Um Projeto de Lei (PL) que permite o uso de histórias bíblicas como recurso em escolas foi aprovado em Ponta Grossa, no Paraná, na segunda-feira (3). A PL 458/2025 incluiu a Bíblia como um material de apoio na rede municipal, com o objetivo de disseminar seu conteúdo cultural, histórico, geográfico e arqueológico. Após discussão dos vereadores, o projeto foi aprovado em primeiro turno com 11 votos a 4 contrários, e 1 abstenção. O texto, de autoria do vereador Pastor Ezequiel (Pode), prevê o uso das histórias bíblicas em projetos escolares nas áreas de História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia, e em outras atividades pedagógicas complementares. O projeto estabelece que os alunos não serão obrigados a participar das atividades que envolvam a Bíblia, garantindo a liberdade religiosa conforme a Constituição Federal. “Independentemente de crença religiosa, trata-se de um documento milenar que contribui para a compreensão de civilizações antigas, seus costumes, sua organização social e seus contextos geográficos e arqueológicos”, afirmou o vereador Ezequiel. E ressaltou: “A proposta não impõe qualquer prática religiosa, garantindo a liberdade de consciência prevista na Constituição. O objetivo é ampliar o acesso dos alunos a uma obra de significativo impacto cultural, favorecendo o desenvolvimento crítico e interdisciplinar”. Leis aprovadas Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil. Um julho, uma lei que permite o uso da Bíblia como material de apoio em escolas de Porto Velho, em Rondônia, entrou em vigor. A Lei nº 3.460 foi sancionada pelo prefeito da capital, Léo Moraes (Podemos) e publicada no Diário Oficial. Em março deste ano, a Câmara Municipal de Linhares, no Espírito Santo, aprovou o uso da Bíblia como material de apoio em escolas da cidade. Em dezembro de 2025, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite bibliotecas de escolas e faculdades públicas terem um exemplar da Bíblia. Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto terá que ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. No mesmo mês, a Câmara Municipal de Pouso Alegre se tornou a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia em escolas. A Câmara Municipal de Divinópolis e a Câmara Municipal de Belo Horizonte também aprovaram o uso da Bíblia como material paradidático em escolas, em 2025. Lei suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais Entretanto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a lei de Belo Horizonte, afirmando que o PL era inconstitucional, porque as decisões sobre a educação são responsabilidade da União. Em novembro do ano passado, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o PL que prevê o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas da capital de Santa Catarina. Em setembro, a Câmara de Salvador aprovou um projeto de lei para o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas da capital baiana. Em Conquista da Vitória (BA), uma lei que autoriza o uso da Bíblia como material complementar em escolas municipais foi promulgada em agosto de 2025. No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado. No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade. Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas. Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado em 2024, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas. Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.
Ebola mata pastores na RD Congo, mas igrejas permanecem firmes na linha de frente
As igrejas da República Democrática do Congo enfrentam mais um golpe em meio às múltiplas crises que assolam o país. Entre os casos recentes está o do médico missionário Peter Stafford, infectado pelo ebola enquanto atendia pacientes em um hospital. O avanço de um novo surto de ebola intensifica a pressão sobre as comunidades cristãs, que continuam oferecendo apoio espiritual e ajuda humanitária à população, apesar do alto risco de contaminação e da instabilidade causada pelos conflitos armados. Segundo um colaborador local ouvido pela organização iCommitToPray, as igrejas têm se tornado pontos essenciais de apoio às comunidades afetadas. “Ore por aqueles que ministram nas igrejas locais enquanto servem como respondentes na linha de frente”, pediu o líder. Vários pastores locais morreram em decorrência da doença, o que tem dificultado o cuidado de órfãos e de outras pessoas vulneráveis atendidas por algumas igrejas. O missionário acrescentou que um ministério da região mobilizou e treinou mais de 150 congregações para oferecer atendimento adequado em casos de ebola. Ele alertou que muitos moradores demoram a buscar atendimento médico ou mantêm rituais tradicionais de sepultamento, práticas que acabam facilitando a disseminação do vírus. Além do trabalho pastoral, muitas congregações oferecem acolhimento, orientação e apoio às famílias afetadas pela doença, suprindo lacunas deixadas pelo sistema de saúde em diversas regiões do país. Igreja cresce apesar das dificuldades A República Democrática do Congo é um dos países com maior população cristã da África. Estima-se que cerca de 95% dos habitantes professem o cristianismo, com forte presença de igrejas católicas, protestantes, pentecostais e comunidades evangélicas independentes. Segundo a Portas Abertas, em muitas localidades, as igrejas desempenham papel fundamental na educação, na assistência social e no atendimento médico, especialmente em áreas onde o Estado possui pouca presença. Igreja em Bunia, no oeste da RD Congo. (Foto: VOM) Apesar dessa expressiva presença cristã, a realidade é bastante diferente nas províncias orientais, como Ituri e Kivu do Norte. Nessas regiões, grupos extremistas, especialmente as Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao Estado Islâmico, promovem ataques contra vilarejos, igrejas e líderes cristãos, provocando mortes, sequestros e deslocamentos forçados de milhares de pessoas. Perseguição religiosa A RD Congo ocupa a 29ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Portas Abertas. Embora o país seja majoritariamente cristão, a perseguição se concentra no leste congolês, onde milícias islâmicas e grupos armados transformaram comunidades cristãs em alvos frequentes de violência. Nos últimos meses, líderes locais relataram uma escalada dos ataques durante a Semana Santa, com dezenas de cristãos mortos, centenas de pessoas sequestradas e mais de 30 mil deslocados. Igrejas passaram a funcionar também como abrigos para famílias que fugiram da violência, enquanto pastores pedem oração para que os fiéis permaneçam firmes na fé em meio ao sofrimento. Crises simultâneas Além da violência extremista, a RDC enfrenta uma das maiores crises humanitárias do continente africano. Conflitos armados, deslocamentos internos, insegurança alimentar e surtos recorrentes de doenças infecciosas desafiam continuamente as comunidades locais. Nesse cenário, o novo surto de ebola amplia a pressão sobre as igrejas, que já atuam no acolhimento de deslocados e no cuidado de vítimas da violência. Organizações cristãs internacionais têm convocado a Igreja global a interceder pela proteção dos voluntários, profissionais de saúde e líderes locais que permanecem servindo em áreas de alto risco, levando assistência prática e esperança por meio do Evangelho.
Missionária encontrada morta em mala na Grécia é homenageada por igreja
Um pastor prestou homenagem à missionária escocesa encontrada morta dentro de uma mala na Grécia. Peter Anderson afirmou que Lisa Ross foi uma integrante “muito querida” da igreja City on a Hill, em Edimburgo, capital da Escócia, onde participou por duas décadas. Lisa, de 38 anos, foi encontrada em um prédio abandonado no bairro de Kypseli, em Atenas, no dia 18 de julho – vários dias após ter sido registrada como desaparecida. A polícia grega informou que um homem de 26 anos, supostamente natural do Afeganistão, confessou ter transportado o corpo da missionária e foi detido em ligação com o caso. Elizabeth‑Jane Ross, conhecida como Lisa, atuava como voluntária em um grupo de apoio a refugiados sediado em Atenas. ‘Dedicada às pessoas’ Ela foi descrita pelo pastor da igreja como alguém que tinha uma “grande paixão” pelo trabalho missionário e que “se dedicava profundamente às pessoas ao redor do mundo”. City on a Hill é uma igreja cristã independente com sede em Edimburgo e na região de Lothians. Em um vídeo publicado na página da igreja no Facebook, Anderson afirmou que “foi uma semana muito difícil para a comunidade cristã”. Ele acrescentou que “a vida de Lisa era inteiramente dedicada à missão. Ela percorreu muitos lugares e serviu inúmeras pessoas”. “Ela era uma menina muito querida e é uma perda trágica.” Suspeito detido A polícia informou que Lisa chegou à Grécia em 26 de junho e permaneceu na região de Kertasini, em Pireu, até 10 de julho. Ela contou aos amigos gregos com quem estava hospedada que, no dia 15 de julho, iria a Kypseli para se encontrar com “amigos americanos”. A polícia informou que o suspeito detido levou o corpo de Lisa até o prédio abandonado dentro de uma mala e, depois, utilizou os cartões bancários dela para realizar saques. Durante as buscas na residência do suspeito, os policiais afirmaram ter encontrado e apreendido uma réplica de pistola e uma faca. A polícia informou que um laudo toxicológico está sendo analisado com urgência para determinar a causa da morte. As autoridades disseram ainda que estão tentando localizar os “amigos americanos” mencionados por Lisa.
Pastora que teve casa incendiada mostra Bíblias dos filhos intactas: Sinal de Deus
Uma pastora testemunhou como Bíblias ficaram intactas de forma milagrosa, após um incêndio atingir sua casa, em São Paulo. Priscila Ferreira, que junto com o esposo lidera a Aviva World Church em São José do Rio Preto (SP), compartilhou o testemunho em vídeo no Instagram no último sábado (1). Um incêndio, provocado pela explosão de um aquecedor, destruiu o quarto de seus filhos. Priscila afirmou que o Senhor deu livramento às crianças. “Naquele dia, pela graça de Deus, meus filhos haviam descido para jantar exatamente na hora da explosão”, destacou ela. Dentro do quarto totalmente carbonizado, a pastora mostrou as quatro Bíblias das crianças. Os exemplares sobreviveram intactos às chamas. “Eu quero mostrar para vocês o cuidado de Deus. Aqui é o lugar onde eu orava com eles. Neste cantinho aqui, Deus deixou um sinal. Porque tudo ao redor pegou fogo, inclusive o ar-condicionado. Mas neste cantinho, onde tinha as quatro Bíblias das crianças, não pegou. O papel está intacto”, disse Priscila. Além disso, o tapete onde ela orava com os filhos também ficou intacto. Livramento em meio às dificuldades Segundo Priscila, o incêndio ocorreu há um ano. “Este vídeo ficou guardado por mais de um ano. Mas hoje senti que era o tempo de compartilhá-lo”, explicou. “Deus nem sempre nos livra de passar por situações difíceis. Muitas vezes, é no meio das circunstâncias mais dolorosas e até desastrosas que contemplamos o seu livramento”. E refletiu: “Este vídeo é para lembrar você de uma verdade: Deus não livrou Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de entrarem na fornalha. Porém, foi no meio da fornalha que o quarto Homem apareceu. A presença de Deus não significa ausência de fogo. Significa que, mesmo no fogo, você nunca estará sozinho”.
Anistia Internacional pede desculpas por rotular organizações cristãs de antidireitos
A Anistia Internacional no Reino Unido pediu desculpas por ter divulgado um relatório que rotulava diversas organizações cristãs, pró‑vida e críticas às políticas de gênero como “anti‑direitos”. A entidade de direitos humanos reconheceu que o relatório, intitulado “Uma ameaça crescente: o movimento anti‑direitos no Reino Unido”, “nunca deveria ter sido publicado” e que ficou “muito aquém” de seus próprios padrões de pesquisa, fundamentação e revisão editorial. “A responsabilidade total por esse erro recai sobre a Anistia Internacional do Reino Unido”, afirmou a organização. O documento mencionava 117 organizações, que ele descrevia como parte de um suposto “movimento anti‑direitos” que supostamente trabalhava para reverter proteções legais para mulheres e pessoas LGBT no Reino Unido. Entre as entidades citadas estavam a Aliança Evangélica, a Christian Concern, a Associação Médica Cristã, o Instituto Cristão, a Sociedade para a Proteção de Crianças Não Nascidas e a Associação Evangelística Billy Graham no Reino Unido. Também foram citados centros de apoio a gestantes em situação de crise e grupos críticos das políticas de gênero que defendem a manutenção de espaços exclusivos para um único sexo. Sem muçulmanos A lista incluía ainda o Beira’s Place, organização de apoio a mulheres vítimas de violência sexual fundada por J.K. Rowling, renomada autora da série Harry Potter. Chamou atenção o fato de nenhuma organização muçulmana ter sido incluída no levantamento. O relatório também recomendava que a Comissão de Caridade revisasse o status de entidade beneficente das organizações listadas e defendia que o NHS deixasse de encaminhar mulheres para centros de apoio à gravidez em situação de crise. O texto foi removido do site da Anistia Internacional em menos de 48 horas, após forte reação das organizações mencionadas e de ativistas pelos direitos das mulheres, entre eles, J.K. Rowling. Sem procedimentos internos A Anistia Internacional inicialmente declarou seu “pesar”, afirmando que o relatório havia sido divulgado sem passar pelos procedimentos internos habituais de verificação. A Anistia Internacional informou que uma investigação interna sobre a publicação do relatório está em andamento e acrescentou que também irá contratar uma revisão externa independente para avaliar o caso. Em seu pedido formal de desculpas, a Anistia Internacional admitiu que o documento não deveria ter sido publicado e confirmou que não voltará a disponibilizá‑lo. “Embora não compartilhemos das opiniões de todas essas organizações, reconhecemos as preocupações levantadas por aquelas rotuladas como ‘antidireitos’ no documento”, afirmou. “Para que fique claro: essa rotulagem não representa nossa posição institucional e pedimos desculpas por sua inclusão.” A Anistia Internacional também divulgou um pedido de desculpas direcionado ao Beira’s Place e a outras organizações críticas de gênero, reconhecendo que elas “não deveriam ter sido rotuladas coletivamente como contrárias aos direitos”. A organização também retirou de circulação um relatório anterior, intitulado “Como uma bola de neve”, que tratava uma ampla variedade de grupos de forma semelhante e classificava posições críticas de gênero como transfóbicas. Pedido de desculpas O pedido de desculpas foi feito após 11 instituições de caridade cristãs mencionadas na lista cobrarem da Comissão de Caridade uma posição em defesa de seu direito de participar do debate público. Eles afirmaram à Comissão de Caridade que a Anistia Internacional fez uma “generalização preguiçosa” ao agrupar organizações muito distintas e rejeitaram o rótulo de “anti‑direitos”, dizendo que muitas delas existem justamente para proteger liberdades fundamentais com raízes no pensamento cristão e consagradas em marcos internacionais de direitos humanos. Quando o relatório veio a público, Ciarán Kelly, diretor do Instituto Cristão, declarou: “A Anistia Internacional se distanciou muito de suas origens, quando defendia prisioneiros de consciência. Agora, adota uma abordagem inconsistente em relação aos direitos humanos.” “Tragicamente, isso não inclui o direito à vida dos bebês no útero, os direitos das mulheres exploradas pela prostituição ou os direitos à liberdade de consciência e de expressão.” Peter Lynas, diretor da Aliança Evangélica no Reino Unido, afirmou estar “triste ao ver a Anistia Internacional abandonar os direitos em favor das ideologias mais recentes”. O diretor executivo da Premier, Kevin Bennett, disse: “A Anistia Internacional tem perguntas importantes a responder sobre como este relatório foi criado e publicado, e o que ele revela sobre sua verdadeira posição em relação a esses assuntos.” “A Anistia Internacional foi fundada com a missão de proteger a liberdade de consciência e crença. É lamentavelmente irônico que, em reportagens como esta, ela consiga exatamente o oposto, fazendo acusações contra organizações e indivíduos que buscam contribuir de forma ponderada para o debate nacional sobre questões complexas e controversas.”
Estátua do diabo de 11 metros é erguida no CE e cristãos reagem: A Luz vencerá as trevas
Uma estátua do diabo de 11 metros de altura foi erguida na cidade de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. A obra foi construída no distrito de Taíba, uma região pacata de sítios, pelo líder conhecido como “Mãe Rainha das Trevas”, que lidera um grupo de quimbanda. O monumento satânico está dentro de seu terreno privado. A construção custou cerca de 100 mil reais e foi projetada por um engenheiro, de acordo com a “Mãe”. “A verba foi toda tirada do meu próprio bolso. Eu fiz ela toda com dinheiro próprio, num local próprio, que é meu, porque aqui as terras são minhas, o terreno é meu”, afirmou o chefe do Palácio Estrela Negra da Quimbanda, em entrevista ao G1. Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante informou que a estátua construída em Taíba cumpriu a legislação ambiental e urbanística, e seguiu as normas estabelecidas pela legislação. “Mãe Rainha das Trevas” declarou que o monumento do diabo é o maior já feito no mundo. Porém, não existe nenhum registro oficial que comprove essa informação. A obra satânica foi inaugurada no dia 25 de julho, em uma cerimônia que comemorou os 24 anos do grupo de quimbanda. Mundo espiritual A vereadora cristã de Fortaleza, Priscila Costa (PL), e seu marido, o pastor Frota Neto, criticaram a construção da estátua e alertaram sobre o seu significado no mundo espiritual. “A estátua foi construída por um cidadão que se autodenomina Mãe Rainha das Trevas e escolheu o nosso estado do Ceará, onde a população é majoritariamente cristã. Agora, o Ceará entra como uma espécie de altar sagrado para o mundo daqueles que seguem ao diabo”, afirmou Priscila, em vídeo compartilhado no Instagram. “Quando a gente fala sobre a razão desses monumentos serem erguidos em cidades, é sempre com o intuito de marcar a memória coletiva daquela sociedade. A iniciativa desse homem que construiu essa estátua quer entrar na memória coletiva do povo cearense, influenciando até mesmo a identidade cultural. Ou seja, ninguém ergue um monumento como esse por acaso. Tudo é pensado, tudo é intencional”. E o pastor Frota completou: “Sabe o que mais me chamou a atenção? É que um cidadão investiu tempo, esforço e recurso. E a pergunta que fica é, nós, cristãos, o que temos feito?”. “Porque existe um altar que é muito mais poderoso e que nós podemos levantar num lugar mais comum, dentro de casa. É dentro de casa, que Deus quer que a gente levante um altar de adoração a Ele”, ressaltou. Altar de adoração a Deus Priscila Costa incentivou os cristãos a levantarem um altar de louvor ao Senhor em seus lares. “Embora esse cidadão cearense use a sua casa para levantar um altar de adoração ao diabo, todos nós cearenses podemos usar a nossa casa para levantar um altar de adoração a Cristo. Que esse altar seja levantado nos nossos corações e nos corações dos nossos filhos”, declarou. Nos comentários do vídeo, muitos usuários também condenaram a iniciativa. “Jesus Cristo proteja o Ceará contra todas as investidas das trevas”, escreveu um internauta. E uma mulher disse: “Nossa missão é a oração e a Luz vencerá as trevas! Cristo é a Luz do mundo e veio para desfazer as obras das trevas!”. “Eu declaro, o Ceará e o Brasil são do Senhor Jesus!”, afirmou outro usuário.
7 milhões de pessoas marcham para Jesus em 300 cidades da Venezuela
No último sábado (1), 7 milhões de pessoas foram às ruas da Venezuela para participar da Marcha para Jesus em 300 cidades. A mobilização principal aconteceu na capital Caracas. Simultaneamente, outras marchas aconteceram em todos os 24 estados do país. Famílias, pessoas de todas as idades e líderes cristãos caminharam pelas principais ruas da Venezuela, louvando a Deus, fazendo orações e pregando o Evangelho. “Que grande presente foi marchar juntos e proclamar o amor de Deus. Isto não foi apenas um evento, foi o início de algo mais profundo. O melhor está por vir!”, ressaltaram os organizadores da marcha. Na capital, os participantes proclamaram Jesus como a esperança da nação. “Deus abençoe a Venezuela! Venezuela não é uma terra amaldiçoada, é uma terra abençoada. A terra da tua aflição será a terra da tua promoção”, declarou o pastor Hugo Díaz, presidente da Marcha para Jesus no país. “A Venezuela vai tocar o manto de Cristo” O evento também contou com momentos de intercessão, grupos adorando a Deus com danças no meio da multidão e cantores guiando o louvor durante o percurso. Muitos líderes pregaram mensagens sobre o amor incondicional de Deus pela Venezuela e pelos venezuelanos. “Venezuela não é qualquer nação, ela tem sido uma nação escolhida por Deus para fazer grandes coisas para as nações. Por isso, a Venezuela frequentemente sente que está sangrando como a mulher do fluxo de sangue. Mas nós faremos igual essa mulher. É verdade que estamos sangrando há anos. Mas não se preocupe, porque sabemos quem estamos tocando. Hoje, a Venezuela vai tocar o manto de Cristo”, ministrou um líder. A Marcha para Jesus em Caracas também foi marcada por um show gospel no palco principal montado ao ar livre, reunindo uma grande multidão de adoradores. Em La Guaira, uma das cidades mais atingidas pelos terremotos em junho, cristãos também realizaram a Marcha para Jesus. “Mesmo em meio à dor, a cidade decidiu se reunir na Praça Vargas para pedir a Deus e agradecer. Foi uma demonstração indescritível de fé. Ver uma comunidade atingida pela adversidade levantar as mãos para o céu em busca de refúgio, conforto e força divina nos lembra que a esperança não se apaga”, comentaram os organizadores do evento.
Após bebê dado como morto deixar a UTI, recuperação é celebrada: O clamor virou milagre
O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, que ganhou repercussão nacional após ser dado como morto e ser encontrado com sinais vitais por uma agente funerária em Rio Claro (SP), deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e já respira sem a ajuda de aparelhos. A boa notícia foi compartilhada pela mãe da criança, Letícia Cristina da Cruz Santos, em entrevista à TV TEM, na sexta-feira (31). Noah está internado no Centrinho, unidade especializada em anomalias craniofaciais vinculada ao Hospital das Clínicas de Bauru e à Universidade de São Paulo (USP). Segundo a mãe, o quadro clínico evoluiu de forma significativa nos últimos dias. “Está ótimo, para honra e glória do Senhor Jesus. Ele já está superbem. Agora começou a usar roupinha, saiu do berço aquecido e ainda segue em observação”, comemorou Letícia. A pastora Elizayka Hellen, da Assembleia de Deus Aliança em Cristo – Terra Nova, acompanhou a história de Noah desde antes de seu nascimento. “Muito antes da gestação”, escreveu ela. Após o bebê deixar a UTI, ela relembrou o caso e celebrou a recuperação em uma publicação nas redes sociais: “Três horas depois, a agente funerária, dentro do saco, viu ele se mexer. Tossiu. Respirou. Deus soprou vida de novo.” A mãe Letícia conta que, após deixar a UTI, o filho recebeu as primeiras visitas da família, incluindo o irmão mais velho e uma tia. Entenda o caso Noah nasceu em 15 de junho e foi encaminhado à UTI Neonatal logo após o parto. Enquanto aguardava transferência para uma cirurgia em Bauru, sofreu uma parada cardiorrespiratória quando completava um mês de vida. De acordo com a Santa Casa de Rio Claro, a equipe médica realizou cerca de 45 minutos de manobras de reanimação. Após as tentativas, o óbito foi constatado e o corpo permaneceu na UTI antes de ser encaminhado para outro setor, onde aguardava a retirada pela funerária. Cerca de duas horas depois, a agente funerária Regina Célia Paschoal percebeu que o recém-nascido apresentava sinais vitais dentro do saco funerário. “Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”, relatou Regina. O bebê foi imediatamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e, posteriormente, transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru, onde segue em tratamento. Desde o ocorrido, a família tem atribuído a recuperação de Noah à intervenção de Deus. “Nós estamos contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo. Milagre não se explica, se vive”, disse. Hospital mantém investigação A Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram seguidos e afirmou não ter identificado falha assistencial. Segundo o diretor médico da instituição, Marco Aurélio Mestrinel, os exames e equipamentos indicavam ausência de sinais vitais, e o episódio foi classificado como um acontecimento extraordinário. “A gente não encontrou nenhuma justificativa do que pode ter acontecido”, disse. O caso é analisado pela comissão de ética da instituição. O que dizem os especialistas O caso de Noah também chamou a atenção da comunidade médica pela raridade. Em entrevista ao Fantástico, o gerente médico do Hospital Infantil Sabará, Nelson Horigoshi, explicou que situações semelhantes são extremamente incomuns e, quando ocorrem, costumam ser registradas em adultos ou idosos. Uma das hipóteses descritas na literatura médica é a “síndrome de Lázaro”, fenômeno caracterizado pelo retorno espontâneo da circulação após a interrupção das manobras de reanimação. No entanto, segundo o especialista, o caso do recém-nascido apresenta características que o tornam ainda mais excepcional. “Normalmente são minutos. Mais ou menos 70% das pessoas que retornam, retornam em até cinco minutos. Olha só como o caso dessa criança é excepcional. A gente está falando de horas”, afirmou Horigoshi.
Imigração na Espanha: Muçulmanos são mais de 2,5 milhões no país, com 1.700 mesquitas
Milhares de imigrantes entraram ilegalmente para o enclave espanhol de Ceuta vindos do Marrocos por mar e terra, na quinta-feira (30). Cerca de 34 pessoas morreram durante a tentativa de entrar no território. Nesta terça-feira (31), o Ministério do Interior da Espanha informou que estima que cerca de 49 mil imigrantes cruzaram para a cidade autônoma da Espanha, localizada no norte da África, nas últimas 24 horas. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram centenas de pessoas chegando a nado pelo mar e outra rompendo um portão em terra firme e correndo para dentro da cidade. O governo espanhol enviou reforços e segurança para Ceuta após o aumento das tentativas de entrada. Ceuta, assim como Melilla, outra cidade autônoma espanhola no norte do Marrocos, costumam registrar ondas de tentativas de travessia por imigrantes que querem entrar na Europa. Mudança religiosa Segundo o jornal Libertad Digital, a Espanha vive uma rápida mudança cultural e religiosa causada por imigrantes muçulmanos. A população islâmica vivendo no país continua crescendo e ultrapassou 2,5 milhões em 2025, segundo o relatório “Demografia do Islã na Espanha”, do Observatório Demográfico da CEU CEFAS. O número representa 5% da população espanhola. Conforme o estudo, aproximadamente 1,79 milhão da população muçulmana são imigrantes de primeira geração e cerca de 680.000 pessoas já nasceram na Espanha com pelo menos um dos pais muçulmanos. A maioria dos imigrantes islâmicos vieram do Marrocos, Paquistão, Senegal, Argélia, Mali, Grécia e Bangladesh. Grande parte da população muçulmana vive nas regiões de Catalunha, Andaluzia e Comunidade Valenciana. Em Ceuta, cerca de 40% a 50% dos 84 mil moradores são muçulmanos de origem marroquina, segundo o UOL. Entre o restante, a maioria é formada por cristãos espanhóis. Também há minorias de judeus e hindus na área de 18,5 km². O relatório ainda estima que 11% dos bebês nascidos na Espanha em 2024 tiveram pelo menos um dos pais muçulmanos, mostrando a presença do Islã entre as novas gerações. O estudo destacou que mulheres muçulmanas na Espanha têm mais filhos do que as espanholas e outras imigrantes não muçulmanas. Conforme dados da União das Comunidades Islâmicas da Espanha (UCIDE), divulgados em 2025, existem 1.766 mesquitas no país. Já existem cidades espanholas com mais mesquitas do que igrejas, como o município de Salt. O estudo da UCIDE ainda revelou que o número de contratações de professores de religião islâmica aumentou, assim como a quantidade de alunos de religião islâmica. O Libertad Digital relatou que comunidades islâmicas no país passaram a exigir o cardápio halal e o hijab para esses estudantes muçulmanos na Espanha. Islamismo radical O aumento da comunidade muçulmana no país levantou preocupações com o islamismo radical. Em 2024, 81 pessoas foram presos por extremismo islâmico, um número histórico desde 2004. Em entrevista anterior à Gazeta do Povo, Pierre Vermeren, professor de História Contemporânea na Universidade Sorbonne e especialista no mundo árabe-islâmico, afirmou que os radicais islâmicos tem o objetivo de conquistar a Europa. “A Irmandade Muçulmana e os fundamentalistas islâmicos sonham em conquistar a Europa: não com armas, porque isso sempre fracassou, mas por meio do assentamento de populações grandes e férteis”, comentou. “Eles tentam envolver os muçulmanos da Europa nessa aventura. Muitos não se importam, porque não saíram de seu país para isso, mas muitos outros veem nisso uma ambição ao seu alcance. Os atentados são vistos, dessa forma, como contraproducentes, por isso preferem o trabalho invisível em escolas, bairros, famílias e mesquitas para estabelecer áreas a partir das quais o Islã se desenvolverá na Europa”. E destacou: “Naturalmente, a conversão de cristãos é um objetivo muito procurado”.
Emissoras de TV cristãs são incluídas na lista de organizações hostis pelo Irã
Emissoras de TV cristãs foram incluídas na lista de organizações e indivíduos de mídia hostis pelo regime islâmico do Irã. Segundo o Article 18, a lista do Ministério de Inteligência foi divulgada recentemente e inclui as redes evangélicas Sat-7, Nejat, Seven e Mohabat TV. O documento inclui ainda jornais tradicionais de língua persa como BBC Persian e Iran International, assim como sites, canais do YouTube, e contas no Instagram, Facebook, X e Telegram. Jornalistas, ativistas e figuras da oposição também foram colocados na lista, como Hananya Naftali, Reza Pahlavi, Masih Alinejad e Shirin Ebadi. O Ministério de Inteligência do Irã informou que quem cooperar com algum dos mais de 300 indivíduos e organizações citados na lista, incluindo o envio de fotos ou vídeos, enfrentará processo judicial, sob a lei de espionagem implementada após a guerra de 12 dias com Israel em 2025. Pelo menos cinco cristãos já foram condenados sob a nova lei, recebendo sentenças que somadas chegam a mais de 40 anos de prisão. Eles foram acusados pelo Ministério da Inteligência de serem “mercenários do Mossad” que haviam sido “treinados no exterior” por igrejas nos Estados Unidos e em Israel, e que agiam “sob o disfarce do movimento sionista cristão de evangelização”. “Na literatura oficial da República Islâmica, ‘hostil’ se refere a um indivíduo ou instituição que, do ponto de vista do governo, é hostil ou combatente ao sistema da República Islâmica”, explicou Fred Petrossian, do Article 18. “O escopo desse conceito nas leis e procedimentos judiciais da República Islâmica é muito vago e amplo e pode incluir desde críticas e atividades midiáticas até o que é considerado ‘propaganda contra o sistema’. Na prática, não tem limites”, acrescentou. Transmitindo o Evangelho Nos últimos 40 anos, o regime islâmico fechou igrejas e proibiu atividades missionárias no Irã. Nesse contexto, emissoras cristãs passaram a transmitir estudos bíblicos, pregações e programas evangelísticos. “Redes [de mídia] cristãs em língua persa baseadas fora do Irã preencheram parte do vazio causado pelas restrições às atividades de igrejas e instituições cristãs dentro do país”, comentou Fred. A TV SAT-7, por exemplo, transmite programas cristãos, incluindo a série “The Chosen”, via satélite para o Irã, ultrapassando a censura do regime islâmico. Perseguição no Irã O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica). Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.