vitória para a liberdade religiosa O caso – junto com a ação de um juiz do norte do Texas que temia ser punido por se manifestar contra o casamento gay – levou a Suprema Corte estadual a alterar discretamente suas regras de conduta, deixando explícito que juízes podem se recusar a realizar estas cerimônias por motivos religiosos. Hiram Sasser, conselheiro-geral do First Liberty Institute, organização jurídica conservadora que representou Dianne, afirmou que a decisão representa uma vitória para a liberdade religiosa. Segundo ele, a juíza apenas exerceu suas convicções religiosas ao deixar de celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, encaminhando esses casais a outros juízes dispostos a realizar as cerimônias. “Ela estava modelando a forma como a liberdade religiosa funciona neste país, que é que não vamos fazer com que as pessoas façam coisas que violem suas crenças religiosas”, disse Sasser à Chron por telefone. “Devemos recompensar as pessoas que ainda estão exercendo suas crenças religiosas e optando por sair das coisas, mas fazendo isso de uma maneira em que eles estão sendo um bom vizinho”, acrescentou. Pendências Embora tenha encerrado a disputa com a comissão estadual, Dianne mantém uma ação federal para tentar derrubar a decisão Obergefell v. Hodges, com representação do advogado conservador Jonathan Mitchell. O caso ainda está em andamento, e não há garantia de que chegue à Suprema Corte dos EUA, que tem demonstrado pouco interesse em rever o precedente, como mostrou ao rejeitar, no ano passado, o recurso de Kim Davis. Sasser afirmou que a vitória de Dianne não ameaça o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ele, ao julgar o caso Obergefell, os nove ministros da Suprema Corte reconheceram, em diferentes graus, que a Primeira Emenda protege o direito de se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Eles disseram que se você tem uma objeção religiosa, que vamos honrar isso e você vai ser atendido”, disse Sasser. “Eu assumo que todos que estavam aplaudindo a decisão também estavam aplaudindo as proteções da liberdade religiosa contidas em todas as opiniões.”
Pregador de rua fica ensanguentado após ser agredido em parque de Londres
Mais um pregador de rua foi agredido enquanto evangelizava em um parque em Londres, na Inglaterra, no último domingo (21). Segundo o jornal Hungarian Conservation, o evangelista Timothy estava pregando no Speakers’ Corner, um local de debates públicos no Hyde Park, quando um homem se aproximou e o agrediu com socos. O cinegrafista do canal do YouTube “Revelation 22:13”, que grava as pregações, também foi agredido no ataque. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram Timothy no chão com o rosto ensanguentado sendo socorrido por serviços de emergência e pela Polícia Metropolitana. Uma multidão se reuniu no local para assistir a situação e os policiais precisaram isolar o local. A polícia levou detido um suspeito. A Polícia Metropolitana de Londres ainda não divulgou a identidade do agressor e detalhes do caso. Timothy é um pregador de rua e apologista conhecido por participar de vários debates públicos no Speakers’ Corner, principalmente contra o Islã. Debates públicos acontecem no local desde o século XIX. Todo fim de semana, pregadores cristãos, palestrantes muçulmanos, ateus e ativistas políticos se reúnem no parque para participar de discussões. Pregadores de rua perseguidos O incidente é o mais recente caso de violência contra pregadores de rua na Inglaterra. Em maio deste ano, o evangelista John Thomas foi agredido no rosto por uma mulher e teve sua caixa de som danificada enquanto anunciava Jesus nas ruas de Londres. Em 2021, a pregadora Hatun Tash, uma ex-muçulmana conhecida por criticar o Islã, foi esfaqueada por um homem de túnica islâmica em frente à polícia, enquanto falava no Speakers’ Corner. O agressor nunca foi pego e nem levado à Justiça. A pregação cristã ao ar livre tem uma tradição secular no Reino Unido e é considerada um símbolo fundamental da liberdade de expressão no país. Porém, na Inglaterra, diversos evangelistas de rua já foram hostilizados, agredidos e presos nos últimos anos.
Grupos cristãos do Quênia celebram decisão que rejeita aborto como direito constitucional
Em 24 de abril, o Tribunal de Apelações do Quênia proferiu uma decisão considerada histórica que reformula a jurisprudência do país sobre o aborto, afirmando que o procedimento não é um direito fundamental garantido pela Constituição. O colegiado de três juízes acolheu recursos apresentados contra uma decisão do Tribunal Superior proferida em março de 2022. O caso teve origem no processo PAK e outra vs. Procurador-Geral e outros, no qual o Tribunal Superior havia entendido que o acesso ao aborto estava protegido por direitos constitucionais relacionados à saúde, à dignidade e à proteção contra tratamentos cruéis. A decisão surgiu após o caso de uma adolescente que sofreu complicações na gravidez e recebeu atendimento médico após um aborto espontâneo, levando à prisão da jovem e do profissional de saúde que a atendeu. A sentença de 2022 havia ampliado a interpretação dos direitos reprodutivos e determinado que o Estado desenvolvesse políticas mais claras sobre o tema. Organizações cristãs e proteção à vida Organizações como o Fórum de Profissionais Cristãos do Quênia, o gabinete do procurador-geral e outras entidades recorreram da decisão, argumentando que o Tribunal Superior havia interpretado incorretamente o artigo 26 da Constituição. Segundo os recorrentes, a Constituição queniana protege a vida desde a concepção e permite o aborto apenas em circunstâncias excepcionais, como quando a vida ou a saúde da mãe estão em risco ou quando há necessidade de tratamento de emergência. Aborto continua sendo crime Na nova decisão, o Tribunal de Apelações concluiu que: “O aborto não é um direito fundamental garantido pela Constituição. Pelo contrário, a Constituição o proíbe expressamente, embora preveja exceções limitadas em determinadas circunstâncias.” A corte também reafirmou que a legislação penal do Quênia continua criminalizando o aborto, prevendo penas que podem chegar a 14 anos de prisão em alguns casos. Organizações de defesa dos direitos reprodutivos criticaram a decisão, classificando-a como um retrocesso. O Centro de Direitos Reprodutivos anunciou que pretende recorrer à Suprema Corte do Quênia. Já grupos cristãos e conservadores comemoraram o resultado, afirmando que a decisão restabelece o equilíbrio constitucional e a proteção ao direito à vida.
Fiz uma oração, diz mulher que sobreviveu após ser engolida por onda na Califórnia
Uma mulher sobreviveu após um grave incidente no mar: ela foi arrastada por uma onda intensa na costa da Califórnia, nos EUA. O caso aconteceu na última terça‑feira, nas imediações do píer de Pacifica, cidade costeira localizada dentro do condado de San Mateo, na área da baía. Bae Cadotte, de 47 anos, teve ferimentos leves, o que ela chamou de “choque do oceano”. Pescadora, ela ficou vários minutos à deriva até ser avistada e retirada da água por pescadores que estavam no píer. Todo o incidente foi captado por uma câmera que monitora a área. Em entrevista à ABC News, Cadotte relatou que, no instante em que a correnteza a atingiu, teve a sensação de estar sendo “engolida” pelo mar. Apesar do caos, ela disse que tentou não entrar em pânico. “Ela simplesmente me engoliu”, disse. “Naquele momento, eu soube que a onda tinha vindo e que eu estava sendo levada. Ela ia me pegar. Não havia nenhuma chance de eu sair daquela situação.” As imagens registram o momento em que a pescadora é derrubada pela força da água e arrastada a cerca de nove metros da costa. descreveu a sensação como estar dentro de uma máquina de lavar, sendo chacoalhada de um lado para o outro pelas ondas. Oração Cadotte contou que optou por não enfrentar a força da água enquanto era levada pela correnteza. “Então, eu simplesmente me deixei levar”, contou Cadotte. “Não tentei lutar contra a onda, porque não adianta tentar enfrentar uma onda traiçoeira”, afirmou. Durante o episódio, ela contou ter feito uma oração ao acreditar que poderia não sobreviver. “Fechei os olhos e fiz uma oração: ‘Deus, se esta é a Tua vontade, eu entendo, mas, por favor, não me deixe partir e deixar meu filho’”, disse ela. Após vários minutos no mar, Cadotte conseguiu voltar à superfície. Pescadores que estavam nas proximidades correram para ajudá-la, lançando uma corda e puxando-a de volta para a costa. Resgate “Obrigada por arriscarem suas vidas para salvar a minha”, disse ela aos homens que a socorreram. Equipes de resgate chegaram pouco depois e encaminharam Cadotte ao Hospital Geral Zuckerberg de São Francisco, onde ela recebeu tratamento para hipotermia. Atualmente, ela se recupera em sua residência. O caso ocorreu em uma semana marcada por condições perigosas no litoral da Califórnia. Um alerta de risco costeiro permanece em vigor em grande parte da região da Baía de São Francisco, devido às fortes ondulações e ao perigo das chamadas “ondas traiçoeiras” (sneaker waves, em inglês).
Homem é condenado por injúria religiosa contra a mãe evangélica em SP
Um homem foi condenado por injúria religiosa contra a mãe evangélica e ameaças ao pai, em São Paulo. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação que havia sido feita pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Guará, no interior paulista. O Tribunal estabeleceu a pena de um ano de reclusão e um mês de detenção, em regime inicial aberto, e determinou o pagamento de indenização de mil reais à mãe. Os juízes condenaram o homem pelos crimes de injúria e ameaça. Segundo a documentação do caso, o homem foi até o local do trabalho da mãe para pedir dinheiro aos clientes do estabelecimento. Quando ela o repreendeu, o filho começou a xingá-la com expressões ofensivas, incluindo “crente safada”. Em seguida, ele ameaçou a agredir o pai. O relator do caso entendeu que os insultos à vítima continham referências depreciativas à religião cristã evangélica, enquadrando o episódio como crime de injúria qualificada – quando a ofensa à dignidade de outra pessoa é praticada com elementos relacionados à raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou com deficiência, segundo artigo 140 do Código Penal Brasileiro.
Nome de Moisés aparece em inscrições do Egito antigo, afirma pesquisador
Após um ciclo de oito anos de investigação, o pesquisador independente Michael S. Bar‑Ron divulgou recentemente seus achados sobre as inscrições de Serabit el‑Khadim, mina de turquesa localizada na Península do Sinai, no Egito. A pesquisa oferece uma reinterpretação de inscrições feitas há quase 4 mil anos na mina e traz Moisés, um dos personagens mais influentes da Bíblia, para o foco de um debate que entrelaça arqueologia, fé e história antiga. Serabit el‑Khadim está longe de ser um ponto comum no mapa. Por séculos, os egípcios extraíram dali turquesa e cobre, e foi nesse cenário que Sir William Flinders Petrie, pioneiro da arqueologia britânica, encontrou no início do século 20 mais de 30 inscrições talhadas nas paredes de rocha. Gravadas em proto‑sinaítico, um dos sistemas de escrita mais antigos já reconhecidos, as inscrições são apontadas por muitos pesquisadores como a raiz do alfabeto que ainda utilizamos. Produzidas por trabalhadores semitas que viviam sob domínio egípcio no reinado de Amenemhat III, por volta de 1800 a.C., parte das inscrições segue envolta em disputas interpretativas – um campo onde as controvérsias nunca cessaram. As inscrições e Moisés Para sustentar sua reinterpretação, Bar‑Ron analisou fotos de alta definição e modelos 3D das inscrições, cedidos pelo Museu Semítico de Harvard. Em sua leitura, aparecem as frases hebraicas “zot mi’Moshe” (“isto é de Moisés”) e “ne’um Moshe” (“uma declaração de Moisés”). Caso a interpretação se confirme, seria das mais antigas referências extrabíblicas ao nome Moisés, e Bar‑Ron vai além ao sugerir que algumas delas poderiam ter sido escritas pelo próprio profeta. A região ainda contém inscrições que mencionam “El”, um dos nomes divinos presentes na Bíblia Hebraica. Êxodo Bar‑Ron admite que seu estudo ainda não passou pela revisão de pares, etapa básica de validação no meio acadêmico, e a resposta dos especialistas, até aqui, tem sido tudo menos unânime. O egiptólogo Thomas Schneider, da Universidade da Colúmbia Britânica, foi categórico ao Daily Mail: as conclusões são “completamente não comprovadas e enganosas”. Ele afirma que identificar letras de modo arbitrário em inscrições proto‑sinaíticas pode levar a interpretações distorcidas da história do Egito antigo. Há ainda o problema da cronologia. As inscrições são de cerca de 1800 a.C., enquanto o Êxodo, segundo tradições bíblicas e estudos acadêmicos, costuma ser situado entre 1450 a.C. e 1250 a.C. – um intervalo de até 600 anos. A discrepância não anula a descoberta, mas complica a tentativa de vincular o achado diretamente ao Moisés do relato bíblico. E há também a questão do nome. A professora Liane Feldman, de Princeton, observou ao National Geographic que “Moisés” é um nome egípcio, algo que o tornaria longe de excepcional naquele cenário histórico. Joshua Huddlestun destacou à National Geographic que “Moisés” aparece em papéis legais do Egito antigo, até mesmo em trâmites burocráticos do dia a dia. Em outras palavras: o nome era comum o bastante para haver vários “Moisés” circulando por lá. Respostas A discussão sobre evidências da existência de Moisés não é nova: a arqueologia bíblica acumula décadas de debate. Até hoje, nenhum documento egípcio identifica explicitamente o Moisés bíblico, nem há registros históricos que mencionem uma saída em massa de escravos hebreus do Egito. Um silêncio que, para um acontecimento dessa escala, seria pouco comum nos registros de um dos impérios mais minuciosamente documentados da Antiguidade. Por outro lado, a arqueologia confirma que havia hebreus no Egito na época atribuída ao Êxodo. Escavações no Delta do Nilo trouxeram à luz comunidades semíticas com marcas culturais bem definidas. O que dá fôlego à ideia de um possível núcleo histórico por trás do relato bíblico, embora vários detalhes continuem sem respaldo documental. Independentemente de fazerem referência ao Moisés da Bíblia, as inscrições de Serabit el‑Khadim têm peso histórico próprio. Elas confirmam a atuação de trabalhadores semitas no Egito, portadores de tradições religiosas específicas e de um sistema de escrita avançado, justamente na área e na época em que o Êxodo localiza parte de sua trama. Ciência e fé Imaginar o nome de Moisés talhado em pedra, a centenas de quilômetros do Nilo, no meio do deserto do Sinai, é talvez uma das cenas mais fortes que a arqueologia bíblica conseguiu projetar nos últimos anos. Para os especialistas, a cautela é inerente ao processo científico. O objetivo não é confrontar a fé, mas lembrar que evidências precisam ser testadas, revisadas e amadurecidas antes que qualquer afirmação possa ser sustentada com segurança. Por ora, o que essa inscrição no Sinai entrega é algo precioso: uma fresta aberta para um capítulo ainda obscuro da história, onde as perguntas permanecem pulsando – nas salas de aula e nos espaços de fé.
Cardiologista destaca benefícios da oração contra o estresse: Nutre a saúde mental
O cardiologista Roque Savioli usou as redes sociais para destacar os benefícios da oração para a saúde física e emocional. Em um vídeo publicado recentemente, ele afirmou que a prática pode contribuir para a redução do estresse e favorecer o equilíbrio mental, mas sem substituir os tratamentos médicos convencionais. “A prática da oração desacelera a respiração, reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial”, escreveu o médico na legenda da publicação. “Além dos benefícios físicos, a oração nutre a saúde mental e proporciona paz e bem-estar geral.” Ao comentar os efeitos da espiritualidade sobre o organismo, Savioli afirmou que pesquisas na área da neurociência têm observado mudanças na atividade cerebral durante momentos de oração. “Ciência já provou: orar muda o cérebro de quem tem ansiedade e não é fé cega, não. É ressonância magnética.” Reduções de hormônios estressantes Segundo ele, a prática está associada à redução dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, além de estimular regiões do cérebro envolvidas na regulação emocional. Pesquisadores escanearam o cérebro de pessoas orando e viram exatamente as mesmas áreas que remédios de ansiedade ativam”, disse ele, explicando que a prática ainda tem o benefício de não produzir efeito colateral nenhum. O médico trouxe alguns pontos da atuação da oração no cérebro quando você ora: “Primeiro que cai o cortisol, que é o hormônio do estresse, que despenca em poucos minutos. A pressão abaixa e o coração desacelera. Segundo, ativa o córtex pré-frontal, que é a área que controla o medo, e aí o pensamento racional acende, igual à meditação profunda. Libera dopamina e serotonina, os mesmos neurotransmissores que antidepressivos aumentam, só que de uma forma gratuita, não é verdade? Reduz a amígdala, que é a área do pânico, do pensamento ruim, aumenta as conexões sociais”, afirmou, explicando que quem ora em comunidade vive em média quatro anos a mais, segundo a Universidade de Harvard. O médico também ressaltou que a oração não deve ser vista apenas como uma expressão religiosa, mas como um momento de pausa e autocuidado em meio à rotina intensa. “Orar não é apenas uma prática religiosa, mas um ato de cuidado consigo mesmo. É um convite para desacelerar, respirar e encontrar um refúgio de paz em meio à correria”, destacou. Recurso complementar Savioli fez questão de enfatizar que a espiritualidade não substitui os cuidados médicos. Segundo ele, a oração pode atuar como um recurso complementar, especialmente para pessoas que enfrentam ansiedade e altos níveis de estresse. “Eu não estou dizendo para você trocar o remédio pela oração. Estou dizendo que as duas coisas funcionam juntas. E a medicina séria já reconhece isso”, afirmou no vídeo. “20 minutos de oração por dia tem o efeito equivalente a uma dose baixa de ansiolítico. Sem dependência, sem tontura, sem sonolência”, disse. E continuou: “O Criador desenhou o cérebro para responder a ele. Se você vive com ansiedade, comece hoje, 5 minutos de manhã.” Ao final da legenda, o cardiologista incentivou seus seguidores a refletirem sobre seus próprios hábitos espirituais: “Você já tem o hábito de orar?”.
Entrega de bebês para adoção cresce 900% no Mato Grosso: Proteção da vida
A entrega voluntária de bebês para a adoção cresceu 900% no Mato Grosso, após uma divulgação maior sobre o direito legal da entrega voluntária. Conforme dados do Poder Judiciário, o número de bebês entregues passou de 3, registrado em 2021, para 32 neste ano. De acordo com a juíza Anna Paula Sansão, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o crescimento é resultado da divulgação mais intensa sobre a opção da entrega para a adoção. “A entrega voluntária para adoção é um direito previsto em lei. Ela se trata de uma decisão tomada pela gestante que, por diferentes razões, entende que não possui condições de exercer a maternidade e procura a Justiça para que a criança seja encaminhada de forma segura e legal para uma família habilitada”, explicou a juíza, ao G1. A entrega voluntária é uma alternativa para mães que não desejam ou não têm condições de cuidar do bebê recém-nascido. O procedimento, previsto em lei, é sigiloso e acompanhado pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário. O objetivo é garantir que a criança seja acolhida em uma família adotiva. “Quando a informação chega à população, mais mulheres conseguem buscar ajuda antes que situações de abandono, entrega irregular ou outros riscos aconteçam”, afirmou a juíza Anna Paula. Os principais fatores que levam mulheres a decidirem entregar o bebê para adoção são: falta de rede de apoio, dificuldades financeiras e conflitos familiares. Como funciona a entrega para adoção A entrega voluntária pode ser solicitada pela mãe durante a gestação ou após o nascimento do bebê. A gestante deve procurar a Vara da Infância e Juventude ou pode ser encaminhada por hospitais, unidades de saúde, CRAS, CREAS, Defensoria Pública ou assistência social. Ela recebe acompanhamento jurídico e psicológico. Em seguida, a mãe passa por uma audiência com um juiz, que confirma a decisão. Se não houver desistência por parte da mãe em até 10 dias, a criança é cadastrada no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e encaminhada para uma família habilitada pela Justiça. A entrega do bebê direto para outras pessoas, sem a participação da Justiça, é considerada irregular. O procedimento deve ser feito exclusivamente através da Vara da Infância e Juventude para ser considerado legal. Defesa da vida Diogo Leite Sampaio, Conselheiro Federal Titular pelo estado do Mato Grosso do Conselho Federal de Medicina, celebrou o crescimento de entregas para a adoção e afirmou que a prática é uma alternativa ao aborto. “Isso representa esperança, acolhimento e, acima de tudo, defesa da vida”, declarou ele, em vídeo no Instagram. “Muitas mulheres sofrem e enfrentam situações extremamente difíceis durante a sua gestação. É falta de apoio, é insegurança, é violência sexual e, muitas vezes, elas não acreditam que existe uma saída. Mas existe solidariedade na proteção da vida e dão todo o apoio necessário nessa situação que elas estão passando”. E enfatizou: “Cada criança é uma vida humana que merece crescer. Nenhum bebê tem culpa das circunstâncias que ele foi concebido. Defender a vida é proteger quem não pode se defender”.