Na última quarta-feira (6), o jogador Thiago Mendes, do Vasco, testemunhou publicamente sua fé em Jesus ao ser batizado em uma igreja na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O batismo ocorreu na Igreja Universal, no Recreio dos Bandeirantes. Nas redes sociais, ele declarou: “Hoje não foi apenas sobre entrar nas águas. Foi sobre reencontro, entrega e decisão”. E continuou: “Em algum momento da vida, a gente entende que pode conquistar muitas coisas e seguir em frente, mesmo cansado, mas nada disso substitui a paz de estar perto de Deus. Hoje eu decidi voltar o meu coração totalmente para Ele”. Antes de descer às águas, Thiago recebeu uma oração do pastor que conduziu o momento diante da igreja. “Nas águas, eu deixei pesos, culpas, medos, inquietações e partes minhas que já não pertencem ao meu futuro. E saí delas com a certeza de que Deus nunca deixou de cuidar de mim, mesmo nos momentos em que eu me afastei daquilo que realmente importa”, afirmou ele. “O batismo não significa perfeição. Significa recomeço. Significa reconhecer que, sem Deus, eu não consigo caminhar”, acrescentou. Nos comentários, Thiago recebeu mensagens de apoio de jogadores como o companheiro de equipe Robert Renan e Lucas Paquetá, do Flamengo. “Deus abençoe, irmão”, disse Paquetá. E Robert também celebrou, dizendo: “Parabéns, irmão, Deus abençoe”. Thiago Mendes vence recurso no STJD No dia seguinte ao batismo, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) manteve por unanimidade a absolvição de Thiago no processo envolvendo críticas feitas à arbitragem após a derrota do Vasco para o Sport Club Corinthians Paulista, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 26 de abril. Na ocasião, o jogador afirmou que o árbitro teria “apitado bastante para o Corinthians” devido à pressão da torcida. Porém, o tribunal entendeu que não houve desrespeito nas declarações do atleta. Segundo o relator do caso, Luiz Felipe Bulus, a entrevista permaneceu “dentro da liberdade de expressão” e não ultrapassou o limite da crítica esportiva. “No caso do atleta do Vasco, a entrevista como um todo não foge da liberdade de expressão. A crítica foi bastante comedida. Não houve um tom acima e que mereça punição. Não consigo ver nenhum desrespeito na fala do atleta e voto pelo desprovimento do recurso da Procuradoria”, informou ele.
Rede de celular cristã promete bloquear pornografia e conteúdo LGBT nos EUA
Uma nova operadora de telefonia celular voltada ao público cristão nos EUA está chamando atenção por prometer um ambiente digital “centrado em Jesus”, com bloqueio de pornografia e de conteúdos ligados à pauta LGBT e identidade de gênero. A empresa, chamada Radiant Mobile, foi criada pelo ex-agente de modelos Paul Fisher e deve operar como uma MVNO (operadora virtual), utilizando a infraestrutura da T-Mobile. O lançamento oficial ocorreu nesta semana nos EUA. Segundo Fisher, a proposta é oferecer aos cristãos uma experiência digital considerada mais segura para famílias e crianças. “Nós vamos criar – e acreditamos que temos todo o direito de fazer isso – um ambiente centrado em Jesus, livre de pornografia, livre de LGBT, livre de trans”, afirmou o fundador em entrevista reproduzida pela imprensa americana. A tecnologia utilizada pela operadora é fornecida pela empresa israelense de cibersegurança Allot, responsável por classificar sites em mais de 100 categorias de conteúdo. O sistema permite bloquear materiais pornográficos em nível de rede, impedindo o acesso mesmo sem aplicativos de controle parental instalados no aparelho. Sexualidade Além do bloqueio permanente de pornografia, a Radiant Mobile também ativou, por padrão, filtros para conteúdos relacionados a sexualidade e identidade de gênero. De acordo com Fisher, o sistema pode até restringir páginas específicas dentro de grandes sites. Como exemplo, ele citou uma seção da Universidade de Yale dedicada a temas LGBT. “Se virmos [conteúdo LGBT] consistentemente nas páginas principais de Yale University, vamos bloquear também”, declarou. O diretor de operações da empresa, o pastor Chris Klimis, disse que a iniciativa nasceu da preocupação com o impacto da pornografia dentro das igrejas e nas famílias cristãs. “Precisamos descobrir alguma forma de fechar a porta para o espaço digital. É isso que estamos tentando fazer”, afirmou. Benefício a igrejas Segundo a empresa, parte da assinatura mensal de US$ 29,99 poderá futuramente ser revertida para igrejas parceiras que indicarem usuários ao serviço. A Radiant Mobile também pretende expandir o modelo para países com forte presença cristã, como México e Coreia do Sul. A iniciativa, porém, já provoca debates sobre censura digital, liberdade de acesso à informação e os limites do controle de conteúdo em redes privadas de telefonia. Especialistas em tecnologia ouvidos pela Republic World afirmam que sistemas de filtragem em larga escala podem gerar bloqueios considerados subjetivos ou excessivos.
Pastor é condenado após pregar João 3:16 em zona de proteção ao aborto no Reino Unido
Um pastor aposentado foi condenado e multado em 450 libras esterlinas (aproximadamente R$ 3 mil) após realizar uma pregação ao ar livre em uma área de “zona de acesso seguro” nas proximidades de um hospital que oferece serviços de aborto na Irlanda do Norte. Clive Johnston, de 77 anos, conduziu um culto próximo ao Hospital Causeway, em Coleraine, no dia 7 de julho de 2024. Durante a reunião, ele pregou sobre João 3:16, versículo conhecido por destacar o amor de Deus pela humanidade. O local fica às margens de uma “Zona de Proteção”, onde onde são proibidas manifestações pró-vida, orações e a abordagem de mulheres que pretendem abortar. O ex-presidente da Associação de Igrejas Batistas na Irlanda foi julgado no Tribunal de Magistrados de Coleraine, onde a sentença foi anunciada nesta quinta-feira (07). O tribunal considerou Johnston culpado por praticar um ato dentro da zona protegida “com a intenção de influenciar ou sendo imprudente quanto à possibilidade de influenciar uma pessoa protegida que estivesse frequentando as instalações”. Ele também foi condenado por não obedecer a uma ordem para deixar a área. ‘Influenciar pessoas’ Segundo os promotores, embora o pastor não tenha mencionado diretamente o aborto durante a mensagem, o culto poderia influenciar pessoas que buscavam atendimento no hospital. O tribunal foi informado de que pelo menos uma pessoa protegida estava presente na unidade naquele dia. Ao anunciar a decisão, o juiz Peter King afirmou que Johnston “testou a lei a ponto de infringir a lei”. A multa aplicada pelas duas infrações totalizou 450 libras. O caso provocou repercussão entre grupos cristãos e defensores da liberdade religiosa, que afirmam que as chamadas “zonas de amortecimento” ao redor de clínicas e hospitais estão sendo usadas para restringir manifestações públicas de fé e a pregação do Evangelho. Após a condenação, Johnston declarou que o encontro ocorreu de maneira pacífica e sem qualquer tentativa de intimidação. “Realizamos um pequeno culto de domingo ao ar livre perto de um hospital. Não fizemos qualquer referência à questão do aborto. E, no entanto, a lei de zonas de amortecimento é tão ampla que a realização de um culto de domingo foi considerada uma ofensa criminal”, afirmou. ‘Nunca fui condenado’ O pastor também destacou que esta foi a primeira condenação criminal de sua vida. “Aos 77 anos de idade, me vejo, pela primeira vez, condenado por um crime”, disse. Johnston acrescentou que concorda com punições contra atos de violência, assédio ou intimidação, mas negou ter cometido qualquer uma dessas práticas. “Se alguém está lá fora causando problemas, provocando violência, assediando ou atacando verbalmente as pessoas, então, absolutamente, processem essas pessoas. Mas eu não estava fazendo nenhuma dessas coisas”, declarou. O pastor informou ainda que deve discutir com sua equipe jurídica a possibilidade de recorrer da decisão judicial.
Cristão que foi preso por participar de igreja doméstica é libertado no Irã
Um cristão que foi preso por participar de uma igreja doméstica no Irã foi libertado da prisão na semana passada. Segundo o Article 18, uma organização que apoia cristãos perseguidos, Amir-Ali Minaei saiu da Prisão de Evin em 29 de abril, como parte da anistia anual concedida a prisioneiros. O cristão de 32 anos passou dois anos detido após ser acusado de “atividades de propaganda contra o regime por meio do estabelecimento de uma igreja doméstica”. Inicialmente, Amir-Ali foi sentenciado a três anos e sete meses de prisão, mas teve a pena reduzida para dois anos e seis meses por não recorrer. O homem, que deixou o Islã para seguir Jesus, foi detido pela primeira vez em dezembro de 2022 e passou mais de dois meses na Prisão de Evin. Após uma série de interrogatórios, ele foi libertado sob fiança. Amir-Ali foi diagnosticado com uma doença cardíaca durante sua libertação. A enfermidade foi causada pelo estresse e ameaças que sofreu ao ser perseguido pelo regime islâmico do Irã. Espancado na prisão O cristão foi detido novamente em abril de 2024. Em sua segunda detenção, Amir-Ali foi espancado por um guarda. Ele havia feito vários pedidos de consulta com um cardiologista, mas foram rejeitados. No início de março de 2025, o cristão foi espancado por um guarda da cadeia após pedir mais uma vez para receber tratamento. O agente penitenciário atingiu diretamente no peito de Amir-Ali, piorando mais seu estado de saúde. Mais tarde, ele começou uma greve de fome para protestar depois ter seu direito a um telefonema negado. Perseguição no Irã O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica). Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Filmagens de A Ressurreição de Cristo de Mel Gibson são concluídas na Itália
As filmagens de “A Ressurreição de Cristo”, a aguardada sequência de “A Paixão de Cristo”, foram concluídas na Itália na última semana, sob a direção de Mel Gibson. Para marcar o encerramento das gravações, o ator finlandês Jaakko Ohtonen compartilhou em suas redes sociais uma imagem celebrando o momento. Conhecido por seu papel como o guerreiro Wolland na série da Netflix “The Last Kingdom” (“O Último Reino”), ele foi escalado para interpretar Jesus Cristo no lugar de Jim Caviezel, protagonista do longa original. Na legenda, o ator escreveu: “Está consumado”, fazendo referência à fala de Jesus na cruz antes de morrer. Em um vídeo compartilhado no X (antigo Twitter), Mel Gibson aparece com a produção comemorando a conclusão do projeto em duas partes, que passou anos em desenvolvimento, em meio a revisões de roteiro, mudanças no elenco e especulações constantes. 🚨 Torre Guaceto, Puglia, Italy 🇮🇹 A spontaneous ovation for Mel Gibson!God only knows what he’s cooking up for the sequel to The Passion of the ChristWe’re stuck waiting another yearIn the meantime, word from Italy? He’s deep in the trenches pic.twitter.com/SRlAbC0w0i — Mambo Italiano (@mamboitaliano__) May 1, 2026 A sequência, intitulada “A Ressurreição de Cristo: Parte Um”, tem estreia prevista para 26 de março de 2027, enquanto a “Parte Dois” chega aos cinemas em 6 de maio do mesmo ano. As datas coincidem com momentos marcantes do calendário cristão: a primeira parte será lançada na Sexta-feira Santa, e a segunda, no Dia da Ascensão, 40 dias depois. ‘Não é uma mera continuação’ As filmagens começaram em outubro de 2025 e passaram pelos estúdios Cinecittà e em diversas locações históricas do sul da Itália, incluindo Matera, Ginosa, Gravina, Laterza e Altamura — cenários que também foram usados no filme original. O filme retoma a história de Jesus Cristo após a crucificação, com foco nos acontecimentos que envolvem a ressurreição. Diferente da produção de 2004, a continuação traz um elenco totalmente novo. Além das mudanças no papel de Jesus, Maria Madalena também sofreu mudanças. Desta vez, a atriz Mariela Garriga de “Missão: Impossível – Acerto de Contas” viverá a personagem no papel que anteriormente foi de Monica Bellucci. Já Kasia Smutniak, da série “Domina”, interpretará Maria, substituindo Maia Morgenstern. O elenco também conta com Pier Luigi Pasino como Pedro, Riccardo Scamarcio como Pôncio Pilatos, e Rupert Everett. Os produtores optaram por reformular o elenco em vez de recorrer à tecnologia digital de rejuvenescimento. “Fazia sentido reformular o elenco inteiro do filme. Eles teriam que fazer todo esse trabalho de CGI — rejuvenescimento e tudo mais — o que teria sido muito caro”, disse uma fonte próxima à produção à Variety. O roteiro de “A Ressurreição de Cristo” foi desenvolvido ao longo de sete anos por Mel Gibson, em parceria com seu irmão, Donal Gibson, e o roteirista Randall Wallace (“Coração Valente”), com a proposta de criar uma obra à altura do impacto cultural do primeiro filme. Embora a sinopse oficial siga em sigilo, a trama deve acompanhar as 24 horas da paixão de Jesus e os acontecimentos dos três dias que antecedem a ressurreição. Segundo Gibson, o novo projeto não é uma “mera continuação” e “mergulha em territórios espirituais profundos”. O filme original, “A Paixão de Cristo”, arrecadou mais de 610 milhões de dólares em todo o mundo e se tornou uma das produções independentes de maior bilheteria da história.
Mendonça vota para manter lei que dá poder aos pais sobre conteúdo de gênero nas escolas
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no dia 1º de maio para manter válida uma lei do Espírito Santo que permite que pais ou responsáveis proíbam a participação de estudantes em atividades escolares sobre identidade de gênero e orientação sexual. A Lei nº 12.479/2025 assegura às famílias o direito de decidir que seus filhos não participem de atividades escolares sobre identidade de gênero e orientação sexual, tanto em escolas públicas quanto privadas. Ao apresentar seu voto no plenário virtual, Mendonça afirmou que a lei não proíbe que escolas tratem desses temas. Segundo ele, ela apenas garante que as famílias possam decidir quando crianças e adolescentes terão contato com assuntos que, na visão dos responsáveis, podem entrar em conflito com seus valores pessoais. O posicionamento do ministro diverge do entendimento da relatora, ministra Cármen Lúcia, que votou pela inconstitucionalidade da lei. Para ela, o estado ultrapassou sua competência ao legislar sobre diretrizes e bases da educação, atribuição exclusiva da União. Mendonça, por sua vez, argumenta que a norma trata da proteção à infância e à juventude, e não da definição de conteúdo curricular. Em sua avaliação, a medida amplia a participação dos responsáveis no processo educacional, sem impedir que outros alunos tenham acesso ao conteúdo. O ministro também ressaltou que a lei não configura censura prévia, uma vez que não proíbe a realização das atividades pedagógicas. Já a relatora sustenta que a restrição pode comprometer o pluralismo de ideias no ambiente escolar, além de ferir o dever do Estado de promover inclusão e combater a discriminação. O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e segue em andamento. Os demais ministros têm até o dia 11 de maio para registrar seus votos.
Judeu perdoa terrorista que matou seu pai durante ataque em praia da Austrália
Um judeu surpreendeu a comunidade australiana ao decidir perdoar o terrorista que matou seu pai durante o ataque na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. Ya’akov Tetleroyd e seu pai, Borris Ya’akov Tetleroyd, estavam participando do festival judaico Hanukkah, na praia de Bondi, quando dois atiradores iniciaram o massacre. Borris foi uma das 15 vítimas mortas no atentado, em 14 de dezembro de 2025. Tetleroyd viu seu pai ser baleado e morto do seu lado. “Neste mundo lamentamos, esse é o jeito do mundo, lamentamos, e é algo triste e trágico”, disse ele, em entrevista à CBN News. O judeu também foi atingido, mas sobreviveu. “Depois que fui baleado, estava sangrando muito, muito, muito”, lembrou. Semanas após o massacre, Tetleroyd decidiu liberar perdão ao terrorista que assassinou seu pai para não criar raíz de amargura em seu coração. A atitude surpreendeu a comunidade judaica em Sydney e os australianos em geral. “Quero estar cheio de raiva? Quero ficar ressentido? Não. A resposta para essas perguntas é não. Porque não é assim que se vive uma vida. Há uma ideia que diz: ‘Quem não perdoa queima a ponte que ele mesmo deve atravessar’”, explicou o judeu. Ele declarou que sua fé judaica o ensinou a não responder ao ódio com mais ódio. Mesmo ainda enfrentando a dor do luto, Tetleroyd continua trilhando sua vida. “Deus quer que eu viva, e acredito que Deus quer que eu seja feliz, alegre e livre”, ressaltou ele. Antissemitismo aumentou 387% na Austrália Segundo um relatório divulgado pela Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel, os incidentes antissemitas aumentaram aumentaram 387% na Austrália, entre 2022 e 2024. Além disso, o antissemitismo na Austrália teve um aumento de 600% após o ataque terrorista ocorrido durante o Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel. Segundo o levantamento, nos dois dias seguintes ao massacre, houve uma escalada significativa de manifestações de ódio contra judeus, incluindo episódios de violência física e verbal em espaços públicos. Antes do atentado terrorista, cerca de 3.000 publicações com menções antissemitas eram registradas diariamente nas redes sociais na Austrália. No dia do ataque, esse número saltou para 17.100 postagens, representando um aumento de 420%. No dia seguinte, o volume ultrapassou 21.500 publicações, registrando um crescimento de 600%. De acordo com o Jewish News Syndicate, cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália, representando menos de 0,5% da população. A maioria da população judaica (85%) vivem em Sydney e Melbourne.
Arqueólogos descobrem estátua atribuída ao faraó que teria desafiado Moisés no Êxodo
Arqueólogos no Egito anunciaram a descoberta de uma enorme estátua que, segundo especialistas, representa o faraó Ramsés II, frequentemente associado ao relato do Livro de Êxodo no Antigo Testamento. A estátua foi encontrada no sítio arqueológico de Tel Pharaoh, localizado na região central de Husseiniya, na província de Sharqia, no Delta do Nilo, a nordeste do Cairo. A descoberta foi divulgada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito em 22 de abril. Segundo as autoridades, trata-se de uma peça considerada “notável” pelo seu tamanho, com peso estimado entre 5 e 6 toneladas e mais de 2 metros de comprimento. Estátua de 5 a 6 toneladas e mais de 2 metros de comprimento atribuída a Ramsés II. (Foto: Ministério do Turismo e Antiguidades) Apesar da relevância, a estátua apresenta danos significativos, estando em um “estado de conservação relativamente precário”, com ausência das pernas e da base. Ainda assim, os especialistas apontam que o artefato é “provavelmente representando o Rei Ramsés II”, um dos mais poderosos governantes do Egito durante o período do Novo Império. Nascido em 1303 a.C., ele é frequentemente citado por estudiosos como possível faraó mencionado no livro bíblico do Êxodo – embora o texto não cite nomes diretamente – e considerado um dos governantes egípcios mais influentes e poderosos do período do Novo Império. De acordo com a tradição, Ramsés II teria resistido aos pedidos de Moisés para libertar o povo hebreu, o que teria resultado nas conhecidas pragas do Egito. O faraó morreu em 1213 a.C. Reprodução da pintura de Ramsés II. (Imagem ilustrativa gerada por IA) O pesquisador Mohamed Abdel Badie, do departamento de antiguidades do Egito, explicou que há indícios de que a estátua tenha sido deslocada ainda na antiguidade. “Estudos preliminares indicam que a estátua foi transportada na antiguidade da cidade de Pi-Ramesses para o sítio de Tel Pharaoh, conhecido na antiguidade como ‘Imet’, para ser reutilizada em um dos complexos religiosos, refletindo a importância religiosa e histórica do local em diferentes períodos”, afirmou. O comunicado oficial também destacou o valor histórico do achado, classificando-o como “uma das importantes peças arqueológicas que lançam luz sobre aspectos da atividade religiosa e real na região leste do Delta”. Após a descoberta, a peça foi retirada do local para preservação. “Como parte dos esforços para preservar essa descoberta, a estátua foi imediatamente transferida, após sua descoberta, do interior do complexo do templo para o depósito do museu na área de San El-Hagar”, informou o ministério. Segundo o órgão, a remoção visa preparar a peça para intervenções técnicas. A medida foi adotada “em preparação para o início de trabalhos de restauração precisos e urgentes, de acordo com os mais altos padrões científicos seguidos na conservação e preservação de antiguidades”. A descoberta integra uma série recente de achados arqueológicos no Egito. No fim de março, autoridades anunciaram a identificação de oito raros rolos de papiro com cerca de 3 mil anos, cujo conteúdo ainda não foi revelado. Outro destaque foi a revelação das ruínas de um complexo religioso no norte do Sinai, em uma área frequentemente associada a cidades mencionadas no Antigo Testamento, ampliando o interesse acadêmico e histórico na região.
Grupos pró-vida pedem oração às igrejas diante da expansão do aborto na Holanda
Doze organizações holandesas pró‑vida divulgaram uma carta conjunta dirigida a todas as igrejas do país – protestantes e católicas – manifestando preocupação crescente com as recentes mudanças na política de aborto no país. No documento, enviado nesta semana, os grupos pedem que as comunidades cristãs intensifiquem a oração, promovam formação sobre o tema e assumam um papel mais ativo na defesa dos nascituros. O alerta das organizações se apoia, entre outros fatores, no forte aumento do número de abortos no país. Desde 2022, os procedimentos cresceram 27%, totalizando 39.438 em 2024 – uma média de 758 por semana. Acesso ao aborto As entidades também destacam a recente ampliação do acesso ao aborto no país. Entre as mudanças citadas estão o fim do período obrigatório de cinco dias de reflexão, revogado em 2023; a autorização para que clínicos gerais prescrevam a pílula abortiva, prevista para entrar em vigor em 2025; e, desde 23 de março de 2026, a possibilidade de solicitar a receita pela internet, com exigência reduzida de contato presencial com um médico. Segundo os grupos, essas mudanças deixam especialmente expostas mulheres em situação de vulnerabilidade e seus bebês não nascidos. Acompanhamento pastoral e oração As organizações destacam que, no debate público, o aborto costuma ser tratado quase exclusivamente sob a ótica da autonomia da mulher, enquanto o nascituro permanece praticamente ausente da discussão. Essa abordagem unilateral, afirmam, pode influenciar a forma como cristãos passam a enxergar o tema. Por isso, os grupos pedem que as igrejas abordem a questão de maneira mais ampla em suas comunidades, oferecendo informação clara, acompanhamento pastoral e momentos de oração. Ação das igrejas As organizações também detalham uma série de ações que, segundo avaliam, poderiam ser adotadas pelas igrejas. Entre elas estão orações pelas mães, pelos pais e pelo fim da prática do aborto; apoio pastoral e diaconal a mulheres que enfrentam uma gravidez não planejada; atividades educativas por meio de encontros congregacionais ou reuniões de jovens; além da organização de coletas e da participação em iniciativas públicas, como vigílias e a Marcha pela Vida. Movimento pró‑vida As doze organizações que assinam a carta compõem o núcleo do movimento pró‑vida na Holanda e representam um amplo espectro cristão – de grupos protestantes a católicos romanos – atuando em áreas como educação, apoio pastoral e assistência jurídica. Entre as entidades estão Kies Leven, Schreeuw om Leven, NPV – Zorg voor het Leven, DCBR, Juristenvereniging Pro Vita, Stirezo, Powerful Woman, Prolife Europe, Guido de Brès‑Stichting, One of Us Nederland, Jezus Leeft e Herman Boon Ministries. “Com que direito podemos negar a vida e um futuro a crianças que ainda não nasceram? Elas também, desde o seu início, são portadoras da imagem de Deus”, afirmam as organizações na carta conjunta. O documento foi enviado a todas as igrejas da Holanda nesta terça-feira (19).
Cristão de 16 anos que foi preso em Cuba tem tratamento médico negado na prisão
O adolescente de 16 anos que foi preso em Cuba teve tratamento médico negado na prisão, causando preocupações com sua saúde. A Missão Portas Abertas denunciou o governo cubano de impedir Jonathan Muir Burgos, que sofre de uma doença dermatológica chamada disidrose, de receber cuidados enquanto permanece detido em uma penitenciária de segurança máxima. Para a organização, negar o acesso do adolescente ao tratamento é uma forma de pressionar seus pais, que lideram uma igreja evangélica não registrada. Jonathan, filho do pastor Elier Muir Ávila, não teve acesso a medicamentos desde que foi detido, conforme a Portas Abertas. Além disso, as condições precárias na prisão, incluindo uma infestação de percevejos, pioraram seu estado de saúde. Sem passar por tratamento contínuo, o adolescente cristão corre risco de desenvolver infecções que podem ser fatais. A Portas Abertas apelou ao governo cubano que Jonathan tenha acesso a cuidados médicos e pediu transparência nos processos criminais que ele enfrenta. “A situação exige solidariedade e a defesa da dignidade humana, especialmente para aqueles que são mais vulneráveis. Como Corpo de Cristo, não podemos permanecer indiferentes à situação de um de nossos membros, especialmente quando envolve um menor”, afirmou um porta-voz da organização. Jonathan Muir Burgos e seu pai Elier Muir Ávila foram detidos pela polícia em março, na cidade de Morón, na província de Ciego de Ávila, em meio à repressão do governo comunista contra cristãos. Eles foram presos por participarem de protestos contra o governo que aconteceram em Morón, após quedas de energia constantes, e escassez de alimentos e remédios no país. Mesmo sendo menor de idade, Jonathan passou por interrogatório sobre sua presença no protesto e sobre o que ele falou na manifestação, incluindo se ele pediu por liberdade. O pastor Elier foi libertado no mesmo dia, porém seu filho permaneceu detido. Família pastoral perseguida Ativistas pela liberdade religiosa relataram que a família do pastor Elier Ávila já tem enfrentado pressão do governo por suas atividades religiosas. Ele lidera a igreja Tiempo de Cosecha, uma congregação independente não registrada. Em 2024, o pastor recebeu diversas visitas de autoridades locais, enviados pelo Escritório de Assuntos Religiosos do Comitê Central do Partido Comunista Cubano, que o alertaram que somente igrejas autorizadas pelo governo podiam funcionar e apenas líderes reconhecidos pelo Estado poderiam ministrar. O Reverendo Mario Felix Lleonart Barroso, ativista cubano pela liberdade religiosa, afirmou que o caso recente se assemelha com a prisão do pastor Lorenzo Rosales Fajardo e seu filho adolescente após protestos em julho de 2021, em Cuba. “O governo cubano tem um longo histórico de mirar os filhos de líderes da igreja como uma tática de pressão”, afirmou a Christian Solidarity Worldwide (CSW). Perseguição em Cuba Segundo o Banco de Dados Cristão Mundial, cerca de 85% dos cubanos se identificam como cristãos. A maioria é católica e cerca de 11% são evangélicos. No país, os cristãos enfrentam detenções arbitrárias, ameaças e assédio. Participar de cultos é permitido, mas novas igrejas não podem ser abertas. Diante da repressão, milhares de seguidores de Jesus têm encontrado abrigo espiritual nas chamadas igrejas domésticas. Mesmo sob vigilância constante, essas pequenas comunidades continuam a se multiplicar e se tornam fundamentais para manter viva a fé na ilha. As igrejas domésticas são grupos cristãos que se reúnem para realizar cultos dentro das casas de pastores ou de membros da comunidade. De acordo com dados da associação ASCE Cuba, há entre 20 mil e 30 mil dessas igrejas ativas no país. Elas funcionam sem placas, sem autorização oficial e, muitas vezes, enfrentam o constante risco de repressão governamental. Cuba ocupa o 24° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.