Um pai viralizou nas redes sociais ao orar por seu filho de 2 anos, que se engasgou com um pedaço de carne em Sorocaba, no interior de São Paulo, enquanto policiais militares atuavam para salvar a vida da criança. O caso ocorreu em um posto de gasolina localizado na Avenida Itavuvu. Na ocasião, os policiais estavam abastecendo, quando foram alertados que havia uma criança de dois anos engasgada. Conforme o boletim de ocorrência, os militares foram até o menino e o encontraram desacordado e sem respirar, nos braços do pai. Um dos agentes fez a manobra de Heimlich — técnica de primeiros socorros para desengasgar — para socorrer a criança. Enquanto isso, o outro solicitou apoio de uma ambulância para levar o menino ao pronto-socorro mais próximo. As imagens foram registradas pela câmera de segurança do estabelecimento que mostrou o desespero do pai enquanto o filho permanecia desacordado. ‘Milagre’ De joelhos, ele continuou clamando a Deus pela vida do menino. De repente, a criança recuperou a consciência e estendeu os braços para o pai. As imagens emocionaram muitos internautas que elogiaram a ação dos policiais e agradeceram a Deus pelo milagre: “Chorei por ver um pai, totalmente dependente de Deus! Chorei por ver o menino querendo abraçar o pai depois de um susto como esse. Chorei por ver o policial abraçando o menino no final. Que honra Deus usar a vida dele, para que ele salvasse essa criança! Chorei por ver os frentistas aliviados”, disse uma mulher. E uma jovem acrescentou: “Notícias como essa é que enchem nosso coração de orgulho e de esperança! Deus é Bom! Que o Senhor abençoe esses policiais como anjos colocados no lugar certo e na hora certa”. A família e os policiais após a ação. (Foto: Reprodução/g1/Polícia Militar) Já outra comentou: “Graças a Deus, um milagre”. E em seguida, aproveitou a oportunidade para encorajar pais de crianças pequenas a aprender a realizar a manobra de Heimlich destacando que “salva vidas”. A criança foi levada para o Pronto Atendimento (PA) da Zona Norte e passa bem. Os pais, emocionados, agradeceram aos policiais que foram chamados de heróis por ajudarem a salvar a vida do menino.
Escolas municipais de João Pessoa são autorizadas a ter capelães pastores
Nesta semana, a Câmara Municipal e a Prefeitura de João Pessoa aprovaram e sancionaram uma lei que autoriza a presença de capelães voluntários, como pastores, nas escolas da rede municipal de ensino. A iniciativa, publicada oficialmente em 9 de dezembro, tem como objetivo oferecer suporte espiritual e emocional a alunos e profissionais da educação durante o horário escolar. De autoria do vereador Carlão pelo Bem (PL) e sancionada pelo prefeito Cícero Lucena (MDB), a legislação define que a atuação dos capelães será opcional e não interferirá nas atividades pedagógicas das unidades de ensino. Segundo o texto, a iniciativa respeitará a diversidade religiosa de todos os envolvidos, evitando qualquer tipo de proselitismo ou imposição de crenças. Critérios e funcionamento da lei Para atuar como capelão voluntário, os interessados deverão apresentar um vínculo de, no mínimo, cinco anos com uma instituição religiosa reconhecida no município. Também deverão se submeter às diretrizes estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação, que será responsável por coordenar e acompanhar as atividades de capelania no ambiente escolar. A lei também prevê que escolas privadas possam aderir à iniciativa, desde que a presença de padres, pastores ou outros representantes religiosos seja solicitada por pais ou responsáveis pelos alunos da instituição. A atuação desses voluntários ocorrerá conforme a demanda de cada escola e sob a supervisão da direção e equipe pedagógica, de forma integrada ao cotidiano escolar e respeitando o currículo educativo. De acordo com o vereador Carlão pelo Bem, o projeto se fundamenta na ideia de que questões emocionais e espirituais influenciam diretamente o desempenho acadêmico e o bem-estar da comunidade escolar. Para o parlamentar, a presença de capelães voluntários já mostrou resultados positivos em outras cidades e estados brasileiros.
Nicarágua proíbe turistas de entrarem com Bíblia no país, denuncia organização
Turistas não podem mais entrar na Nicarágua com Bíblia em sua bagagem, conforme uma denúncia da Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização que defende a liberdade religiosa. A Bíblia faz parte de uma longa lista de itens proibidos na fronteira, que inclui jornais, revistas, livros, drones, câmeras, alimentos perecíveis e objetos cortantes. Um representante da empresa de transporte “Tica Bus”, que faz viagens entre países da região, confirmou ao CSW que os passageiros que saem de El Salvador não podem levar “Bíblias, jornais, revistas, livros de qualquer tipo, drones e câmeras”. Um outro representante da empresa em Honduras relatou que as restrições entraram em vigor há mais de seis meses. A diretora de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, repudiou a nova regra do regime de Ortega. “Os esforços do governo nicaraguense para restringir a entrada de Bíblias, outros livros, jornais e revistas no país são altamente preocupantes, dado o atual contexto de repressão”, declarou ela. “Pedimos ao governo da Nicarágua que bane imediatamente essa proibição e cesse seus esforços contínuos para sufocar a liberdade religiosa e de expressão no país. Também reiteramos nosso apelo à comunidade internacional para buscar formas criativas de apoiar e fortalecer as vozes independentes nicaraguenses tanto dentro do país quanto no exílio”, acrescentou. Repressão à liberdade religiosa A proibição acontece em meio ao aumento da repressão à liberdade religiosa e às liberdades civis no país. Mais de 1.300 organizações religiosas foram fechadas, igrejas enfrentaram vigilância e cancelamento de eventos públicos e líderes cristãos foram detidos. Procissões religiosas nas ruas foram proibidas, a menos que sejam organizadas por grupos alinhados ao governo. Mais de 256 igrejas evangélicas foram fechadas pelo governo nos últimos quatro anos, segundo a organização de direitos humanos Nicarágua Nunca Más. Pelo menos 200 líderes religiosos fugiram do país. Mais de 20 foram foram destituídos de sua cidadania e 65 foram indiciados por conspiração e outras acusações. A Nicarágua enfrenta uma crise política, social e de liberdades que se agravou após as polêmicas eleições gerais realizadas em 7 de novembro de 2021, quando Daniel Ortega foi reeleito para um quinto mandato. Desde os protestos contra o regime ditatorial em 2018, os cristãos se tornaram alvos de repressão e restrições em sua liberdade religiosa. A Portas Abertas relatou que a comunidade cristã nicaraguense tem se oposto ao regime de Ortega há anos, com líderes cristãos criticando a repressão violenta de manifestantes e as restrições à liberdade de expressão. Governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia Um relatório da ONU condenou a perseguição religiosa na Nicarágua. O documento, divulgado neste ano, afirmou que o governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia e as liberdades individuais, e reprimido igrejas e líderes. Uma das especialistas do relatório, Ariela Peralta, declarou que o regime está literalmente “em guerra com seu próprio povo”. Ortega rejeitou o documento, alegando que as informações são falsas e que organizações internacionais, incluindo a ONU e a Organização dos Estados Americanos, estão realizando uma campanha de difamação contra ele. O regime de Daniel Ortega tem se tornado cada vez mais autoritário, com a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente e colocando os poderes legislativo e judiciário sob seu controle. A Nicarágua ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.
O ódio aos judeus se alastrou e tem que acabar, diz líder cristão após ataque em Sydney
Líderes cristãos condenaram o atentado terrorista contra judeus em Sydney, na Austrália, que matou 15 pessoas no domingo (14). Dois atiradores, um pai e um filho, abriram fogo contra um grupo de judeus enquanto eles celebravam o festival judaico Hanukkah, na praia de Bondi. Entre as 15 vítimas, estava uma menina de 10 anos que aproveitava a festa com a família; um sobrevivente do Holocausto, Alexander Kleytman, que morava na Austrália; e um policial aposentado que trabalhava como fotógrafo do evento. Além dos mortos, 29 pessoas ficaram feridas no ataque. Os atiradores foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed, de 24 anos. Sajid morreu no local, enquanto seu filho permanece no hospital sob vigilância. O pastor Brian Houston, fundador da Hillsong Church – que mora na praia de Bondi – testemunhou a movimentação após o ataque da janela de sua casa. “Uma tragédia está acontecendo aqui do lado de fora da nossa janela. Um aparente ataque anti-semita no primeiro dia de Hanukkah. Meu coração está dolorido. Uma enorme multidão na praia de Bondi entrou em pânico por dois homens armados antissemitas islâmicos loucos”, relatou Houston, em postagem no Instagram. Ele pediu oração pela comunidade atingida. “Por favor, orem. Orem por Bondi”, acrescentou. Em comunicado, o arcebispo anglicano de Sydney, Kanishka Raffel, condenou o ataque antissemita e pediu paz e proteção para a comunidade judaica na Austrália. “Acolhemos nossos vizinhos e concidadãos judeus com amor, amizade e apoio. Rejeitamos o antissemitismo, a violência e o ódio”, declarou ele. O líder convocou orações pelas famílias das vítimas e todas as pessoas afetadas pelo atentado. “Oramos a Deus, o Pai da compaixão, pela segurança e proteção da comunidade judaica. Oramos por aqueles que lamentam a trágica perda de entes queridos, pelos feridos ou traumatizados, pela polícia e pelos profissionais de saúde, e por nosso governo e agências de segurança enquanto respondem”, afirmou. “Oramos pela paz, segurança e recuperação da comunidade em Bondi e em toda a região de Sydney”, acrescentou. Raffel ainda agradeceu a Ahmed Al Ahmed, o homem que derrubou um dos atiradores e conseguiu desarmá-lo, poupando mais vítimas. Ele tem sido considerado um herói pelos australianos. O reverendo Martin Morgan, reitor da Igreja Anglicana de Bondi, que fica próxima à praia onde aconteceu o ataque, relatou que os membros que estavam saindo do templo viram pessoas correndo para fugir dos atiradores. Então, os fiéis voltaram para dentro da igreja para se protegerem e oraram pela situação durante 40 minutos até ser seguro sair. “O ódio religioso antissemita e antijudaico é algo que notamos nos últimos anos em Bondi e estamos orando para que o Senhor não permita que esse ódio cresça e que possamos brilhar como uma luz, como uma congregação e também com outras igrejas por perto”, declarou Morgan. “Um ataque aos judeus é um ataque a todos nós” Já o arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, afirmou que o atentado é fruto do aumento do antissemitismo no país. “Por mais de dois anos, um ambiente de antissemitismo público se alastrou, levando à intimidação, divisão e à normalização de uma linguagem incendiária”, disse ele, em entrevista ao The Catholic Weekly. “Em frente à minha própria catedral em Hyde Park, houve manifestações semanais onde mensagens inflamadas foram articuladas, o que só poderia ter ‘elevado a temperatura’ e talvez contribuído para a radicalização. Isso precisa acabar”, enfatizou. O líder declarou seu apoio os judeus e afirmou que os cristãos “devem fazer tudo o que puderem para mantê-los seguros”. “Minha bisavó era judia e, por isso, tenho herança judaica na minha própria família. Jesus era judeu, nascido de mãe judia, nascido súdito da Lei Judaica. Maria e José eram judeus. Assim também foi para nosso pai Abraão e todos os profetas, assim como todos os 12 apóstolos. Cristãos são filhos dos judeus. E assim, um ataque aos judeus é um ataque a todos nós”, destacou. Antissemitismo aumentou 387% na Austrália Segundo um relatório divulgado pela Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel, os incidentes antissemitas aumentaram aumentaram 387% na Austrália, entre 2022 e 2024. Em janeiro deste ano uma onda de ataques antissemitas foram registrados no país. Uma creche em comunidade judia foi incendiada e pichada com mensagens antissemitas em Sydney. O prédio ficou danificado e não houve feridos. Uma casa que pertencia a um líder da comunidade judaica foi vandalizada e dois carros foram incendiados. No início de janeiro, em menos de 24 horas, duas sinagogas foram pichadas com símbolos nazistas na capital australiana. De acordo com o Jewish News Syndicate, cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália, representando menos de 0,5% da população. A maioria da população judaica (85%) vivem em Sydney e Melbourne.
Atentado contra judeus em Sydney deixa 11 mortos e dezenas de feridos: “Ato maligno
Neste domingo (14), cerca de 11 pessoas morreram após um ataque terrorista em um evento de Hanukkah em Sydney. O ataque ocorreu na praia de Bondi, onde dezenas de tiros foram disparados durante a primeira noite do festival judaico. Além das vítimas, 29 pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança e dois policiais. Conforme a BBC News, um dos suspeitos morreu no local e o outro foi detido em estado crítico. A polícia australiana também informou que está investigando o possível envolvimento de um terceiro atirador no ataque. Um dos suspeitos foi identificado como Naveed Akram, segundo um alto funcionário da polícia à ABC News da Austrália, que não quis se identificar. Ainda segundo a fonte, uma operação de busca e apreensão está em andamento na residência de Akram, em Sydney. A ABC News afirmou que não está claro se Akram é o suspeito morto ou o que foi detido em estado crítico. No local do atentado, dispositivos explosivos improvisados (IEDs) foram encontrados em um carro ligado a um dos terroristas e estão sendo removidos pelas autoridades. Testemunhas afirmaram terem visto “corpos estendidos no chão”, enquanto muitos corriam para salvar suas vidas. Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, classificou o tiroteio na praia de Bondi como um “ato de antissemitismo maligno, um ato de terrorismo que atingiu o coração da nossa nação”. Já o presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o tiroteio como um “ataque muito cruel contra os judeus”, enquanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que o país “sempre estará ao lado da Austrália e da comunidade judaica”. ‘Ataque mortal contra famílias judaicas’ Após o ataque, Alex Ryvchin, co-CEO do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana — um órgão que representa a comunidade judaica australiana — disse que sua família e amigos estão “entre os mortos” no ataque à praia de Bondi. “É um amigo muito, muito querido meu que se tornou pai novamente há cerca de um mês”, disse ele em uma entrevista à BBC News sobre uma das pessoas mortas. “O ser humano mais luminoso, presente e alegre que eu acho que já conheci, e agora seu filho, nascido há um mês, será criado sem pai”, acrescentou. Alex também contou que ajudou uma menina de 4 anos que havia se separado dos pais durante o incidente. “Temíamos o pior, que os pais dela estivessem entre as vítimas. Felizmente, conseguimos reuni-los pouco depois. Havia planos para massacrar aquela menina e pessoas como ela”, explicou ele. No X, o secretário-geral da ONU, António Guterres, relatou: “Estou horrorizado e condeno o ataque hediondo e mortal de hoje contra famílias judias reunidas em Sydney para celebrar o Hanukkah. Meu coração está com a comunidade judaica mundial neste primeiro dia de Hanukkah, uma festa que celebra o milagre da paz e da luz vencendo as trevas”. — ᴀᴊᴀʏ ᴅᴇꜱᴀɪ (@AJAYDESAI143) December 14, 2025 Rei Charles condena o ataque antissemita O rei Charles III afirmou que ele e a rainha Camilla estão “horrorizados e entristecidos com o mais terrível ataque terrorista antissemita contra o povo judeu” em Bondi. “Nossos corações estão com todos os que foram afetados de forma tão terrível, incluindo os policiais que ficaram feridos enquanto protegiam membros de sua comunidade”, disse ele em um comunicado. “Em momentos de dor, os australianos sempre se unem em solidariedade e determinação. Sei que o espírito de comunidade e amor que brilha tão intensamente na Austrália — e a luz que está no coração do festival de Hanukkah — sempre triunfará sobre a escuridão de tamanha maldade”, acrescentou. Nas redes sociais, o Príncipe e a Princesa de Gales, William e Catherine Middleton, compartilharam suas “mais profundas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas”, destacando que “se solidarizam com a comunidade judaica neste momento de luto”. Após o ataque em Sydney, a Polícia Metropolitana reconheceu que as comunidades judaicas em Londres sentirão uma “preocupação maior com a segurança” — especialmente ao se reunirem para celebrar o Hanukkah. Segundo as autoridades “não há informações que sugiram qualquer ligação” entre o ataque de hoje e o nível de ameaça em Londres. No entanto, confirmaram em comunicado que estão “reforçando a presença policial, realizando patrulhas comunitárias adicionais e interagindo com a comunidade judaica”. Já a Polícia da Escócia informou que está em comunicação ativa com líderes religiosos após o ataque ocorrido na Austrália. As autoridades acrescentaram que não há ameaça específica no momento e que já estão realizando patrulhas adicionais em sinagogas e outros locais judaicos, como parte do esquema de segurança para o festival judaico. O que é Hanukkah? A palavra hebraica, Hanukkah (חֲנוּכָּה), ou Chanukah ou Hanucá, significa “dedicação”. Também conhecida como festa da Luzes. O festival judaico celebra a vitória dos bravos Macabeus contra o império selêucida. Após uma renhida luta de quase três anos, o improvável aconteceu. Um número bem inferior de sacerdotes, homens não preparados para a guerra, venceu um exército muito superior em número e qualidade. Foi a vitória da fé e, por si só, um milagre. Entretanto, o milagre de Hanukkah é uma referência à multiplicação do azeite da menorá que durou oito dias, quando só havia quantidade para um, após a reconquista e dedicação do Templo. A multiplicação do óleo da menorá parece ser um milagre único na história de Israel. Uma vez que o azeite na Bíblia representa o Espírito Santo, o milagre de Hanukkah nos ensina muita coisa. Se buscarmos dentro de nós seu Espírito, ainda que nossa lâmpada esteja tênue e quase se apagando, Ele é capaz de multiplicar sua unção e nos incendiar por seu poder e sua Palavra, tornando nossa luz forte e vivaz.
Perseguição a cristãos no Paquistão e na Índia é denunciada na União Europeia
Uma organização cristã denunciou o aumento da perseguição a cristãos no Paquistão e na Índia na União Europeia (UE). A ADF International, que apoia cristãos perseguidos, organizou uma conferência no Parlamento Europeu, em Bruxelas, para discutir a violência contra a comunidade cristã no Sul da Ásia. O encontro aconteceu no dia 4 de dezembro e contou com a presença de defensores dos direitos humanos e sobreviventes de perseguição, que compartilharam suas experiências com o Parlamento. Tehmina Arora, diretora de Advocacia na Ásia da ADF International, destacou a crescente perseguição hindu contra os cristãos na Índia e pediu à UE que tome medidas para proteger as minorias religiosas. “Os cristãos na Índia são punidos não por irregularidades, mas simplesmente por se reunirem, oram ou ajudarem seus vizinhos. Até mesmo a Suprema Corte da Índia observou recentemente como as leis anti-conversão são mal utilizadas para processar injustamente cristãos”, afirmou Arora. De acordo com o United Christians Forum, houve um aumento de 500% na perseguição na Índia nos últimos 10 anos. Somente entre janeiro e outubro de 2025, mais de 600 casos foram registrados, incluindo linchamento de multidões, humilhação pública, interrupções em igrejas e ataques a propriedades privadas no país. Leis de blasfêmia O painel também discutiu o crescimento do uso das leis de blasfêmia para perseguir os seguidores de Jesus no Paquistão. Segundo a Human Rights Watch, pelo menos 475 casos de blasfêmia foram registrados em 2024, em comparação com 11 incidentes em 2020. Cristãos paquistaneses acusados falsamente de blasfêmia sofrem ataques em suas igrejas e casas. Foi o caso de Shagufta Kausar, uma sobrevivente da perseguição que contou sua história ao Parlamento Europeu. Após ela e o esposo Shafqat serem acusados de blasfêmia, eles foram abusados em público, em frente a seus filhos pequenos. O casal ainda foi condenado à morte e ficou no corredor da morte durante sete anos até serem libertados, com a ajuda da União Europeia. Shagufta Kausar pediu ao Parlamento que intervisse mais uma vez pelos cristãos paquistaneses. “A menos que a comunidade internacional aja, inúmeras pessoas inocentes continuarão sofrendo sob leis usadas para silenciar e destruir os mais vulneráveis”, declarou ela. Proteção para cristãos perseguidos Na conferência, os participantes ainda abordaram a intensificação da vigilância e da violência contra crentes em outros países do Sul da Ásia, como Sri Lanka, Nepal e Bangladesh. O deputado pediu à União Européia que use seus recursos para promover a liberdade religiosa no Sul da Ásia. “A pressão política do Parlamento Europeu é importante, mas a UE também possui poderosas ferramentas econômicas em suas mãos para pressionar governos a garantir a liberdade religiosa e impedir a perseguição”, ressaltou. “Os cristãos são hoje o grupo religioso mais perseguido do mundo, e é vital que falemos sobre isso publicamente e em voz alta”.
Rio vai inaugurar primeiro batistério público no Jardim Méier
A cidade do Rio de Janeiro vai ganhar seu primeiro batistério público, no Jardim do Méier, na Zona Norte. O espaço foi construído pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) para receber cerimônias de batismo por imersão. O batistério conta uma cascata d’água e uma Bíblia cenográfica como ornamento. A estrutura ficará permanentemente na Praça Jardim do Méier para batismos realizados por igrejas do bairro e de outras partes da cidade. A inauguração do espaço acontecerá neste sábado (13) às 11 horas, no Coreto do Méier. O evento vai contar com a presença do prefeito Eduardo Paes, do secretário de Conservação Diego Vaz e de lideranças religiosas da região. O batistério público funcionará diariamente das 6h às 19h, acompanhando o mesmo horário de abertura do Jardim do Méier. A manutenção do local será de responsabilidade da Gerência de Chafarizes e Monumentos da Seconserva, que aproveitou a obra do batistério para fazer melhorias no entorno, criando um espaço público de convivência. Aumento de evangélicos no Rio de Janeiro O número de evangélicos no estado do Rio de Janeiro aumentou nos últimos anos, de acordo com o Censo Demográfico 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2010, 29% da população se declarava evangélica. A porcentagem subiu para 32%, representando 5,5 milhões de pessoas. Já na cidade do Rio, 25% dos moradores são evangélicos. Em Macapá (AP), também foi construído um batistério público no Rio Amazonas, que foi inaugurado em 2024 pela Prefeitura. No final de novembro deste ano, no Dia do Evangélico, mais de 300 novos convertidos foram batizados no local.
Professor é demitido após dizer a aluno muçulmano que Grã-Bretanha é um país cristão
Um professor cristão foi demitido e proibido de trabalhar com crianças após dizer a um aluno muçulmano que a Grã-Bretanha é um país cristão. O caso aconteceu no ano passado em uma escola não religiosa. Segundo o The Telegraph, tudo começou quando o professor – que não teve a identidade revelada – repreendeu os alunos do ensino fundamental que usavam as pias dos banheiros para lavar os pés. A escola não permite que os estudantes lavem os pés nas pias e façam orações no pátio, conforme o ritual muçulmano. Porém, disponibiliza uma sala para os alunos islâmicos realizarem suas observações religiosas. Na ocasião, o professor repreendeu um aluno que estava violando a proibição e lembrou que, se alguém não estivesse satisfeito com as regras do colégio, havia uma escola islâmica na região que poderia ser mais adequada às suas crenças. O professor ainda comentou que com uma igreja estatal liderada pelo rei, a Grã-Bretanha é tecnicamente um país cristão. Após a repreensão, o docente ensinou à turma do sexto ano sobre o valor britânico da tolerância, observando que o Islã é uma religião minoritária na Grã-Bretanha. Punido e encaminhado à polícia Em maio de 2024, o professor foi suspenso e mais tarde demitido. Um mês depois, ele foi informado que seria encaminhado para a polícia. A investigação policial sob a acusação de crime de ódio não avançou, mas o professor foi inicialmente proibido de trabalhar com crianças devido ao suposto dano emocional causado por seus comentários a respeito do Islã. Mais tarde, a proibição de atuar com crianças foi retirada após uma ação judicial. Hoje, o professor cristão está processando a autoridade local, com o apoio da União pela Liberdade de Expressão (FSU). “Esse professor perdeu o emprego e quase acabou sendo impedido de exercer a profissão para o resto da vida só porque apontou para uma classe de crianças muçulmanas que a religião nacional da Inglaterra é o anglicanismo”, reagiu Lord Young, diretor da FSU. E criticou: “As coisas chegaram a um ponto alto neste país, se um professor pode ser rotulado como um risco porque diz algo que é incontestavelmente verdade. Se ele tivesse afirmado que o Islã é a religião oficial da Inglaterra, mesmo que isso não seja verdade, duvido que ele teria se metido em problemas”.
Enfermeira emociona ao cantar Quão Grande És Tu para paciente idosa
Uma cena comovente viralizou nas redes sociais: uma enfermeira foi filmada cantando o hino cristão “How Great Thou Art” (Quão Grande És Tu, em português) enquanto alimentava uma paciente idosa. A canção era uma das favoritas do marido da paciente, que havia falecido há menos de seis meses. Dois dias após o registro, a idosa também morreu. A cena, gravada em um hospital no Texas, ganhou grande repercussão após ser compartilhada nas redes sociais e repostada USA TODAY no X (antigo Twitter). O jornal americano descreveu o momento como “tão doce”. So sweet. A nurse in Texas sang a rendition of “How Great Thou Art” to her patient. pic.twitter.com/GRriR2ngAw — USA TODAY (@USATODAY) February 6, 2020 O momento foi compartilhado originalmente pela filha da idosa, que capturou a enfermeira entoando a canção com voz baixa e delicada enquanto ajuda a paciente a se alimentar. Segundo a filha da paciente, a música cristã teve um significado especial naquele momento, por estar diretamente ligada às memórias de seu pai e de sua mãe. O sorriso da idosa durante o hino chamou a atenção de milhares de internautas, que destacaram a sensibilidade e humanidade da profissional de saúde. O hino tradicional “Quão Grande És Tu” foi composto pelo missionário Stuart K. Hine e, até hoje, a renda gerada pela canção continua sendo destinada a obras missionárias. Grande repercussão O vídeo ganhou grande repercussão após ser compartilhado em plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram, acumulando milhares de reações positivas de usuários que elogiaram a dedicação e a gentileza da enfermeira. No perfil “Restoring Your Faith in Humanity” (Restaurando sua fé na humanidade, em português), o vídeo já ultrapassou 50 mil curtidas e soma quase mil comentários até o momento. Uma pessoa escreveu: “Aqueles que conhecem o Senhor são uma luz brilhante e um exemplo para os outros. Que Deus abençoe esta enfermeira e seus pacientes. Continue cantando e espalhando o Evangelho do nosso Senhor e Salvador. Muitas bênçãos.” Outra disse: “Ela é um verdadeiro exemplo de como viver a fé por meio do trabalho.” Uma mulher disse: “Uma maneira maravilhosa de demonstrar amor pela paciente. Uma enfermeira muito doce.”
Jogadores da NFL pedem ação contra perseguição na Nigéria: As vidas não podem esperar
Mais de 60 jogadores e ex-jogadores da NFL (National Football League) – a liga profissional de futebol americano –, pediram uma ação do governo dos Estados Unidos contra o aumento da perseguição na Nigéria. Segundo o Sports Spectrum, em 19 de dezembro, os atletas enviaram uma carta conjunta a altos funcionários do governo em Washington, incluindo o presidente Donald Trump e o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, o Líder da Minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, ao Líder da Maioria no Senado John Thune e ao Líder da Minoria no Senado Chuck Schumer. “A perseguição religiosa e étnica na Nigéria atingiu um nível que exige ação imediata e concreta dos Estados Unidos”, inicia a carta. “Como jogadores atuais e antigos da NFL que se importam profundamente com a justiça — aqui na América e ao redor do mundo — estamos entristecidos e indignados com a crescente violência, e escrevemos para exortá-los a agir agora para enfrentar a perseguição religiosa na Nigéria e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados”. O documento observou que há muitos jogadores nigerianos na NFL. “É uma nação de beleza extraordinária, cultura rica e povo resiliente. No entanto, por anos, nigerianos de todas as crenças suportaram ataques implacáveis, sequestros e assassinatos por grupos extremistas e redes criminosas que exploram divisões étnicas e religiosas. Essa brutalidade contínua não apenas devasta famílias e igrejas, mas também mina a estabilidade regional e os interesses de segurança e humanitários dos EUA”, argumentaram. Medidas concretas para proteger cristãos Em outubro deste ano, o presidente Trump reconheceu oficialmente a Nigéria como um “país de preocupação particular” — a classificação mais séria que os EUA atribuem a países que possuem perseguição religiosa. Agora, os atletas da NFL pediram ações práticas para proteger os cristãos nigerianos. “Organizações humanitárias e de defesa independentes consistentemente classificam a Nigéria entre os lugares mais perigosos do mundo para viver abertamente como cristão”, diz a carta. “Agradecemos declarações anteriores condenando a violência e reconhecendo o sofrimento, mas a preocupação já não é suficiente”, ressaltou. No documento, os jogadores cristãos ainda sugeriram medidas para combater a perseguição: expandir a assistência humanitária dos EUA para os milhões de pessoas deslocadas na Nigéria; exigir relatórios públicos, trimestrais, ao Congresso sobre incidentes de violência motivada religiosamente; e ocupar o cargo de Embaixador Geral para Liberdade Religiosa Internacional no Departamento de Estado dos EUA. Entre os jogadores que assinaram à carta estão: Steve Stenstrom, presidente da Sports Spectrum; Benjamin Watson, editor-chefe da Sports Spectrum; Tony Dungy, técnico principal do Hall da Fama; Kirk Cousins, do Atlanta Falcons; Jameis Winston, do New York Giants; Brock Purdy, do San Francisco 49ers; C.J. Stroud, do Houston Texans; e TreVeyon Henderson, do New England Patriots. “Como homens que foram confiados com uma plataforma pública através da National Football League, sentimos uma responsabilidade moral de falar por aqueles cujos gritos permaneceram sem resposta por tempo demais”, declararam. “Pedimos a vocês, como líderes desta nação, que usem todo o peso de seus cargos para defender o direito fundamental de viver e adorar livremente, e enviar uma mensagem clara de que os Estados Unidos não ficarão de braços cruzados enquanto nigerianos são alvos, aterrorizados e mortos por causa de sua fé. As vidas em jogo não podem esperar”, concluiu a carta. Nigéria é um dos lugares mais perigosos do mundo para cristãos Conforme um relatório da Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety), 7.800 outros cristãos foram detidos e sequestrados devido à sua fé, de 1º de janeiro a 10 de agosto deste ano, na Nigéria. Além disso, mais de 7 mil cristãos foram assassinados por extremistas islâmicos e terroristas fulani no país. De acordo com a Missão Portas Abertas, 4.476 cristãos foram mortos no mundo por causa da fé em 2024 — e 3.100 dessas mortes ocorreram na Nigéria. Os ataques de grupos fulanis, Boko Haram e ISWAP continuam aumentando e sequestros para resgate cresceram de forma expressiva no país africano. A Nigéria está na 7ª posição da Portas Abertas entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão.